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sexta-feira, 25 de setembro de 2026

EM BUSCA DE FLORES AZUIS NO DESERTO

81ª Assembleia Geral da ONU.

Antes do discurso de Netanyahu, foram apresentadas na Assembleia Geral as declarações do Presidente palestiniano, Mahmoud Abbas, que tiveram de ser previamente gravadas, já que os Estados Unidos rejeitaram os pedidos de vistos feitos por si e pela sua delegação, pelo segundo ano consecutivo.

Netanyahu leu o seu discurso perante aquela enorme quase sala completamente vazia e acabou a dizer que Israel tem o exército mais mural do mundo.

Fora do edifício da ONU decorreram largos protestos, convocados por grupos judaicos e israelitas contra a governação de Netanyahu e apelando a que seja responsabilizado pelos crimes cometidos à luz do direito humanitário internacional.

Cerca de uma centena de manifestantes foram detidos pela polícia e nesse grupa estava a actriz Susan Sarandon:

«Netanyahu, não podes esconder-te, acusamos-te de genocídio e nenhum de nós é livre até que todos sejamos livres.»

sábado, 19 de setembro de 2026

SOLTAS


 Seis meses de guerra no Irão já custaram 43,6 mil milhões de dólares aos Estados Unidos.

1.

Voltamos ao vinho:


«Viticultores do Douro que deixem uva por vindimar receberão 1125 euros por hectare
viticultores que não encontrem comprador para as suas uvas e que, por isso, as deixem ficar nas videiras receberão um apoio máximo do Estado de 1125 euros por hectare, o que equivale a assegurarem escoamento para a produção de três pipas, pouco mais de 1500 litros de vinho, como de resto tinha antecipado o cronista Pedro Garcias, na rubrica que assina semanalmente na Fugas.

Os 12 milhões de euros do Governo para o Douro são uma ofensa e um desperdício
Chegou, finalmente, o dia da vergonha e da humilhação no Douro. Não foi nenhuma surpresa, não surgiu do nada. Estava escrito na pedra há muito tempo. Mas nem isso diminui a vergonha e a humilhação. Ficará para os anais: na vindima de 2026, no dia 4 de Setembro, o Governo de Portugal, liderado por Luís Montenegro e cujo ministro da Agricultura se chama José Manuel Fernandes, aprovou a concessão de 12 milhões de euros do Orçamento Geral do Estado para pagar aos durienses que deixem as uvas maduras na vinha.»

O curioso, assim como quem diz que é, o governo dá milhões de euros para que os viniticultores não apanhem as uvas, e nos supermercados, estamos a comprar uvas, vindas de toda a parte, menos Portugal, a preços incomportáveis e de qualidade duvidosa, enquanto as excelente uvas do Douro ficam a olhar a paisagem.

2.

Um leitor do Público, por causa do cómico Jerry Seinfeld, lamenta-se:

« Não me levam a mal, mas a conclusão de que Israel está a cometer genocídio consta dos relatórios da Comissão Independente da ONU, da Associação Internacional de Estudiosos do Genocídio, ou de organizações de direitos humanos como a Amnistia Internacional, o Centro Europeu de Direitos Constitucionais e Humanos, o Human Rights Watch, o Médecins Sans Frontières e ainda de prestigiadas ONG's israelitas como a B'Tselem e a Physicians for Human Rights. Também são da mesma opinião dois especialistas israelitas judeus: Omer Bartov, "I’m a Genocide Scholar. I Know It When I See It", NYT, e Amos Goldberg, "Holocaust Memory in a Time of Genocide". Sem dúvida há sempre jornalistas do Público e leitores aqui que o negam. Respeito as suas opiniões. Porém, nunca nenhum apresentou um estudo a apoiá-las.»

Pedro Tadeu no Diário de Notícias:

«Recordo, para quem ande esquecido, que esta posição de Seinfeld é discutida num contexto em que o Governo israelita massacra a população de Gaza, destrói as condições da sua sobrevivência e pratica atos que a Amnistia Internacional classificou como genocídio. A desproporção em relação aos ataques terroristas do Hamas de 7 de outubro de 2023 é evidente. Esses crimes não justificam matar civis, provocar fome ou destruir um território. As vítimas palestinianas não são responsáveis coletivamente pelos crimes do Hamas.»

