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sexta-feira, 5 de junho de 2020

PARA ALÉM DO ARCO-ÍRIS


Já aqui apresentei alguns dos trabalhos de pintura que fui fazendo enquanto prestava assistência à minha mãezinha.
Após a sua morte, no dia 29 de Fevereiro, o Covid-19 obrigou-me a ficar por casa.
Iniciei, então, a pintura de um outro livro com postais.
Já tenhio oferecido alguns a amigos e familiares, e este é o primeiro que aqui publico.
Segundo ouvi na televisão, hoje há uma Lua Morango para ser vista.
O Google esclareceu-me:

«O nome não se refere a nenhuma coloração especial do astro, mas sim ao curto espaço de tempo para a colheita dos morangos no nordeste dos Estados Unidos, durante a Lua cheia de Junho, a última da Primavera. Junho é tradicionalmente o mês da colheita de morangos e assim ficou conhecida a lua pelos nativos americanos.
Esta Lua «frutada», que vai estar cheia durante três dias, pode ser apreciada desde sexta, a partir das 20h12 (hora de Lisboa) e vai estar «próxima o suficiente para se opôr ao Sol e passar através de parte da sombra parcial da Terra, chamada eclipse penumbral parcial da Lua»
Outros nomes para esta Lua especial são Lua de Hidromel (Mead Moon) e Lua-de-Mel (Honey Moon). O primeiro diz respeito à bebida à base de mel fermentado e especiarias, o Hidromel, «alguns escritos sugerem que a época de finais de Junho, seria aquela em que o mel estava maduro e pronto para ser colhido das colmeias ou da natureza, o que fez da Lua a “mais doce”». Já a lua-de-mel, «remonta a pelo menos os anos 1500 na Europa. A tradição de chamar o primeiro mês de casamento de “lua-de-mel” pode estar ligada a essa lua cheia, seja por causa do costume de se casar em Junho ou porque a “lua-de-mel” é a lua “mais doce” do ano.»

Como falamos de Lua de Mel, será oportuno deixar-vos com a canção «Luna de Miel», cantada por Paloma San Basílio.

Mas como esta pandemia me tem deixado à beira de um ataque de nervos, lembrei-me que há uma lua, esta «Lua Azul», cantada pelo Léo Romano, que eu ouvia, há para aí uns 60 anos, na máquina de discos da Esplanada do Marques na Trafaria.



terça-feira, 19 de maio de 2020

PARA ALÉM DO ARCO-IRÍS


Quando, no dia 18 de Novembro de 2015,  peguei no livro para pintar, cheguei a esta página com borboletas, e, de imediato, lembrei-me de um textinho que a minha filha Sara escreveu num trabalho de casa da escola.

Tinha então 8 anos.



E como estamos à volta de borboletas, não ficará mal ir buscar uma velha canção do Danyel Gérard « Butterfly», uma canção de 1971.

terça-feira, 12 de maio de 2020

PARA ALÉM DO ARCO-ÍRIS


Volto às pinturas que fui fazendo enquanto cuidava da minha mãezinha.

O tempo que decorre parece fácil, mas há dias e dias e este é um deles em que senti necessidade 

de voltar a estes desenhos, às horas que passei enquanto os ia riscando.

Depois o tempo também tem ajudado muito pouco.

O Maio, que costuma ser um mês glorisos de sol e rosas, tem sido cinzento, chuvosos e triste.


Como canção para acompanhar estes desenhos, escolhi «Poetry in Motion» cantado pelo Johnny Tillotson.

quinta-feira, 23 de abril de 2020

PARA ALÉM DO ARCO-ÍRIS


postais, quando os estava a pintar, de que me lembro muito bem.
Este é um deles.
Os postais foram pintados nos primeiros meses do ano de 2018. Este tem a data de 20 de Março de 2018.
A Primavera estava quase, quase a chegar.
Esta é mais uma quadra que a minha mãezinha disse e eu apontei num caderninho.
As quadras terá ela ouvido ao longo da sua vida e guardou-as na memória

Os teus olhos ó menina
São mais lindos que os meus
Deus queira que ainda se juntem
teus olhos lindos ao pé dos meus.

Outra velha canção: Release me, cantada pelo Engelbert Humperdink.

terça-feira, 21 de abril de 2020

PARA ALÉM DO ARCO-ÍRIS


Num tempo tão complicado, como o que vamos vivendo, continuo com as minhas pinturas e continuo a publicar alguns dos postais que fui pintando.

E mais uma quadra que a minha mãezinha dizia:

  Já lá vai, já se acabou
  o tempo em que eu te amava
  e tinha olhos e não via
  tinha boca e não falava.

Este postal foi pintado no dia 23 de Fevereiro de 2018.

As canções que aqui trago, são canções antigas.
Hoje marquei encontro com o Paul Anka.

sexta-feira, 17 de abril de 2020

PARA ALÉM DO ARCO-ÍRIS


A minha mãezinha, ao longo da sua doença, foi-me deixando algumas quadras que eu irei aproveitar para colocar em cada postal que fui pintando e aqui vou colocando.
Esta é uma dessas quadras:

                                   «Quero cantar e não posso
                                     falta-me a respiração
                                     falta-me a luz dos teus olhos
                                     amor do meu coração.»

Este postal foi pintado no dia 2 de Fevereiro de 2018.

A canção que o acompanha é Aline, grande êxito dos bailaricos da juventude, cantada por Christophe.

