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terça-feira, 3 de março de 2026

TRUMPALHADAS

1.

Sem alguns assassinos como Maduro e Khameney o mundo fica melhor.

Sem o Trump, o Netanyahu, o Putin, e mais alguns espalhados por aí, o mundo ainda ficaria melhor.

Mas… a morte de toda esta gentalha não trás a paz e a democracia.

O actor Robert de Niro disse há dias:

«Trump nunca vai sair. Temos de o obrigar a sair»

Trump classificou-o:

«É um doente e demente!»

2.

A utilização da Base das Lages é um negócio há longos anos nascido,

Nas letras pequeninas do contrato deverá estar o como e o quando os Estados Unidos a poderão utilizar.

Paulo Rangel, ministro dos negócios estrangeiros de Luís Montenegro, gagueja nas explicações.

Quando, por hipótese, os Estados Unidos invadirem a Gronelândia, bater três vezes na madeira, quais serão as explicações que o ilustre ministro dará?

3.

«Israel e EUA atacaram o Irão no intervalo de negociações (que o mediador classificara como positivas), sem provas de que o país constituía um ameaça nuclear (que os bombardeamentos de Junho teriam eliminado de vez) e sem enquadramento legal (um grande contributo para destruir o direito internacional). Badr al Busaid, ministro das Relações Exteriores de Omã, mediador das negociações entre Washington e Teerão, observou que o ataque “não beneficia os interesses dos EUA nem a causa da paz mundial” e instou os norte-americanos a “não se deixarem arrastar mais: esta não é a sua guerra”. Esta é a guerra de Israel.

Israel não tem interesse em negociar a paz com iranianos ou palestinianos e sabota qualquer hipótese de isso acontecer. O que move Benjamin Netanyahu é a destruição do Irão e aliados. O primeiro-ministro israelita e o seu Governo messiânico convivem bem com a permanência da guerra.»

Amilcar Correia no Público

4.

«A morte de Ali Khamenei na primeira vaga de bombardeamentos conjuntos dos Estados Unidos e de Israel encerra um ciclo de quase quatro décadas de poder absoluto no Irão. Mas abre outro, potencialmente mais perigoso, e mostra que a guerra lançada por Donald Trump e Benjamin Netanyahu, mais do que responder a uma ameaça iminente demonstrável, visou acima de tudo o derrube do regime iraniano.»

 Tiago Luz Pedro

5.

«Donald Trump arrisca-se a envolver os EUA num conflito prolongado, altamente destrutivo e com potenciais danos significativos nos seus meios militares e aliados do Médio Oriente.»
José Pedro Teixeira Fernandes

6.

Zalenski admitiu esta estar preocupado com uma possível escassez de munições para os sistemas de defesa aérea ucranianos, cruciais para neutralizar os ataques russos, caso a guerra no Médio Oriente se prolongue.



Um artigo desta extensão sobre este tema e nem uma palavra sobre o genocídio dos palestinianos. Mais de 75 mil mortos e as cidades de Gaza arrasadas - nem uma palavra. Como se Netanyahu não tivesse a menor participação no que está a acontecer a esta hora no Irão e em todo o Médio Oriente. Sem Netanyahu este ataque não teria metade da eficácia que demonstra. Mas arranjou espaço para mais uma festinha no lombo do Estado Novo. A menos de 2 meses de se completarem 100 anos sobre a instauração da ditadura em Portugal. Não há acasos.

 

 


«Donald Trump arrisca-se a envolver os EUA num conflito prolongado, altamente destrutivo e com potenciais danos significativos nos seus meios militares e aliados do Médio Oriente.»
José Pedro Teixeira Fernandes

domingo, 9 de março de 2025

OS DIAS VISTOS DO CAFÉ DO MONTE


 A partir de agora é sempre a descer é uma velha expressão.

É também o título da crónica de Ana Cristina Leonardo no Público de 7 de Março.

Aborda a triste, lamentável conferência de imprensa, na sala oval da Casa Branca, com Zelenski, Trump e uma série de idiotas, políticos e jornalistas,  a funcionarem como calque teatral.

Uma crónica para memória futura, com o habitual humor de Ana Cristina Leonardo:


«E permitam-me que cite aqui, embora a despropósito, o genial médico e intelectual olhanense Francisco Fernandes Lopes: "É preciso ir sempre até ao fundo do fundo do contrafundo”.
Àqueles que acham que exagero, pergunto: quem, até há poucos dias, imaginaria possível este diálogo sobre dress code a propósito de uma guerra que decorre há três anos e não pára de somar mortos, feridos e estropiados?

Brian Glenn (correspondente para a Casa Branca do Real America's Voice, canal por cabo da direita e extrema-direita norte-americanas): “Porque é que não usa um fato? Tem um fato?”
Volodymyr Zelensky: “Tem algum problema com isso?”
Brian Glenn: “Muitos americanos têm problemas com aqueles que não respeitam o código de vestuário da Sala Oval.”

Volodymir Zelensky: “Quando a guerra terminar, usarei um fato. Talvez semelhante ao seu, talvez melhor e talvez mais barato".

É um facto que o líder ucraniano perdeu uma boa oportunidade para perguntar ao incomodado repórter se achava que o macacão de corte militar de Winston Churchill, em visita à Casa Branca em 1941, também significara uma imperdoável falta de respeito. É também um facto que nem todos se podem reclamar da conhecida presença de espírito do britânico. Mas que um diálogo destes pudesse ter lugar durante um encontro para discutir assuntos relacionados com um conflito sangrento, “declaro obedientemente” (claro) que nem ao mais sarcástico autor de ficção ocorreria.»

quinta-feira, 14 de dezembro de 2023

CONVERSANDO

Tento, tento, tento, mas há coisas que me falham por completo.

Certo que Zalensky toma atitudes desesperadas para manter a ajuda que os países prestam à guerra na Ucrânia.

Mas nem tudo se justifica, muito menos o ter aparecido na tomada de posse do louco-extremista que passou a presidir à Argentina, juntando-se a personagens como Bolsonaro e Orbán.