3.

Um estudo da Marktest indica que três em cada quatro portugueses adultos consome bebidas alcoólicas.

4.

A electricidade fica mais cara em Outubro no mercado regulado por causa da guerra no Irão. São mais 0,005 euros por kWh, a aplicar a partir de 1 de Outubro de 2026.

5.

Portugal registou o maior aumento anual do custo da habitação entre 57 países analisados num estudo internacional, tendo-se verificado um aumento de 15,2% em apenas um ano, enquanto o preço das casas, em termos mundiais, caíu 1,2% no mesmo período.

segunda-feira, 17 de agosto de 2026

EM BUSCA DE FLORES AZUIS NO DESERTO

«O ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben Gvir, defendeu publicamente a realização de assassinatos seletivos em Gaza, propondo a morte de “30 a 40 pessoas” por noite. As declarações foram feitas num podcast publicado este domingo, 16 de agosto, numa altura em que o Governo israelita reduziu os ataques à Faixa para tentar avançar com o plano de paz promovido pelos Estados Unidos.

 “Creio que deveriam ser realizados assassinatos seletivos em Gaza, eliminando entre 30 e 40 pessoas por noite”, afirmou Ben Gvir, citado pela agência espanhola EFE, acrescentando que a operação não deveria limitar-se a pessoas que representassem uma ameaça imediata: “Há pessoas ali que não merecem viver. Não deveriam viver. Nem sequer são pessoas.”

Ben Gvir, uma das figuras mais à direita no Governo de Benjamin Netanyahu, disse também discordar da redução dos ataques israelitas e voltou a defender a expansão dos colonatos judaicos na Faixa de Gaza. “Considero que toda a Gaza é nossa”, afirmou. O ministro defendeu “a maior emigração possível” de palestinianos, bem como a criação de colonatos em toda a Faixa de Gaza, acrescentando, sobre os membros do Hamas: “Para os terroristas, nada de emigração, nada, simplesmente matá-los um por um.”

 Ben Gvir não tem autoridade para ordenar operações militares, mas controla a polícia e o sistema prisional israelitas enquanto ministro da Segurança Nacional. As suas declarações sobre os palestinianos têm sido apresentadas perante o Tribunal Internacional de Justiça como possível evidência de “intenção genocida”, acusação rejeitada por Israel.

 Antigo militante do movimento Kach, considerado organização terrorista por Israel, Gvir defende há anos posições ultranacionalistas e a expulsão de palestinianos de Gaza.»

Diário de Notícias, 17 de Agosto

quinta-feira, 11 de junho de 2026

CONVERSANDO

Chegará o dia em que as nações tratarão Israel como o estado pária que é?

No dia 6 de Março, o jornalista António Rodrigues escrevia no Público:

«Há mais de 70 anos, o filósofo Bertrand Russell e o cientista Albert Einstein estavam entre os 11 signatários de um manifesto pacifista que ficou conhecido como o manifesto Russell-Einstein. Em tempos de guerra fria e de ameaça nuclear, o documento visava defender o “senso comum” face à ameaça de extinção da humanidade.

“O futuro da raça humana é mais sombrio do que nunca. A humanidade enfrenta uma alternativa clara: ou perecemos todos ou teremos de adquirir algum grau de bom senso. Uma grande dose de novo pensamento político será necessário para evitar um desastre total”, lia-se no texto publicado a 9 de Julho de 1955.
Desumanidade
A humanidade parece estar hoje novamente numa encruzilhada civilizacional em que se age sem bom senso, caminhando aceleradamente, cabeça bem esticada, em direcção ao muro de betão cuja existência insistimos em negar. Ao contrário da Guerra Fria e do equilíbrio frágil, mas perene, garantido pela destruição mútua assegurada, hoje actua-se pisando todas as linhas vermelhas como se não existissem, como se não importassem, como se fossem mentira.

Conspira-se com base em conspirações inexistentes, age-se em função de simulacros de realidade, vive-se como se o futuro não importasse: a próxima geração que apanhe os cacos se tiver condições para existir.

