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sábado, 1 de junho de 2024

NOTÍCIAS DO CIRCO

Pela nossa saúde.

O governo de António Costa estatelou-se, levou um tempo enorme para colocar um competentíssimo Fernando Araújo e a sua equipa, com condições de trabalharem para o Serviço Nacional de Saúde.

Quando as coisas começavam a rolar,  a maquiavélica – é o comentarista Marcelo Rebelo de Sousa que o disse, e repetiu – procuradora geral da república – colocou a maioria absoluta de António Costa em asa delta.

Aconteceu-nos o novo governo da AD cujo chefe há dias perorou:

«Onde alguns titubearam, tergiversaram, precipitaram e revogaram, nós decidimos tranquilamente um impasse décadas.»

No que à Saúde diz respeito, encontramos os privados – muitos sem competência, sem instrumentos que o SNS possui – a esfregar as mãos, a ouvirem o tilintar das contas bancárias.

Entregues aos bichos, arrastamos os dias.

O poeta Nuno Júdice e as sua sábias palavras:

«A medicina é uma arte do comércio.»

Outro poeta, Marta Cristina Araújo:

« Que importa o nome das doenças, se o dinheiro não chega para pagar a cura? Os pobres quando adoecem deitam-se e tomam chá.»

sexta-feira, 10 de maio de 2024

NOTÍCIAS DO CIRCO

Possivelmente, não se saberão tão cedo, os motivos que levaram o comentador- televisivo-Marcelo-Rebelo-de-Sousa-disfarçado-de-presidente-da-república, a destituir o governo de António Costa que era apoiado na Assembleia da República por uma maioria do Partido Socialista.

Em entrevista conduzida por Leonardo Ralha e publicada no Diário de Notícias, Violante Saramago, filha do Nobel português, sente-se chocada com a «Operação Influencer» e escreveu um livro de refexões sobre a demissão do governo a que chamou «70 Dias à Margem da Democracia», em que não poupa críticas a Marcelo Rebelo de Sousa e à procuradora-geral da República Lucília Gago e escolheu para epígrafe do livro uma passagem de «Ensaio Sobre a Cegueira»: «Se podes olhar, vê. Se podes ver, repara.»

«Não queria fazer aqui alguma avaliação jurídica sobre uma matéria para a qual não tenho nenhuma competência, mas como cidadã, como mulher que pensa, e já viu muita coisa, achei que era preciso olhar, ver e reparar. Não vou dizer que não foram inocentes, mas precisam de nos convencer que foram coincidências e não foi tudo preparado. É preciso que nos convençam que, de facto, não houve uma montagem que levou ao que levou. Havia, constitucionalmente, outros caminhos que não quiseram seguir. Têm de convencer um país inteiro que vê cair um Governo, e vê dissolver uma Assembleia da República de maioria absoluta, de que tudo isto está certo do ponto de vista ético, do ponto de vista constitucional e do ponto de vista da política

(…)

«António Costa caiu numa armadilha logo na posse do último Governo, quando o Presidente defendeu no seu discurso que a maioria absoluta dependia da permanência do primeiro-ministro em funções?

O discurso na tomada de posse indiciava que poderíamos ver-nos, um dia, numa situação deste tipo. O Presidente da República sabe muito melhor do que eu, porque sou bióloga e ele é constitucionalista, que na Constituição não há uma letra que diga que o primeiro-ministro é eleito. Até pode não pertencer a nenhuma lista de candidatos. Um partido ganha as eleições e propõe um primeiro-ministro. Portanto, não é o facto de o primeiro-ministro se demitir que implica, legal, institucional e constitucionalmente, qualquer dissolução de uma Assembleia com maioria absoluta».

(…)

«Governo da AD devia estar calado. Começava, por exemplo, por formar uma lista [de ministros] que a O gente percebesse que não foi feita à última hora. É o Presidente da República quem diz e não eu, porque não fui eu que a recebi. Faria muito melhor em não dar o triste espetáculo que foi a eleição do presidente da Assembleia da República. Não estamos a falar da eleição de um gestor de condomínio. Estamos a falar da segunda figura de Estado. Aqueles chumbos sucessivos foram uma coisa inaudita e inimaginável. O Governo da AD, em vez de estar muito preocupado com o facto de, oportunisticamente, o partido de extrema-direita aprovar projetos do PS, devia estar, sobretudo, preocupado em saber como vai governar o país. É que ainda não vi nada. Vi mudar o símbolo, o que é uma coisa absolutamente caricata. Se a coisa prioritária e emblemática é mudar o símbolo, tenho a sensação de que estamos num retrocesso civilizacional preocupante.» 

quinta-feira, 25 de janeiro de 2024

O OUTRO LADO DAS CAPAS



As capas castanhas das Edições Aguilar de Madrid para os grandes poetas espanhóis.

A Biblioteca da Casa também guarda as ObrasCompletas, edição da Aguilar, de Federico Garcia Lorca.

