Mostrar mensagens com a etiqueta Ainda bem que me faz essa pergunta. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Ainda bem que me faz essa pergunta. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2022

AINDA BEM QUE ME FAZ ESSA PERGUNTA

Então, agora só lá para não sei quantos de Junho, receberás os dez euros por mês de aumento na tua reforma?

 «O resultado das últimas eleições parece representar uma derrota para o BE e para o PCP. É um engano. Os grandes derrotados daquela noite são trabalhadores portugueses, os que vivem do seu trabalho, os que dependem do salário mínimo nacional (SMN), os que não são classe média e que provavelmente não chegarão lá.

 Estamos a falar de milhões de portugueses. Existem em Portugal cerca de novecentos mil trabalhadores que vivem do SMN, parte deles certamente com outras pessoas a cargo. Faz sentido a pergunta: se tantos portugueses estão em situação de pobreza, ou quase pobreza, porque não tem esta esquerda, que se bate pelos seus interesses e direitos, uma votação mais expressiva? E também faz sentido perguntar se esta esquerda deixou de satisfazer as aspirações de quem sente urgência na melhoria das suas condições de vida.»

 Carmo Afonso no Público

quarta-feira, 17 de novembro de 2021

AINDA BEM QUE ME FAZ ESSA PERGUNTA


 Estará a democracia  em perigo?

Não sei bem, até porque tenho algumas dificuldades em perceber do que se fala quando a democracia desce à mesa da conversa.

Os comentadores daqueles canais de notícias, exalam uma euforia louca. Têm congressos de partidos, têm eleições para o ano, têm, para além das idas ao multibanco, mais as selfies, os sorrisos, os afectos, as intervenções sistemáticas de Marcelo sobre tudo e nada.

Ainda têm as montanhas de corrupção em tudo o que é empresas, ministérios, autarquias, até nas forças armadas.

Ariane, no guião de João César Monteiro De Bassin de John Wayne, diz para João de Deus: «Parece que não conheces a corja da têvê»

Por outro lado, ah sim!, por outro lado:

- o drama português não é o galope da pandemia, mas a possibilidade de a selecção portuguesa de futebol, se continuar com o seleccionador dos eternos milagres não marcar presença no mundial do Catar,

- os patrões voltam a pedir contrapartidas pelo «brutal» aumento do salário mínimo que o governo pretende fixar.

- ainda os patrões, mas agora da restauração, hotelaria e do turismo, dizerem estar a sentir sérias dificuldades para encontrar trabalhadores portugueses para os sectores, e têm de recorrer a trabalhadores das Filipinas, do Nepal, por aí fora, mas o que eles pretendem é subsistir com a sua estratégia de negócios intacta: salário mínimo, horários desregulados, recurso a estagiários e trabalho temporário. A falta de mão-de-obra é a miserável desculpa de quem não quer trabalhadores, mas escravos.

- Portugal aproveitou apenas metade dos fundos da União Europeia para apoio a refugiados e as organizações que trabalham no terreno queixam-se de um processo com muitas falhas e de falta de transparência na forma como o dinheiro tem sido gerido.

- Rui Rio, independentemente do que vier a ser o resultado das eleições do próximo ano, revelou disponibilidade para um acordo parlamentar com o Partido Socialista.

- António Costa, após mandar dizer que a esquerda não deixou passar o orçamento para 2022, dando continuidade ao truque, continua a sonhar com a maioria absoluta nas eleições do ano que vem.

quarta-feira, 10 de novembro de 2021

AINDA BEM QUE ME FAZ ESSA PERGUNTA

Não sei – alguém saberá? – que volta os homens terão de dar ao mundo para que possa ser um lugar habitável?

Reunidos luxuosamente em Glasgow, excelências diversas, envolveram-se, uma vez mais, num manancial enorme de promessas.

«É tempo de dizer basta. Estamos a cavar a nossa própria sepultura», conseguiu ouvir-se.

Rui Manuel Amaral no blogue Bicho Ruim:

«Uma semana de trabalho presencial no escritório. Os meus colegas queixam-se do trânsito. Dizem que nunca viram tantos carros na estrada. Demoram horas para percorrer três ou quatro quilómetros entre a casa e o escritório. São vegetarianos, veganos, activistas ambientais no instagram, praticam a reciclagem, fazem caminhadas organizadas no campo ao fim-de-semana, sofrem de eco-ansiedade. Quando vão a Berlim, Londres ou Marijampolė andam de metro, comboio e autocarro, e fazem selfies nas estações e paragens. Mas para eles nunca existiu transporte público no Porto. Alguns talvez já tenham ouvido falar. Para a maioria, porém, transporte público é qualquer coisa do domínio da fábula. Tão distante como um lugar de estacionamento disponível em hora de ponta.»

terça-feira, 9 de novembro de 2021

AINDA BEM QUE ME FAZ ESSA PERGUNTA

Que dirão todos os que são contra o Serviço Nacional de Saúde quando ficam a saber que o privado Hospital Lusíadas está a ser alvo de um processo por não ter tratado um utente que estava a ter um AVC?

O caso aconteceu no dia 16 de Janeiro deste ano e depois da triagem e do diagnóstico, o doente não recebeu qualquer tratamento ou atenção e foi aconselhado a dirigir-se ao hospital público da área de residência.

O INEM não foi chamado e o paciente teve de deslocar-se de táxi para o hospital público.

Aquele rapaz que é presidente da Ordem do Médicos, e que se arrasta diariamente pelos telejornais a dizer mal do governo e do Serviço Nacional de Saúde, já disse alguma coisinha?

sexta-feira, 5 de novembro de 2021

AINDA BEM QUE ME FAZ ESSA PERGUNTA

Desde 19 Julho de 2017, quem viajasse na Linha Verde do Metropolitano, ouvia o aviso-lenga-lenga: «Este comboio não pára em Arroios».

O fecho da estação tinha a ver com obras de reabilitação para que permitisse a paragem dos comboios com 6 carruagens. Tinha prazo previsto para acabamento da obra situado em Janeiro de 2019.

Só que os serviços da Câmara Municipal de Lisboa voltaram a escolher uma empresa que já deixara sérios problemas nas obras da estação do metro do Areeiro e que acabaram por repetir a «gracinha», voltando a deixar uma obra a meio com a necessidade de promover um outro concurso para novo empreiteiro

O novo prazo para final da obra ficou fixado para início do ano de 2021.

A estação só reabriu no dia 19 de Setembro.

Por todo este tempo os utentes daquela zona da cidade tiveram que se socorrer da estação da Alameda, a que se juntou o desespero dos comerciantes da Praça do Chile tendo alguns que fechar portas.

São incompetentes os serviços da Câmara de Lisboa?

Ou haverá mais qualquer coisinha pelo meio?