Perante este cenário conturbado de actos sem precedentes e teorias sem bases teóricas, Emmanuel Macron resolveu recuperar a teoria da destruição mútua assegurada e estendê-la temporariamente a outros países como meio de defesa: “Para ser livre, precisamos de ser temidos”, disse esta semana o Presidente francês ao anunciar que, pela primeira vez desde 1992, a França irá aumentar o número de ogivas nucleares e, pela primeira vez na sua história, vai disponibilizar os seus aviões com armas nucleares para outros países que precisem de dissuadir ameaças contra o seu território. Tal como em 1955, é preciso que alguém traga algum bom senso para as relações internacionais, mesmo que tenha alguma radioactividade.»

sábado, 23 de maio de 2026

À LUPA

Ainda vamos ouvindo, uma conversa sem fim, que Israel é uma democracia.

Uma história para enteter camelos.

Ben-Gvir, ultra-ministro do ultra governo de Benjamim Netanyahu, divulgou imagens da violência com que Israel trata as pessoas que participaram na última flotilha que foi interceptada. As imagens chocaram o mundo e Netanyahu veio dizer que aquele tratamento “não se alinha com os valores de Israel”.

Mas quais são os valores de Israel?

O governo português , como em outras situações em que as sanguinárias forças de Israel estão envolvidas, gagueja para um lá e para outro. Não só o governo português porque nos restantes países da Europa, do mundo, não se vê uma reação violenta contra os governantes israelitas.

Têm medo de quê?!

terça-feira, 28 de abril de 2026

HÍFEN DE CRISTAL


 «Depois de o primeiro-ministro israelita ter pedido desculpas publicamente e garantir que se tratava de um comportamento indigno para um militar de Israel, o soldado que, no Líbano, destruiu uma estátua de Jesus Cristo à marretada e o outro que fotografou o acontecimento, foram condenados a 30 dias de prisão e “excluídos de operações de combate”.

Segundo a  BBC, Benjamin Netanyahu mostrou-se “chocado e triste” pelo incidente, enquanto o seu ministro dos Negócios Estrangeiros, Gideon Saar, pediu desculpas a “todos os cristãos que se sentiram ofendidos”.

Com tantos milhares de crianças mortas em Gaza, no Líbano e no Irão, atingidas pelas bombas e balas de Israel, cujas forças armadas se arrogam o direito de atingir escolas, hospitais, ambulâncias, jornalistas, de matar e matar civis desarmados como se fossem alvos de prática de tiro, “a indignação e a tristeza” de Israel está reservada a uma estátua de Jesus Cristo?

Não é porque ao Governo mais extremista de Israel lhe importe muito os sentimentos dos cristãos – em 2023, Itamar Ben-Gvir, ministro da Segurança Nacional israelita, dizia que cuspir em cristãos era uma velha tradição judaica. O que importa ao Estado de Israel é não alienar o apoio do seu melhor amigo nas relações internacionais, a superpotência que lhe vende armas e lhe empresta a sua sombrinha política internacional para fazer o que quiser.

Num tempo de falta de memória e de passado reescrito ou esquecido, o Governo de Israel e os judeus que o apoiam estão sempre a cometer o pecado da arrogância de se olvidarem das lições da História. Porque se é longa a tradição judaico-cristã, base da civilização ocidental, como tanto dizem, os judeus esquecem-se que, quando é preciso um bode expiatório, o hífen se quebra como um cristal e os judeus terminam pendurados de uma árvore como Leo Frank, enforcado por uma turba muito americana que o foi buscar à cela.

Mesmo com a II Guerra Mundial e o nazismo, entre 1940 e 1946, várias sondagens mostravam que os judeus eram considerados a maior ameaça para os Estados Unidos, mais do que qualquer outra religião, raça, etnia, nacionalidade
.»