Por aqui, neste páis, sobre os nossos artistas, é um autêntico desespero de nenhum cuidado, um soberano desprezo...

É possível encontrar o ainda ministro da Cultura do ex-governo de António  Costa, Pedro Adão e Silva, no foyer do 3º anel do Estádio da Luz, boné na cabeça, a comer um gelado de chocolate com salpicos de amendoim torrado, a dissertar sobre as descabidas e incompreensíveis escolhas tácticas do alemão Roger Schmidt, mas desconhecermos, por completo, o programa das comemorações dos prováveis 500 anos do nascimento de  Luís de Camões, na cidade de Lisboa, num qualquer dia, qualquer mês do ano de 1524.

Pedro Adão e Silva, comentador político que, antes de ser ministro, era o presidente das Comemorações dos 50 anos do 25 de Abril.

Assim,  a nave vai…

quinta-feira, 7 de dezembro de 2023

CONVERSANDO


O pai, vezes sem conto em largos tempos, foi-lhe dizendo para ler Karl Marx, porque nele está tudo.

Apesar da Obra Completa, publicada pelas Edições Avante,  existir na Biblioteca da Casa, apenas folheou os 3 volumes e dedicou-se mais a leituras de Raymond Chandler.

Recorda-se de uma fala de Chandler em que nos diz que alguém terá de ser tão honesto  quanto se pode esperar de um homem, num mundo em que isso está completamente fora de moda.

Nos dias que agora atravessamos, diria ao pai que Philip Marlowe, para resolver o caso das gémeas, tratadas em Santa Maria, que começaram por ser brasileiras e, num estalar de dedos, passaram a luso-brasileiras, faria mais falta do que qualquer página de Marx.

O tratamento das gémeas envolve o Presidente Marcelo, seu filho Nuno, uma série de gente, até chegar a um secretário de estado, Lacerda Sales, que agora se declara completamente esquecido do que se terá passado com a assistência médica que, em Santa Maria. foi prestada às gémeas.

Aqui no pedaço, precisaríamos de tudo, menos de um embrulhado caso como este.

Neste tempo-quase-Natal, os deuses, os anjos, se tornam nossos amigos.

Tanto dinheiro dado nas igrejas, e fora delas, aos santos, às santas, para agora levarmos com uma encomenda destas!..

sexta-feira, 3 de novembro de 2023

NOTÍCIAS DO CIRCO


«Um Estado feliz é aquele que paga milhões para oferecer a Efacec.

O feriado de Todos-os-Santos foi "um dia feliz" para o ministro da Economia. Se a felicidade individual é impossível de medir, onde é que a oferta da Efacec ao fundo alemão Mutares contribui para a felicidade do Estado?

Não se trata de uma venda. Não se pode chamar "venda" a um processo em que, depois de ter injectado 200 milhões de euros, o Estado ainda vai dar mais 160 milhões, a somar a outros 35 milhões do Banco de Fomento, à empresa que "vende". Esta retribui com 15 milhões de euros em capital e 60 milhões de euros em garantias. Um negócio da China.

O leitor imagina-se na posição de, depois de ter gasto milhões e milhões numa empresa, continuar a pagar para que alguém fique com ela? É esta a "felicidade" colectiva que nos apresenta o ministro da Economia. Pagámos milhões, continuámos a pagar e oferecemos a prenda – "uma empresa estratégica", como disse Costa Silva – a um fundo de investimento alemão.
Um Estado feliz é aquele que paga milhões para oferecer a Efacec
do António Costa e Silva, "o colapso da Efacec teria um efeito devastador". Tem razão: há 2000 empregos a preservar e deixá-la falir seria "desastroso para a economia portuguesa". Concordamos. Mas a alternativa é dá-la?»

Ana Sá Lopes no Público de 2 de Novembro

quarta-feira, 12 de julho de 2023

JOSÉ LUÍS CARNEIRO NÃO FOI CHARLIE?


 «O ministro José Luís Carneiro declarou, placidamente, como se fosse a coisa mais normal deste mundo, ter telefonado diretamente ao presidente do conselho de administração da RTP, a televisão pública, para "manifestar desagrado" (cito as palavras usadas pelo próprio) com um cartoon animado que caricaturava o suposto racismo da polícia francesa, na sequência dos acontecimentos que geraram vários dias de motins, mas cujo desenho foi entendido por alguns como sendo também uma acusação à polícia portuguesa.

 O ministro José Luís Carneiro, que tutela as polícias, talvez tenha sentido que essa era a sua obrigação, que tinha de defender a imagem dos polícias portugueses, mas para o fazer usou algo que liquida a sua própria credibilidade democrática - abusou da autoridade que o cargo de ministro da Administração Interna lhe confere.

 É verdade que os Estatutos da RTP dão aos diretores de Informação toda a autonomia e responsabilidade editorial do jornalismo da RTP, sendo teoricamente imunes a interferências do próprio conselho de administração, quanto mais do governo.