Christophe morreu hoje, aos 74 anos.

quarta-feira, 15 de abril de 2020

PARA ALÉM DO ARCO-ÍRIS


Hoje, entro num outro capítulo das minhas pinturas.

É um outro livro, diferente daquele de que há dias aqui falei.

Trata-se de um livro com muitos postais para colorir e que se podiam retirar.

Alguns ofereci-os a amigos e familiares.

Tomar conta da minha mãezinha, era uma tarefa dura, apesar da preciosa ajuda que recebi de duas vizinhas: a Wanda e a Alice.

Sem essa ajuda, tudo teria sido mais difícil ainda.

Essa tarefa tinha pontos mortos em que me dedicava à pintura e a colecionar frases, anúncios, bocados de histórias que fui guardando em cadernos.

Irei colocando postais e, ao mesmo tempo, alguns dos pedacinhos que fui coleccionando.

O de hoje é o anúncio de um livro de Paul Auster: «Pensei que o Meu Pai era Deus»

«Uma extraordinária colecção de histórias onde palpita o coração mais profundo da América.
Tudo começou com uma proposta invulgar: Auster convidou os ouvintes de uma estação de rádio a participar no programa contando uma história verdadeira. A resposta foi avassaladora: mais de quatro mil relatos, a partir dos quais Paul Auster seleccionou e editou as histórias que compõem o presente volume. Pessoas de todas as idades e proveniências partilham assim episódios que marcaram as suas vidas. São narrativas divertidas, tristes, misteriosas, fantásticas, irónicas e de épocas distintas, mas que têm em comum o facto de reflectirem inequivocamente o que vai na alma da sociedade americana, formando o seu todo um verdadeiro museu da realidade do país.»

Fica também a história que dá o nome ao livro, da autoria do americano Robert Winnie:

«Normalmente era a minha mãe que aparecia, mas neste caso, foi o meu pai. Ninguém gostava muito de Mr. Bernhauser, mas o meu pai dedicava-lhe um ódio muito especial porque ele ficava com todos os brinquedos e bolas que fossem parar ao seu quintal. De maneira que, um dia Mr. Bernhauser desatou a gritar connosco para nunca mais tocarmos na sua querida ameixeira e vai o meu pai pergunta-lhe qual era o problema. Mr. Bernhauser respirou fundo e lançou-se numa diatribe sobre miúdos ladrões, delinquentes, ladrões de fruta e monstros em geral. Imagino que o meu pai já estava farto do vizinho, pois gritou-lhe que fosse morrer longe – de preferência longe, acrescentou, mas também podia ser ali. Mr. Bernhauser parou de gritar, olhou para o meu pai, ficou vermelho que nem um pimento, depois roxo, agarrou-se ao peito, de roxo passou a cinzento e, lentamente, afundou-se no chão do quintal. Pensei que o meu pai era Deus.»

Este postal foi pintado no dia 26 de Janeiro de 2018.

A canção que escolhi é uma velha canção que comecei a ouvir quando tinha 16 anos: Al di La pela Connie Francis.

quarta-feira, 8 de abril de 2020

PARA ALÉM DO ARCO-ÍRIS



No dia 29 de Janeiro de 2016, escolhi o poema «No Meu Jardim» de Miguel Torga, para acompanhar a pintura que me ocupava nesse dia.

«No meu jardim aberto ao sol da vida,
Faltavas tu, humana flor da infância
Que não tive...

E o que revive
Agora
À volta da candura
Do teu rosto!

O recuado Agosto
Em que nasci
Parece o recomeço
Doutro destino:

Este, de ser menino
Ao pé de ti...»




Ao mesmo tempo que vou pintando, vou cantigando.

Não consigo saber as canções desse dia, mas acontece sempre uma música de que gosto. E batendo à porta de Nat King Cole encontramos sempre mãos cheias de bonitas e inesquecíveis canções.




sábado, 4 de abril de 2020

PARA ALÉM DO ARCO-ÍRIS


Não consigo explicar o meu gosto pelo passatempo de pintar os livros da «Terapia das Cores», mas a realidade de me envolver nesse divertimento, tem uma razão forte.

O primeiro livro, penso que todos, foi-me oferecido pela minha filha Sara.

Encontrava-me envolvida nos cuidados a dispensar à minha mãe, na altura já com vestígios de pré- Alzheimer, situação que se veio a complicar.

Aqueles livros, ter de escolher as cores, como as aplicar, depois arranjar poemas, frases, fotografias para compor as páginas em branco, desviavam-me da pressão  do envolvimento que a doença da minha mãe exigia.



Serenamente, durante o sono, a minha mãe faleceu no dia 29 de Fevereiro.

Continuei a pintura dos livros e de, repente, ficámos envolvidos neste terrível drama ocasionado por um vírus que, até agora, ninguém conseguiu domar.

Para além das tarefas diárias, o não poder sair de casa, as pinturas, que tanto me ajudaram durante os anos de doença da minha mãe, continuam a ser um escape.


Resolvi mostrar alguns desses trabalhos, são muito mais que um divertimento, pois podem servir de estímulo, a quem, há algum tempo, não faz uma qualquer pausa no dia a dia.
Chamei a esta divulgação «PARA ALÉM DO ARCO-ÍRIS» porque, enquanto pintava, me ia lembrando de algumas canções de que gosto muito. 

E «Somewhere Over the Rainbow» é uma delas.