António Rodrigues no Público de 24 de Abril de 2026

domingo, 12 de abril de 2026

TRUMPALHADAS


«Ao aceitar ser arrastado por Israel para a guerra e ao ameaçar dizimar a civilização persa numa noite, o presidente dos EUA não afundou apenas o seu já reduzidíssimo capital ético e político. Donald Trump ultrapassou uma linha que nem muitos dos seus radicalizados apoiantes ousou admitir. Pela primeira vez desde o regresso à Casa Branca, membros MAGA, a base de apoio de Trump, levantaram a voz – em uníssono com os Democratas – para criticar o presidente e admitir a invocação da 25ª Emenda constitucional que prevê a destituição. A admissão do recurso ao genocídio para acabar com aquele que já foi um dos maiores impérios do Mundo só poderia envergonhar os americanos, da mesma forma que deixou perplexos muitos de nós. E nem o anúncio de frágil cessar-fogo, feito pouco antes da hora-limite da infame ameaça, apaga a errância de Trump na tentativa de sair de um conflito que não está a vencer, por muito que grite vitória. A guerra inútil de Trump não mudou o regime em Teerão, não é certo que abra o estreito de Ormuz, não obliterou o poder militar da Guarda Revolucionária, não travou o enriquecimento do urânio iraniano e aumentou a morte de civis no Líbano. Trump é o grande derrotado desta guerra e, mais cedo ou mais tarde, vai pagar por isso.» 

Alfredo Leite no  Correio da Manhã.

1.

Os Estados Unidos e o Irão não alcançaram qualquer acordo de paz no final de 21 horas de negociações no Paquistão.

É provável que existisse alguém que ainda acreditasse em algo diferente do que veio a acontecer.

Vance disse que os Estados Unidos apresentaram a sua "melhor oferta final", mas que os iranianos recusaram a proposta, bem como qualquer compromisso para não desenvolver armas nucleares.

A delegação iraniana, por seu turno, acusa os norte-americanos de terem apresentado "exigências irrazoáveis" e "ilegais". Para além do nuclear, continuam a ser pontos de discórdia o controlo do estreito de Ormuz, o levantamento de sanções e o pagamento de indemnizações de guerra. Não houve acordo em nenhuma das frentes.

A reacção de Donald Trump, é de indiferença. 

"Aconteça o que acontecer, nós ganhamos", declarou ainda na noite de sábado e foi assistir a um combate de luta livre em Miami.

quarta-feira, 8 de abril de 2026

TRUMPALHADAS


O mundo entregue a loucos, a assassinos, a aldrabões.

Na noite de ontem o louco presidente norte-americano  avisou que uma civilização inteira iria morrer, para nunca mais voltar.

«Não quero que isso aconteça, mas provavelmente vai acontecer.»

Antes, utilizando linguagem imprópria para um chefe de Estado, Donald Trump prometeu ao Irão, numa mensagem publicada na Truth Social, que a próxima terça-feira, 7 de Abril, será “Dia das Centrais Nucleares” e “Dia das Pontes”, sugerindo uma forte ofensiva militar norte-americana caso o Irão não cumpra a sua principal exigência: "Abram o raio do estreito, seus sacanas loucos, ou viverão no inferno" (“Open the Fuckin’ Strait, you crazy bastards, or you’ll be living in Hell - JUST WATCH! Praise be to Allah”.

Mas a hora e meia do fim do ultimato que aniquilaria uma civilização para sempre, sabia-se que Washington e Teerão aceitam uma proposta paquistanesa de cessar-fogo de duas semanas.

E agora, o que irá acontecer?

Trump mostra-se desesperado perante uma guerra para a qual foi conduzido por Netanyahu.

O assassino israelita, como se diz na esplanada do Café do Bairro, comeu Donald de cebolada.

O primeiro-ministro israelita afirmou que está pronto para retomar a guerra contra o Irão a qualquer momento, defendendo que o cessar-fogo temporário acordado entre Washington e Teerão "não é o fim" e que Israel ainda tem objectivos a cumprir.

"Ainda temos objectivos a alcançar e iremos alcançá-los, seja através de um acordo, seja através da força", afirmou Benjamin Netanyahu num discurso ao país. Netanyahu disse ainda que a trégua foi decidida "em plena coordenação" com Washington, garantindo que Israel não foi "apanhado de surpresa".

Também o ministro dos Negócios Estrangeiros israelita, Gideon Sa'ar, considerou que "nada está acabado": "Não vejo como é possível aproximar as posições dos Estados Unidos e do Irão."

