Passageiro para Francforte
Agatha Christie
Tradução: Fernanda
Pinto Rodrigues
Capa: Lima de Freitas
Colecção Vampiro nº
292
Livros do Brasil,
Lisboa s/d
Agatha Christie
Tradução: Fernanda
Pinto Rodrigues
Capa: Lima de Freitas
Colecção Vampiro nº
292
Livros do Brasil,
Lisboa s/d
Quem Matou o Almirante?
Agatha
Christie – Dorothy L. Sayers – C.K. Chesterton e Outros
Tradução:
Raul de Sousa Machado
Capa: A.
Pedro
Colecção
Vampiro nº 500
Livros do
Brasil, Lisboa 1989
Três olhares através das volutas de fumo de
ópio, três histórias que ainda pairam sobre um esquálido antro de ópio em Hong-Kong,
podem muito bem ser consideradas como ideias irrealizáveis quando vistas a esta
distância.
Caminho Para a Morte
Agatha Christie
Tradução: Fernanda Pinto Rodrigues
Capa: Lima de Freitas
Colecção Vampiro nº 269
Livros do Brasil, Lisboa s/d
Mr.
E Mrs. Beresford estavam sentados à mesa do pequeno-almoço. Eram um casal
vulgar, igual a centenas de outros casais idosos, que àquela hora, tomavam o
pequeno-almoço por toda a Inglaterra. O dia também não tinha nada de especial;
era um daqueles dias que se repetem pelo menos cinco vezes numa semana. Pairava
no ar uma ameaça de chuva, mas talvez não passasse disso.
Poirot e os 4 Relógios
Agatha Christie
Tradução: Fernanda
Pinto Rodrigues
Capa: Lima de Freitas
Colecção Vampiro nº
288
Livros do Brasil,
Lisboa s/d
Para falar em termos policiais: às 2.59 h. da tarde de 9 de Setembro, passava por Wilbraham Crescent, na direcção oeste. Era a primeira vez que por ali passava e confesso francamente que Wilbraham Crescent me intrigava.
Morte Pela Porta das Traseiras
Agatha Christie
Tradução. Maria do Carmo Pizarro
Capa: Lima de Freitas
Colecção Vampiro nº 333
Livros do Brasil, Lisboa s/d
-Oh, estes livros! – suspirou Tuppence.
As palavras soaram como uma explosão
intempestiva.
- Que disseste? – Perguntou Tommy.
Mrs Beresford desviou o olhar para o
marido, de pé na outra extremidade do aposento, e respondeu:
- Disse: «Oh, estes livros!»
- Compreendo-te – declarou Thomas
Beresford
À frente de Tuppence, alinhavam-se
três grandes caixotes de embalagaem ainda quase cheios.
- É incrível! – continuou Tuppence.
Referes-te ao espaço que ocupam?
- Sim.
- Tencionas pô-los todos, nestas
pratleiras?
- Ainda não sei o que tenciono fazer
e isso é o que mais me aflige. Aliás nunca sabemos o que queremos fazer na
vida. Oh, meu Deus! – suspirou,
Perguntem a
Evans
Agatha Christie
Tradução: Maria do Carmo Pizarro
Capa: Lima de Freitas
Colecção Vampiro nº 328
Livros do Brasil, Lisboa s/d
Bobby Jones
colocou a bola sobre o tee, imprimiu ao taco um pequeno balanço preliminar,
depois recuou-o ligeiramente num movimento lento e em seguida baixou-o com a
rapidez do relâmpago.
Participa-se Um Crime
Agatha Christie
Tradução : Maria Emília
Ferros Moura
Capa: Lima de Freitas
Colecção Vampiro nº
306
Livros do Brasil,
Lisboa s/d
Entre as 07h30 e as 08h30 de todas as manhãs à excepção dos domingos,
Johnnie Butt atravessava de bicicleta a aldeia de Chipping Cleghorn assobiando
com força, entre dentes; junto de cada casa ou vivenda desmontava, para deitar
na caixa do correio os jornais da manhã, cumprindo assim os pedidos que os
respectivos ocupantes tinham feito ao sr. Totman, o dono da tabacaria situada
em High Street.
Arrastado na Torrente
Agatha Christie
Tradução: Mascarenhas
Barreto
Capa: Lima de Freitas
Colecção Vampiro nº
142
Livros do Brasil,
Lisboa s/d
Há em todos os clubes um sócio maçador. O Coronation Club não constituía excepção, e o facto de, naquele
momento, estar a decorrer um ataque aéreo não alterava de forma alguma o
procedimento habitual desse sujeito.