 Na programação, a força formal dessa blindagem não existe. Porém, para além do próprio conselho de administração, há estatutariamente vários órgãos que lateralmente podem verificar se a RTP está a cumprir na programação os requisitos do serviço público que presta, como o conselho geral independente e o conselho de opinião.

 A ERC e a própria Assembleia da República também podem pronunciar-se, dentro dos limites da regulamentação existente, sobre o que anda a televisão pública a fazer.

Há ainda provedores de espectadores, instituídos pela própria estação, que fazem análise crítica ao conteúdo das emissões.

 Nada na comunicação social portuguesa é tão escrutinado como o conteúdo da RTP, televisão e rádio, Isso acontece todos os dias, e ainda bem que é assim.

Mas ninguém do governo, enquanto tal, tem enquadramento legal para fazer o que José Luís Carneiro disse que fez. Nem, sequer, o ministro da tutela - e esta distância entre a televisão pública e o executivo foi algo duramente construído ao longo de quase cinco décadas de democracia, e que afasta a RTP dos tempos em que ministros telefonavam a diretores de Informação para discutir o alinhamento do Telejornal.

 Esse progresso, que aparentava ser consensual, está, pelos vistos, em risco de regressão.

 A simples sensibilidade política é também diferente se for um membro do governo a refilar contra a RTP ou se for um partido da oposição a protestar por uma qualquer notícia que lhe desagrade.

 Os partidos, isoladamente, não têm poder efetivo sobre a RTP e, por isso, as suas reclamações são um direito de intervenção pública que não lhes pode ser negado.

Poderá ser eventualmente aceitável que um membro do governo faça críticas ou elogios públicos a qualquer conteúdo da RTP, mas, na realidade informal, o peso do poder de um ministro implica que neste caso seja mais ténue a linha que separa a manifestação de uma posição política legítima da de uma interferência abusiva.

 José Luís Carneiro ultrapassou claramente essa linha ao telefonar diretamente ao presidente do conselho de administração, Nicolau Santos, pois esse contacto pode legitimamente ser interpretado como uma tentativa de coação política direta, um afrontamento personalizado de alguém, que está no poder executivo do país, sobre alguém que executa um contrato de serviço público. Nessa conversa, implicitamente, apesar de todas as defesas legais, está subentendido quem manda mais, quem está por cima, quem está por baixo e quem pode começar a trabalhar para fazer a vida negra ao outro. É, repito, um abuso de poder.

 Mas, pior do que isto tudo, é o ridículo. Meu Deus! Estamos a falar de um cartoon, que uns gostarão e outros não, mas é um cartoon, não é para levar a sério, não é para gastar tempo político e nos tribunais.

 Quantos destes ofendidos não se disseram um dia, em 2015, emocionados, solidários com os cartoonistas assassinados do Charlie Hebdo e usaram, desafiadores à distante ameaça islâmica, o autocolante "Eu sou Charlie"?...

 Que patetas!

 Pedro de Tadeu no Diário de Notícias de hoje.

segunda-feira, 10 de julho de 2023

O FECHAR DOS TAIPAIS


 É difícil perceber o que se passa com António Costa. A ideia que o governo transmite é que tanto o primeiro-ministro, como os ministros, como os secretários de estado, andam a escorregar na maionese.

Ana Sá Lopes no Público:

«Quando foi interrogado sobre o caso do secretário de Estado da Defesa suspeito de corrupção, Costa – que na véspera se tinha recusado a comentar a demissão - disse que era preciso deixar a justiça fazer o seu trabalho. Aí, tudo bem.
O problema é o que diz a seguir: “Sem ter que diminuir aquilo que preocupa muito os comentadores e o espaço político, eu sinceramente aquilo que eu sinto que preocupa as pessoas são temas bastante diferentes. Eu ando muito na rua, vou ouvindo o que as pessoas me dizem, e as pessoas dizem-me coisas que têm pouco a ver com esses assuntos.” Segundo o chefe do Governo, a inflação, a melhoria de rendimentos, sim, isso “interessa às pessoas”; a possibilidade de corrupção e da péssima gestão do Estado não interessa a ninguém.
Não se percebe se António Costa teve consciência da enormidade que disse ou se pensa exactamente assim ou se teve um descolamento da realidade similar a um desmaio.

1.

 Em Portugal 210 mil pessoas acima dos 65 anos continuam a trabalhar enquanto 255 mil pessoas têm segundo emprego, o número mais alto dos últimos anos.

2.

De acordo com os dados mais recentes (2020), há cerca de 345 mil crianças em Portugal a viver abaixo do limiar da pobreza.

3.

Em apenas 10 anos a Igreja Católica perdeu perto de 240 mil fiéis, enquanto quase todas as outras crescem, com a Evangélica em destaque. Mas a grande mudança em curso na sociedade portuguesa é o crescimento de quem não professa qualquer religião.

4.