O mundo permitiu-se respirar de alívio.

Que alívio?

quinta-feira, 2 de abril de 2026

À LUPA

Leio espantado, completamente espantado:

 «A União Europeia condenou inequivocamente os ataques indiscriminados do Irão. Desde 28 de Fevereiro de 2026, e tem estado em contacto constante com dirigentes de todo o Médio Oriente e da Europa, solidarizando-se com os países atacados pelo Irão e apoiando as aspirações democráticas do povo iraniano.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e o presidente do Conselho Europeu, António Costa, bem como a alta representante/vice-presidente, Kaja Kallas, reafirmaram o empenho da União Europeia na estabilidade regional, instando a

 

desescalada imediata e retenção máxima

protecção da população civil e das infra-estruturas civis

pleno respeito pela Carta das Nações Unidas

 

A posição da União Europeia E foi reiterada nas conclusões do Conselho Europeu de 19 de março de 2026, em que todos os 27 dirigentes condenaram os ataques do Irão, exigiram um cessar-fogo imediato e apelaram a uma moratória aos ataques às infraestruturas energéticas e hídricas.»

quarta-feira, 11 de março de 2026

TRUMPALHADAS

1.

Ninguém sabe que tempo vai durar a guerra Israel-Estados Unidos-Teerão.

Enquanto o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, continua a sugerir que o conflito com o Irão vai terminar "brevemente", Teerão ameaçou "centros económicos e bancos" na região e afirmou que está pronto para uma guerra longa, alertando que isto "destruiria" a economia mundial. No estreito de Ormuz, foram registados ataques contra embarcações.

As mensagens dos Estados Unidos em relação à duração e até aos objectivos da guerra no Irão mantêm-se contraditórias, com Donald Trump a dizer que a guerra está quase a terminar ou que durará ainda pelo menos uma semana, enquanto em Israel há preocupações com a possibilidade de a guerra ser mais curta (e uma corrente, minoritária, com ser mais longa), e do Irão surge uma atitude de desafio, recusando um cessar-fogo e prometendo continuar a lutar.

Trump diz que já ganhou ao Irão, mas que os EUA ainda não se vão retirar

Donald Trump declarou a vitória no Irão, ressalvando que os EUA apenas vão permanecer no terreno para concluir o trabalho. “Nunca se gosta de dizer muito cedo que se venceu. Nós vencemos”, exaltou Trump num comício eleitoral em Hebron, Kentucky, citado pela Reuters.

2.

Pelo menos três cargueiros, com bandeiras da Tailândia, do Japão e das Ilhas Marshall, foram atacados no estreito de Ormuz. O tailandês Mayuree Naree foi atingido por "dois projéteis de origem desconhecida", segundo operador da embarcação, citado pela agência Reuters. A Guarda Revolucionária, por sua vez, numa nota divulgada pela agência Tasnim, informou que o navio foi "alvejado por combatentes iranianos". Vinte membros da tripulação foram resgatados e levados para Omã, enquanto três continuavam desaparecidos.

3.

Um erro do Exército norte-americano, devido a coordenadas desactualizadas do alvo, originou o bombardeamento de uma escola feminina em Minab, no Irão, a 28 de Fevereiro, noticiou o New York Times, com base em conclusões preliminares de uma investigação militar interna a que o jornal norte-americano teve acesso.

Segundo autoridades iranianas, o ataque fez mais de 175 mortos, a maioria crianças. O Presidente norte-americano, Donald Trump, chegou a atribuir a autoria do ataque ao Irão, antes de recuar parcialmente e afirmar que "aceitaria" o resultado da investigação.

Questionado nesta quarta-feira sobre o artigo publicado pelo New York Times, Trump negou ter conhecimento das informações divulgadas.

terça-feira, 10 de março de 2026

TRUMPALHADAS

 Casa Branca. Grupo de religiosos, alguns com as mãos nos ombros de Trump, rezam pela proteção do presidente, das forças armadas, da América. O vídeo foi compartilhado pelo vice-chefe de gabinete Dan Scavino.

 

1.

