quarta-feira, 23 de setembro de 2026

SOLTAS

O lavagante, dizem, é o Rei dos Crustácaeos, Homarus gammarus é uma espécie de crustáceo decápode marinho da família Nephropidae, vivendo no nordeste do Oceano Atlântico, Mar Mediterrâneo e parte do Mar Negro.

É o título de uma novela do José Cardoso Pires, escrita em 1963 e apenas publicada em Fevereiro de 2008, decorria o 10 aniversário da sua morte.

O dono do Lanterna, o melhor bar de praia, a atirar par o carote, sabia alguma coisa da vida dos lavagantes, mais saboroso que a lagosta e Cardoso Pires, deixou no livro, os conhecimentos que então ouviu sobre lavagantes:

«Contei-lhe como ele serve o safio que está nas tocas submersas levando-lhe comida a todas as horas, e como a sua existência anda presa a essa serpente estúpida de grandes sonos, vendo-a engordar, engordar, até saber que a tem bloqueada, incapaz de sair do buraco porque o corpo cresceu de mais, enovelou-se, e não cabe na abertura por onde podia libertar-se. 'Nesse momento fica sabendo, o lavagante servil aparece à boca da toca do safio mas já não traz comida. Vem de garras afiadas devorar o grande prisioneiro que alimentou durante tanto tempo.»

1.

«Os jornais noticiaram há dias, que um homem pobre e doente, falecido no hospital d S. José, deixara como última vontade, a de ser enterrado vestindo a camisola do Benfica, e se possível, debaixo da águia que identifica o Estádio da Luz. Apenas a primeira parte do desejo pôde ser satisfeita. As posturas municipais modernas são rigorosas e cada vez se percebe menos de mortos».

José Cutileiro em O Tempo e o Modo nº 25/26, Março/Abril de 1965

2.

Portugueses, calculados em 2,7 milhões, têm gatos como animais de companhia.

Há velhotas, de parcos rendimentos, que no supermercado, gastam mais em comida para animais do que na sua própria alimentação.

Não saberá nunca das razões que levam escritores, cantores, artistas vários, a gostarem de gatos, a deixarem-se fotografar junto a gatos. A Assírio & Alvim tem uma antologia de poesia de felinos a que chamou Assinar a Pele».

3.

«Que Deus dê as nozes a quem não tem dentes, ainda é o menos; o mal é que Ele as dá quase sempre em demasia, a quem os tem.»

José Rodrigues Miguéis

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