Numa  entrevista à CNN, Joe Biden acusa os ultranacionalistas que actualmente suportam o governo de Telavive, liderado por Benjamin Netanyahu, de serem "parte do problema" do conflito israelo-palestiniano, por aprovarem a instalação de colonos judeus "onde lhes apetece".

sexta-feira, 7 de julho de 2023

NOTÍCIAS DO CIRCO

Não deverá existir um único dia em que comece a ler as notícias e não fique a saber que a Polícia Judiciária não foi a uma qualquer Câmara Municipal para averiguações de desvios disto e daquilo e consequente visita ao domicílio de um qualquer autarca.

Hoje, ficámos a saber que o Secretário de Estado da Defesa demitiu-se após buscas ao seu domicílio e ao Ministério da Defesa.

Marco Capitão Ferreira deveria ser ouvido na próxima semana no Parlamento para dar explicações sobre um contrato de assessoria à Direcção-Geral de Recursos da Defesa Nacional.

António Costa aceitou a demissão o Presidente da República fez o mesmo.

Comentários sobre o nível de personagens que António Costa escolheu para o seu governo, ou lhe foram impostos, redundariam em nítido chover no molhado.

E voltamos sempre aos dizeres da Alexandra Alpha no romance do José Cardoso Pires:

 «Isto não é um país, é um sítio mal frequentado».

quinta-feira, 22 de junho de 2023

NOTÍCIAS DO CIRCO



 

Começa a tomar um forte caminho a ideia de que, aos poucos, o governo de António Costa pretende, a liquidação do Serviço Nacional de Saúde.

O novo ministro é um catavento, os sindicatos dos médicos concluem que não está interessado na resolução dos problemas que, em cada hora, assaltam a assistência hospitalar.

A Direcção Executiva do SNS pretendia ser a chave de alguns dos problemas. Até agora não foi. Tendo tomado posse a 1 de Outubro do ano passado, tinha como uma das principais tarefas a aprovação dos estatutos como ferramenta para a sua organização interna que depende da aprovação de uma portaria dos ministros da Saúde, Finanças e da Presidência. Gente a mais!...

Como colocava o Público na 1ª página da sua edição de 30 de Maio as regras andam por aí à espera das atenções dos burocratas.

Questionado, o governo promete resolver a falha até ao final do primeiro semestre que ocorrerá dentro de uns 8 dias.

quinta-feira, 8 de junho de 2023

A BANCA PEDIU, O GOVERNO CEDEU

«Há coincidências fantásticas. Esta semana, numa entrevista à CNN, João Moreira Rato, que é agora presidente do Banco CTT – mas já dirigiu o IGCP, o instituto que gere a dívida pública –, veio apelar ao Governo para “interromper a emissão dos Certificados de Aforro”.

Apesar de jurar que não era pelo facto de ser presidente do Banco CTT que defendia esta posição, Moreira Rato concordou que sim, que travar os Certificados de Aforro era o que todos os bancos preferiam que fosse feito.
Nem sete dias passaram para que o Governo prontamente respondesse à sugestão dos “bancos”, enunciada nestes termos pelo presidente do Banco CTT. Esta sexta-feira à noitinha, a série que dava 3,5% de juros foi cancelada e lançou-se uma nova série, com os juros diminuídos para 2,5%.
Apesar de estarem a ganhar com o disparo dos juros do crédito à habitação e com as políticas do Banco Central Europeu, os bancos comerciais continuam a remunerar os depósitos miseravelmente, desincentivando a poupança e deslocando quem pode para o investimento no imobiliário.

Pode o Governo fazer como fez este sábado e jurar a pés juntos que a decisão foi tomada por razões de elevada sabedoria técnica e nunca para contentar a banca. A coincidência temporal é tão grotesca, que é muito difícil acreditar em vacas que voam (embora, já sabemos, o chefe deste Governo acredite nisso e em versões desencontradas sobre como o SIS interfere num roubo, ou talvez furto, ou talvez não roubo).»

 Ana Sá Lopes, Público 4 de Junho

quarta-feira, 7 de junho de 2023

NOTÍCIAS DO CIRCO

A política portuguesa não existe.

A maioria absoluta do Partido Socialista existe para tudo mas não para pensar nos portugueses: o gravíssimo problema com a situação dos professores, os percalços diversos com o Serviço Nacional de Saúde, o preço da habitação, os preços nos supermercados, o cartel dos bancos com os Certificados de Aforro, a TAP e o não saber-se quem acciona as secretas do país.

Um perfeito desastre!

Para completar o ramalhete atrás, ligeiramente, mencionado, leia-se este comentário do jornalista Pedro Tadeu no Diário de Notícias:

 «Das audições de ontem no Parlamento sobre a TAP retive algumas coisas que me impressionaram bastante mais do que a de saber quem mandou quem avisar o SIRP/SIS de que Frederico Pinheiro, na noite de 26 de abril, levara consigo o computador com que trabalhara no Ministério das Infraestruturas.