“Trump, olha-os nos olhos”: jornal iraniano publica fotografias das crianças mortas no ataque a uma escola.
A capa do jornal iraniano
Tehran Times desta segunda-feira foi totalmente preenchida com as fotografias de 100 crianças alegadamente mortas num ataque contra uma escola no Sul do Irão, no dia 28 de Fevereiro. As fotografias são acompanhadas da frase “Trump, olha-os nos olhos”, depois de nem os Estados Unidos nem Israel terem assumido a autoria do ataque.

Mafalda Fidalgo no Público

2.

A Índia anunciou uma distribuição prioritária de gás natural para consumo doméstico e transportes, numa altura em que as perturbações no abastecimento devido à guerra no Médio Oriente preocupam vários setores da economia.

O país mais populoso do planeta, com cerca de 1,5 mil milhões de habitantes, é o quarto maior importador mundial de gás natural liquefeito .

Uma grande parte do gás natural consumido na Índia é proveniente do Qatar, cujas unidades de produção foram atacadas pelo Irão desde o início da ofensiva israelo-americana contra Teerão.

3.

Donald Trump, manifestou  o desagrado com a eleição de Mojtaba Khamenei como líder supremo iraniano, para suceder ao pai, Ali Khamenei, morto no início da ofensiva israel-americana contra o Irão.

Donald Trump queria participar na escolha do novo líder de Teerão.

Israel determinou que o novo líder irá ser morto, esteja ele onde estiver.

4.

Definitivamente não é possível acreditar que as decisões de Donald Trump são tomadas com base nos princípios de racionalidade e da sensatez.

5.

Preço do petróleo já está 25% acima do valor assumido pelo Governo Luís Montenegro no Orçamento do Estado de 2026.

Vários analistas temem persistência do valor do barril na casa dos 80 dólares. Outros, mais pessimistas, atiram cenário para 100, 150 dólares ou mais. 

Luís Montenegro:

 "Tenho a certeza de que não me vou arrepender de nada do que fizemos nestes dias"

6.

Nas suas conferências de imprensa no Pentágono, Pete Hegseth diz que os Estados Unidos  “estão decisivamente a ganhar a Operação Fúria Épica". O ataque "tem tido resultados incríveis e os Estados Unidos  vão usar todo o tempo necessário para alcançarem os seus objevtivos, nunca houve a intenção de ser, uma luta justa. Nós estamos a atacá-los enquanto eles já estão caídos e é assim que deve ser”

7.

A Administração Trump reuniu-se com executivos das maiores empresas de defesa dos Estados Unidos na Casa Branca para discutir a aceleração da produção de armamento, enquanto o Pentágono trabalha para reabastecer os stocks após os ataques ao Irão e várias outras operações militares recentes,.

A reunião sublinha a urgência sentida em Washington para reforçar os stocks de armamento, depois da utilização intensiva de munições na operação no Irão. Desde que a Rússia invadiu a Ucrânia em 2022 e Israel iniciou operações militares em Gaza, os Estados Unidos forneceram milhares de milhões de dólares em sistemas de artilharia, munições e mísseis antitanque. O conflito com o Irão consumiu, até agora, um maior número de mísseis de longo alcance do que os que foram fornecidos a Kiev.

sábado, 7 de março de 2026

RETRATOS


«A atriz norte-americana Susan Sarandon está em Barcelona para receber o Prémio Internacional Goya 2026. Na conferência de imprensa que antecedeu a cerimónia, criticou as políticas anti-imigração do presidente dos EUA, Donald Trump, ao mesmo tempo que elogiou a posição de Espanha em relação à Palestina.

Sobre o primeiro-ministro espanhol disse:

«Bonito, alto... Bem, não sei muito sobre ele, exceto que está do lado certo da história.

Venho de um país onde existe censura e repressão; por isso, ver a posição de Espanha é tão significativo para o povo americano. Faz-nos sentir menos sozinhos.

O silêncio é muito perigoso. Devemos poder dizer o que pensamos sem sermos ameaçados de nunca mais trabalhar.»

Dos jornais

domingo, 1 de março de 2026

TRUMPALHADAS

1.