1 - Impressionou-me a decisão de entregar 55 milhões de euros a David Neeleman para ele aceitar deixar de ser o maior acionista privado da companhia aérea. Quer Pedro Nuno Santos, quer João Leão, os ministros que trataram do caso na altura, alegam que era isso ou ir para litígio em tribunal, o que poderia inviabilizar a autorização da Comissão Europeia para o Estado português meter dinheiro para salvar a TAP.

Pagou-se, portanto, 55 milhões para Neeleman não chatear mais. Lembro que a venda da TAP, que trouxe Neeleman para a empresa, pelo governo Passo Coelho, foi apreçada em, apenas, 10 milhões de euros. Fantástico!

2 - Impressionou-me ninguém responsável ter percebido, entre 2015 e 2022 (apesar dos rumores sobre o caso que o ex-ministro das Infraestruturas, Pedro Nuno Santos, disse ter escutado), que Neeleman fez um negócio de troca de compra de aviões, a que se convencionou chamar "fundos Airbus", que na prática pagou a compra da TAP sem que Neeleman gastasse dinheiro do seu bolso. Como é possível ninguém saber?

3 - Impressiona-me que uma parte desses responsáveis, que durante anos não deram pela existência dos fundos Airbus, digam agora que, mesmo não conhecendo essa negociação (cito o ex-ministro das Finanças, João Leão), concluam que ela "lesa os interesses da TAP". Agora?!

4 - Impressiona-me que o governo de Passos Coelho, aquando da privatização apressada que fez, já com o governo demissionário, tenha assinado aquilo que o Tribunal de Contas designou como "cartas de conforto" ao comprador da TAP, que obrigava o Estado a garantir o pagamento de dívidas passadas e futuras da empresa, caso os privados não o conseguissem. Isto não é, simplesmente, ilegal? Se é legal, não devia passar a ser ilegal para o futuro?

5 - Impressiona-me que o ex-ministro Pedro Nuno Santos, que ontem defendeu convincentemente os méritos políticos, económicos e financeiros da gestão pública, desde que entregue a gente competente e não a clientelas político-financeiras, seja o mesmo ex-ministro Pedro Nuno Santos que também ontem defendeu, no mesmo local, que a única solução para a TAP é a sua privatização. Que contradição!

6 - Impressiona-me que os deputados do PSD se calem muito caladinhos sobre as óbvias asneiras feitas pelo governo do seu Pedro Passos Coelho na privatização da TAP, mas rujam como leões para atacar as asneiras do governo do PS. Não se enxergam?

7 - Impressionou-me que a Iniciativa Liberal critique o governo por ter metido 3,2 mil milhões de euros na TAP e que a tenha nacionalizado mas, ao mesmo tempo, defenda que o governo deveria ter emprestado os mesmos 3,2 mil milhões à TAP, mas deixando David Neeleman, o homem que comprou a empresa sem gastar um tostão, a mandar na empresa. Isto é que é defender o contribuinte?

- Impressionou-me que todo o processo de reestruturação da TAP estivesse dependente da análise e aprovação da Comissão Europeia e que ela pudesse unilateralmente impor cortes na empresa, na atividade e no pessoal, com base em interesses e critérios que o governo e o Parlamento português não podem objetar. "Só se saíssemos da União Europeia" disse Pedro Nuno Santos. Somos, portanto, uma colónia de Bruxelas, com autonomia limitada, que obedece a um poder executivo que nem sequer é eleito. Isto não devia mudar?

9 - Impressionou-me a vacuidade propagandística do Chega. Certo.

10 - Impressiona-me ninguém saber qual é o funcionamento protocolado entre o governo e o SIRP/SIS, nem qual o enquadramento legal que levou o SIS a ir buscar o computador de Frederico Pinheiro. Que paciência para esta novela!»

sábado, 13 de maio de 2023

RODEADOS POR MENTECAPTOS ACÉFALOS


Aumentam os sem-abrigo nas cidades.

São milhares e milhares os portugueses que ainda não têm médico de família.

Os estudantes universitários não encontram casas, quartos, a preços acessíveis nas cidades para onde foram estudar,

O governo está repleto de incompetentes. «No jobs for the boys», disse António Guterres quando um dia chegou a primeiro-ministro do reino, ou chover no molhado, chorar sobre o leite derramado.

Mas há dias, o governo aprovou as mudanças na lei do tabaco, que incluem a proibição de fumar em esplanadas à porta de restaurantes, cafés, ao ar livre junto a escolas, faculdades.