Donald Trump vangloria-se do “sucesso” que tem tido no Irão, mas há dúvidas sobre se terá um plano para o dia seguinte. Encurralada, a cúpula do poder iraniano escolhe um novo líder e a acontecer será mais radical que Khamenei.

2.

Este domingo, Donald Trump descreveu toda a situação como uma vitória: “Está a movimentar-se de forma rápida, ninguém acredita no sucesso que temos tido. Quarenta e oito líderes iranianos foram-se de uma vez”, disse à Fox News.

3.

Em declarações à The Atlantic, Donald Trump pareceu convicto de que existe uma solução: a liderança iraniana está pronta para falar – pelo menos, a que resta. “A maioria destas pessoas já foi. Algumas das pessoas com quem falávamos já foram, porque foi um golpe grande”, afirmou. “Deviam ter chegado a um acordo mais cedo.”

4.

Donald Trump é de opinião que a intervenção no Irão deverá durar 4 semanas e insta os Guardas da Revolução do Irão a “pousarem as armas ou enfrentarem morte certa”
O Presidente norte-americano, Donald Trump, publicou este domingo um vídeo na rede Truth Social onde exortou os Guardas da Revolução do Irão: "Pousem as armas e recebam imunidade total ou enfrentem morte certa. Não vai ser bonito”.

5.

Receando o desenrolar do conflito no Médio Oriente, Israel vai convocar 100 mil soldados na reserva.

domingo, 4 de janeiro de 2026

DISTO, DAQUILO E DAQUELOUTRO


 Requisitámos trabalho para o Mourad e a Aishe  limparem a casa para a festa de Ano Novo que vamos dar.

A festa inclui duas pessoas a comer salada de batata e umas salsichas saborosas.

Não tenho a certeza se as duas pessoas vão aguentar ficar acordadas até à meia-noite, mas vamos ver o que acontece.

Porque comemoramos a passagem de ano em frente à televisão.

Se sobrevivermos até à meia-noite, talvez bebamos uma taça de champanhe ou talvez tenhamos começado a dormir mais cedo, então, sem champanhe.

1.


Lisboa perdeu mais 12 ecrãs de cinema com o encerramento, no final de 2025, do complexo Alvaláxia, explorado pela Nos Cinemas. É uma dúzia de salas perdidas que se junta aos 37 outros ecrãs apagados em várias cidades do país no ano passado, entre os quais cinco em Portimão, e aos nove que estão a caminho de encerrar em Vila Nova de Gaia.

2.

O secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, manifestou na passada quarta-feira repúdio pelas recentes notícias de exonerações de administrações hospitalares, acusando o Governo de actuar por razões "estritamente de natureza política".
O governo vai afastar a administração da Unidade Local de Saúde (ULS) de São José em Lisboa e vai escolher um militante do PSD para o cargo. O mesmo vai suceder com a ULS de Coimbra.

3.

«Segundo a ONU, até novembro de 2025 mais de 69 mil palestinianos foram mortos e cerca de 170 mil feridos pelos bombardeamentos em Gaza ocorridos depois de um ataque terrorista perpetrado pelo Hamas a 7 de outubro de 2023, que matou 726 civis bem como 379 militares e polícias israelitas.

A resposta desproporcional de Israel ao terrorismo, assim quantificada, foi objetivamente uma carnificina, um autêntico genocídio, como muitos o classificam.

A entrada em vigor do acordo de paz entre Israel e o Hamas negociado em outubro deste ano por Donald Trump retirou do foco mediático a situação humanitária no território palestiniano, mas a ONU voltou a fazer soar o alarme, perante a indiferença ocidental.»

Pedro Tadeu no Diário de Notícias

4.

Os Estados Unidos invadiram a Venezuela para prender o ditador Nicolás Maduro e fazer o seu julgamento nos Estados Unidos.

Donald Trump disse que com este acto militar apenas pretende o petróleo venezuelano e instalar companhias norte-americanas para renovar o parque de extracção de petróleo que se encontra praticamente degradado.

Não se sabe o que seguirá mais: a Colômbia, Cuba...ah! sim, a Gronelândia?