«Não sou fumador. Mas detesto que outros escolham o que é bom para mim. E o que a Lei do Tabaco vem criar, na senda do fundamentalismo americano que atravessou o Atlântico e chegou à Europa, é uma sociedade de delatores e um grupo social de párias. De delatores, porque os cidadãos são incentivados a denunciar aqueles que fumam em espaços onde tal será proibido, se não o fizerem de moto próprio, os respectivos proprietários. De párias, porque são tratados como um grupo que tem de ser erradicado da sociedade. Não há produto sobre o qual, na Europa e nos Estados Unidos, mais campanhas têm sido feitas, a explicar os seus malefícios. Haverá muito poucos cidadãos europeus, com mais de 18 anos, que não saibam que o tabaco pode provocar cancro, impotência e outras doenças. Mas, dito isto, deixem-nos exercer o nosso direito a decidir. Deixem-nos escolher se queremos ir a um restaurante onde se pode fumar ou não. Deixem-nos escolher se comemos chouriços e morcelas ou alimentos vegetarianos. Deixem-nos andar a uma velocidade decente nas estradas e não a uns irracionais 120 km/h. Deixem-nos assar sardinhas no carvão, matar o porco nas aldeias, ir a touradas. Dêem-nos toda a informação. Mas não escolham por nós o que devemos fazer. Só assim teremos uma sociedade responsável e não um grupo de mentecaptos acéfalos, prontos a obedecer sem pensar ao primeiro tiranete que subir ao palco»

Nicolau Santos, jornalista no ano de 2010.

quinta-feira, 11 de maio de 2023

NOTÍCIAS DO CIRCO

Há dias, na esplanada do Café do Bairro, o Dudu dizia que no incompetente governo do PS, os ministros sentavam-se nas respectivas mesas e a um canto da sala o ministro João Galamba, virado para a parede, exibia umas orelhas de burro.

 Interpelado, ontem, por um batalhão de jornalistas à entrada para o congresso da Associação Portuguesa para o Desenvolvimento das Comunicações, Galamba foi questionado sobre se sentia ter condições para continuar no Governo.

Com uma irónica idiotice, respondeu:

«Não vê que estou com imensas condições para continuar? E nada tenho para acrescentar sobre esta matéria além do que disse o primeiro-ministr0.»

Pode ser-se mais burro ainda?

quinta-feira, 4 de maio de 2023

O FECHAR DOS TAIPAIS

O governo de António Costa é terrível, dramaticamente incompetente.

O Presidente Marcelo Rebelo de Sousa é um fala-barato sem fim à vista.

Ambos colocaram o país no reino da anedota pura.

A vida dos portugueses é um drama diário.

quinta-feira, 13 de abril de 2023

NOTÍCIAS DO CIRCO

Respondendo ao presidente da República, o líder do PSD garante que é oposição ao governo do PS e nem o partido, nem o seu líder, estão no bolso de ninguém, e assegura aos portugueses que é alternativa ao governo do PS e aguarda que Marcelo Rebelo de Sousa faça uma avaliação diferente da que tem desenvolvido.

Marcelo não demorou a responder e mantém a opinião de que não existe uma alternativa que permita a oposição apresentar, no imediato, uma solução credível e prometeu avisar se um dia mudar de posição sobre a questão da alternativa política e interrupção da legislatura.

segunda-feira, 27 de março de 2023

NOTÍCIAS DO CIRCO

O governo anunciou a lista de produtos que serão abrangidos pela medida do IVA zero. O cabaz foi elaborado entre as listas de alimentos saudáveis e os produtos mais procurados pelos portugueses, explicou António Costa.

A saber:

Cereais e derivados; tubérculos:

·         Pão;

·         Batata;

·         Massa;

·         Arroz.

Hortícolas

·         Cebola;

·         Tomate;

·         Couve-flor;

·         Alface;

·         Brócolos;

·         Cenoura;

·         Courgette;

·         Alho francês;

·         Abóbora;

·         Grelos;

·         Couve portuguesa;

·         Espinafres;

·         Nabo.

Frutas

·         Maçã;

·         Banana;

·         Laranja;

·         Pera

·         Melão.

Leguminosas

·         Feijão vermelho;

·         Feijão frade;

·         Grão-de-bico;

·         Ervilhas.

Laticínios

·         Leite de vaca;

·         Iogurtes;

·         Queijo.

Carne, pescado e ovos

·         Carne de porco;

·         Frango;

·         Carne de peru;

·         Carne de vaca;

·         Bacalhau;

·         Sardinha;

·         Pescada;

·         Carapau;

·         Atum em conserva;

·         Dourada;

·         Ovos de galinha.

Gordura e óleos

·         Azeite;

·         Óleos vegetais;

·         Manteiga.

O Conselho de Ministros aprovou hoje a proposta de lei de redução do IVA sobre os bens alimentares, anunciou António Costa, que amanhã entrará na Assembleia da República, que a agendará com a rapidez possível para que discussão dos deputados determine a sua aprovação e termine na promulgação pelo Presidente da República.

Quinze dias após a publicação da lei, o retalho alimentar procederá à redução do preço em conformidade com a redução do IVA.

No conjunto destas medidas, entre apoio à produção e perda de receita fiscal fruto do IVA zero, este programa tem um custo total de cerca de 600 milhões de euros, assinalando António Costa ser um esforço obviamente muito grande para um programa que tem um horizonte de seis meses.

Claro que não há milagres, mas esta medida governamental é muito poucochinho.

segunda-feira, 20 de março de 2023

O FECHAR DS TAIPAIS


Na Travessa do Possolo, Maria acorda Aníbal.

- Já é dia de pontapeares o Costa.

- Ah!, é verdade!...

Então, entre outras, pontapeou:

«A crise habitacional que se vive no país é o resultado do falhanço da política do Governo no domínio da habitação nos últimos sete anos, com custos sociais elevados para muitos milhares de famílias.»

 No café do bairro, lembraram que a múmia de Belém, mandou liquidar a frota pesqueira, destruiu a agricultura, desindustralizou o país.

Na Gare Marítima de Alcântara, até ao dia 31 de Março, está patente uma exposição que lembra que o Barreiro foi uma enorme concentração industrial portuguesa chamada CUf, responsabilidade de Alfredo da Silva.

«Trabalho sem descansar. Trato da minha vida, ocupo-me da vida dos outros. Esforço-me por que não paralisem as fábricas que dirijo.

Nunca aos meus operários faltou pão e trabalho.»

Desabafo de Alfredo da Silva ao ser perseguido durante a revolução de 19 de Outubro de 1921.

José Pacheco Pereira, no dia 11 de Março, escreve no Público um muito interessante artigo sobre esta exposição na Gare Marítima de Alcantara e começa por citar uma frase L.P. Hartley:

 «O passado é um país estrangeiro: lá as coisasa são feitas de maneira diferente.»

Um passo do artigo de Pacheco Pereira:

 «Este mundo é o do “passado” de Hartley, que está longe mas também nos “fez”. Podemos não ter a memória do que era a serapilheira, não saber o que é o esperanto, muito menos falá-lo, nunca ter respirado o ar junto da Rua do Ácido Sulfúrico, não saber porque é que um esquadrão permanente a cavalo da GNR fazia parte das “forças de segurança” do Barreiro, porque é que há tantos bons jogadores de xadrez na cidade, ou como era descer ao fundo do rio Tejo num escafandro que nem sequer era impermeável para salvar um batelão, desconhecer o que era uma “muleta” que não era para quem coxeava, ter uma ideia do mundo fervilhante do rio, fragatas e fragateiros, estivadores e pescadores, conhecer a tentativa dos “padres operários” para assegurar uma melhor vida para os seus fiéis e “infiéis”, ou saber quanto custava a uma família da outra margem tirar os vários bilhetes para irem visitar um pai ou um irmão na Cadeia do Forte de Peniche. Tudo isto é o Portugal real e está nos arquivos do Barreiro e em nenhum outro lado.

1.

Segundo a ASAE, a margem de lucro dos retalhistas chega a 50 por cento  em produtos alimentares essenciais e essa é a razão porque cebolas, cenouras, ovos se situam, hoje, nos produtos alimentares de luxo.

Segundo a DECO três quartos das famílias portuguesas enfrentam mensalmente dificuldades financeiras.

Portugal é um dos países da União Europeia onde o preço dos ovos mais subiu; segundo a DECO três quartos das famílias portuguesas enfrentam mensalmente dificuldades financeiras.

Francisco Louçã defende que, «depois de um ano como este, um Governo como este não governa até 2026»,considerando que houve pessoas que «foram enganadas» com a promessa da estabilidade da maioria absoluta.

2.

Enquanto decorre uma guerra que nos garantem ser feita em nome da democracia e para salvar a democracia, e que, talvez, a paz possa acontecer em 2025 – sérias dúvidas! – a senhora Lagarde sobe juros, aumentando em meio ponto percentual o custo do dinheiro, apesar da crise bancária que se anuncia.

3.

Os bispos portugueses andam pelas sacristias aos papéis sobre os crimes praticados por membros da Igreja que sempre tentaram ocultar.

Laborinho Lúcio, Juiz conselheiro jubilado, ex-ministro da Justiça:

«Há pelo menos duas posições na Igreja, uma ultra conservadora, reacionária, completamente fechada às vítimas e ao seu sofrimento. E há a posição de abertura que é a do Papa Francisco, do Evangelho, a do respeito pelas vítimas, de apoio ao seu sofrimento, da tal "tolerância zero". Estas duas posições são inconciliáveis, qualquer tentativa de reconciliação favorece a primeira e, provavelmente, foi o que aconteceu.»

4.

Parte do governo de António Costa mudar-se-á para o edifício da sede da Caixa Geral de Depósitos até 2026 e a mudança custará cerca de 40 milhões de euros.

5.

«O almirante Gouveia e Melo. Esteve bem na defesa da disciplina, que, como afirmou, é a cola que garante a coesão das Forças Armadas. Mas falhou redondamente no outro mandamento: a reserva. A instituição militar não pode, nem deve, expor os seus problemas na praça pública e em tempo real. A discrição e a sobriedade são regras de ouro no exercício dos mais altos cargos da hierarquia militar. Ora, o chefe de Estado-Maior da Armada sabe bem que a reprimenda que deu à tripulação, do alto de um púlpito montado na coberta do navio, foi um ato intencionalmente público, que teria repercussão na comunicação social. Por isso, é legítima a suspeita de que o momento foi aproveitado para a sua promoção pessoal, no quadro duma mal disfarçada ambição política a caminho de Belém. Terceiro tiro no porta-aviões.»