Dizer ainda que este nosso mundo não só está mais perigoso como caminha precipitadamente para o abismo!

sábado, 13 de dezembro de 2025

VELHOS RECORTES

Público, 31 de Julho de 2024

quarta-feira, 10 de dezembro de 2025

NOTÍCIAS DO CIRCO

Depois das críticas dos trabalhadores da RTP e de Salvador Sobral sobre a permanência de Portugal no certame, por causa da presença de Israel, uma petição ganha fôlego para exigir o país se retire, tal como fizeram Espanha, Irlanda e Países Baixos.

A petição lançada a 5 de Dezembro para exigir a retirada de Portugal do Festival da Eurovisão, já tem mais de 10 mil assinaturas.

domingo, 7 de dezembro de 2025

NOTÍCIAS DO CIRCO

O navio cargueiro Holger G, de bandeira portuguesa, tem como destino o porto israelita de Haifa, onde deverá chegar a 30 de Dezembro e segundo os manifestos de carga leva nos porões 400 toneladas de material militar como bombas, granadas, torpedos, minas, mísseis e semelhantes munições militares e suas componentes; cartuchos e outras munições e projéteis e seus componentes.

O ministro dos Negócios Estrangeiros, o ministro da Defesa  não comentam o assunto.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2025

À LUPA


Israel não pertence à Europa.

As razões porque participa na Liga de Campeões de Futebol e concorre ao festival de canções da Eurovisão, são desconhecidas das gentes vulgares, onde me incluo.

Perante a decisão formalizada esta tarde de autorizar a contestada participação de Israel, quatro países já vieram comunicar que estarão ausentes do concurso, a ter lugar de 12 a 16 de Maio em Viena, capital da Áustria: Irlanda, Países Baixos, Eslovénia e Espanha. Espanha, que conta com duas vitórias na competição, é um dos chamados "cinco grandes" da Eurovisão, ou seja, um dos países que contribuem com mais dinheiro para a UER e por isso têm acesso directo à final do festival. A Irlanda já ganhou sete vezes desde que começou a participar, há seis décadas, enquanto os Países Baixos venceram cinco edições.

Portugal, por sua vez, vai manter-se na competição. 

Quando a Rússia invadiu a Ucrânia, foi expulsa da UEFA e do Festival de Canções da Eurovisão.

Israel, há longo tempo a praticar um genocídio em Gaza e a perseguir o povo palestinianao, continua, alegremente, a dar chutos na bola na Liga dos Campeões e a fazer parte do festival de cantigas.


quarta-feira, 29 de outubro de 2025

EM BUSCA DE FLORES NO DESERTO


 A pergunta é feita hoje por Amílcar Coreia no Público:

 «Porque está Trump tão empenhado no cessar-fogo em Gaza?»

Benjamim Netanyahu não está interessado na paz.

A Donald Trump uma  só coisa importa: negócios e agarrado a isso, money, money, money:


«Netanyahu troçou de Biden, e nunca se deu na perfeição com os democratas, mas acabou nas mãos de um republicano que tem os seus próprios projectos económicos para a Riviera e sócios árabes para o concretizarem.»

terça-feira, 7 de outubro de 2025

EM BUSCA DE FLORES AZUIS NO DESERTO


«Ainda no dia 7 de Outubro de 2023, depois do ataque sem precedentes do Hamas, o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, disse que iria “transformar em escombros” todos os locais em que o Hamas operava.

Nos dias, semanas, e meses seguintes, ataque após ataque, foram sendo destruídas casas, hospitais, escolas, universidades, mesquitas, instituições culturais, incluindo jornalísticas, parques, campos agrícolas, estações de tratamento de água, até cemitérios.

Uma destruição que Omer Bartov, professor de Holocausto e Estudos de Genocídio na Universidade de Brown (EUA), diz que “reflecte uma política com o objectivo de tornar altamente improvável o resurgir da vida palestiniana no território”.

Israel diz que está a atingir alvos do Hamas e combatentes deste e de outros grupos. Mas segundo dados recentes a que o diário The Guardian teve acesso, o próprio Exército estimava que tinham morto 8900 combatentes do Hamas e da Jihad Islâmica, numa altura em que o número total de mortos era de 53 mil — ou seja, 83% dos mortos seriam civis.»

Maria João Guimarães no Público de hoje.