José Mendes no Diário de Notícias 

NOTÍCIAS DO CIRCO

O governo de António Costa está repleto de eminências pardas, alguns constituem um evidente erro de casting. António Costa Silva, ministro da Economia e do Mar, é um desses casos. 

Há dias afirmou:

«Infelizmente vivemos num país que, por motivos ideológicos, continua a hostilizar as empresas, em particular as grandes empresas. Continua a considerar o lucro um pecado e nós temos de combater esses preconceitos.»

quarta-feira, 15 de março de 2023

O FECHAR DOS TAIPAIS

 A CEO da Sonae, escreveu uma carta aos trabalhadores da empresa em que declara que, face aos aumentos que se verificam na cadeia alimentar, existe  uma «campanha de desinformação» e que tal provoca «danos gravosos para a reputação do sector da distribuição alimentar», não deixando de lembrar trabalhadores, pagos quase miseravelmente e com horários de escravatura que: como sabem, baixámos as nossas margens para acomodar o aumento dos custos». 

Agora, «Os Mesmos de Sempre a Pagar» fizeram a entrega nos escritórios da Sonae em Matosinhos de uma carta-resposta à CEO:

«Esquece-se, Cláudia Azevedo, que os trabalhadores a quem se dirige conhecem os lucros anunciados pela Sonae e sentem na pele as dificuldades provocadas pelos preços praticados pelos supermercados, cujo grande número é propriedade da Sonae». A essas dificuldades, afirma o movimento, acrescem os «salários miseravelmente baixos que levam para casa»: responsabilidade directa de Cláudia Azevedo.

Não vale a pena tentar disfarçar, «eles sabem bem que os vossos lucros foram e continuam a ser acomodados no aumento dos preços».

Se mais não houvesse a condenar na missiva, o facto de colocar o ónus da questão numa campanha de desinformação sobre as causas da inflação alimentar, com danos gravosos para a reputação do sector da distribuição já seria suficiente: afinal, num momento tão difícil, a Sonae registou um lucro consolidado de 143 milhões de euros em 2022, mais 19% do que em 2021.

«Como cidadãos preocupados com estes aumentos escandalosos dos preços, principalmente nos bens alimentares e de primeira necessidade, consideramos urgente e necessário o controlo e fixação dos preços

dos bens essenciais, para além do aumento geral dos salários, tal como consideramos totalmente desnecessárias e desrespeitosas campanhas de desinformação, venham elas de onde vierem», mas «muito especialmente quando vêm de quem efectivamente especula»

 1.

Segundo o Jornal de Notícias, um professor da Escola Secundária de Baião foi hoje agredido por um aluno à cabeçada e ao pontapé, tendo ficado ferido.

Pelo que foi possível apurar, as ameaças de agressão a professores e a auxiliares de ação educativa eram frequentes. 

2.

Gavril Yushvaev é, segundo a Forbes, uma das cem pessoas mais ricas da Rússia.

Cinco meses depois de ter sido sancionado pelo Conselho Nacional de Segurança e Defesa da Ucrânia por ligações próximas ao Presidente russo, Vladimir Putin, o multimilionário Gavril Yushvaev, com nacionalidade russa e israelita, continua a aguardar pela naturalização portuguesa, ao abrigo da lei dos sefarditas, que possibilita a atribuição da nacionalidade aos descendentes de antigos judeus que habitavam na Península Ibérica no final do século XV. O oligarca tem cadastro criminal e foi apontado, nomeadamente pelo Governo espanhol, como estando ligado a um dos mais poderosos grupos de crime organizado da Rússia.

Recorde-se que Roman Abramovich, oligarca russo ex-dono do Chelsea, por portas e travessas mais que escuras, obteve a nacionalidade portuguesa numa operação consentida pela autoriddaes portuguesas e repleta de irregularidades cometidas.

3.

As obras de modernização da linha ferroviária do Oeste estão paradas há dez meses e correm o risco de perder financiamento comunitário.

4

Vão abrir 65 hotéis em Portugal durante 2123. mas o sector do turismo perdeu 45 mil trabalhadores durante a pandemia e debate-se com dificuldades em contratar pessoal.

 5.

 Ana Cristina Leonardo, no Café do Monte, regressa  Mário Cesariny de Vasconcelos:

 «… o homem precisa da mulher. É a tragédia dele. Inventou a Matemática, a Aritmética, a aviação, a Nona Sinfonia, a ida à Lua… (…) Ela, muito quietinha em casa, a tratar de coisas importantes, como a comida e a roupa, enquanto o sábio está a chorar frente às equações.»