Poirot e o
Jogo Macabro
Agatha Christie
Tradução: Fernanda Pinto Rodrigues
Capa: Lima de Freitas
Colecção Vampiro nº 252
Livros do Brasil, Lisboa, s/d
Foi Miss
Lemon, a eficiente secretária de Poirot, quem atendeu o telefone.
Pôs de parte o
livro de apontamentos estenográficos, levantou o auscultador e disse, sem
ênfase:
- Trafalgar
8137.
Hercule Poirot
recostou-se na cadeira de espaldar direito e fechou os olhos, enquanto tamborilava
suavemente no tampo da secretária. Mentalmente, continuava a compor os períodos
burilados da carta que estivera a ditar e o toque do telefone interrompera.
- Deseja atender
uma chamada pessoal, de Nassecombe, Devon? Perguntou-lhe a secretária. Com a
mão a tapar o bocal do aparelho.
Nemesis
Agatha Christie
Tradução: Fernanda
Pinto Rodrigues
Capa: Lima de freitas
Colecção Vampiro nº
300
Livros do Brasil,
Lisboa s/d
À tarde. Miss Jane Marple tinha o hábito de ler o segundo jornal do dia. Deixavam-lhe à porta dois jornais, todas as manhãs, e ela lia o primeiro enquanto bebia o chá matinal – se o jornal chegava a tempo, evidentemente, pois o rapaz que os distribuía era muito irregular quanto a horários. Não raro até, aparecia um distribuidor novo ou um substituto temporário do primeiro, e cada um deles tinha as suas ideias próprias acerca da rota geográfica da distribuição. Talvez fosse uma maneira de quebrarem a monotonia. Mas os clientes que estavam habituados a ler o jornal cedo, para tomarem conhecimento das notícias antes de se dirigirem para o trabalho, ficavam aborrecidos se o jornal chegava atrasado. Em contrapartida, as senhoras idosas e de meia-idade que viviam pacatamente em St. Mary Mead preferiram, não raro, ler o jornal enquanto saboreavam, sem pressas, o pequeno-almoço.
Cartas na Mesa
Agatha Christie
Tradução: Fernanda
Pinto Rodrigues
Colecção Vampiro nº
324
Livros do Brasil,
Lisboa s/d
- Meu caro Monsieur Poirot!
Era uma voz suave, ronronante, uma voz utilizada deliberadamente como
instrumento e que não tinha nada de imprevisto nem de não premeditado.
Hercule Poirot virou-se,
inclinou a cabeça e apertou cerimoniosamente a mão a quem o interpelara. Havia
nos seus olhos um não sei quê fora do vulgar, como se aquele encontro casual
despertasse nele uma emoção que raramente tinha ensejo de sentir.
- Meu caro Mr. Shaitana!
Poirot e os Erros da Dactilógrafa
Agatha Christie
Tradução: Fernanda Pinto
Rodrigues
Capa: Lima de Freitas
Colecção Vampiro nº 273
Livros do Brasil s/d
Hercule Poirot franziu a testa e chamou:
-Miss Lemon!
- Diga M. Poirot
- Há três erros nesta carta!
A voz de Poirot exprimia uma grande incredulidade, pois aquela horrenda e eficiente mulher jamais cometia erros. Nunca adoecia, nunca se fatigava, nunca se mostrava transtornada nem descuidada no seu trabalho.
As Férias de Poirot
Agatha Christie
Tradução: Fernanda Pinto
Rodrigues
Capa: Lima de Freitas
Colecção Vampiro nº 247
Livros do Brasil, Lisboa s/d
Quando, em 1782, o capitão Roger Angmering construiu uma casa na ilha
ao largo de Leathercombe Bay, a sua ideia foi considerada o cúmulo da
excentricidade. Um homem de boa família como ele, devia ter uma mansão decente,
erguida num vasto prado que tivesse, se possível, um rio e bons pastos. Mas o
capitão Roger Angmering tinha um único e grande amor: o mar. Por isso construiu
a sua casa – uma casa resistente e sólida, como não podia deixar de ser naquele
pequeno promontório varrido pelos ventos e habitado por gaivotas – num ponto
que ficava sem comunicação com a terra a cada maré-cheia. Não se casou, o mar
foi a sua primeira e última esposa, e por sua morte a casa e a ilha passaram
para um primo distante. Tanto este como os seus descendentes pouca importância
atribuíram à herança, enquanto as terras que possuíam minguavam e os seus
herdeiros empobreciam irremediavelmente.
Agatha Christie
Tradução:
Mascarenhas Barreto
Capa: Lima de Freitas
Colecção Vampiro
nº 151
Livros do
Brasil, Lisboa s/d
O céu já escurecera quando ele chegou junto ao barco
que fazia a travessia do rio.
Podia ter chegado muito mais cedo. A verdade é que o
adiara tanto quanto pudera.
Primeiramente, o almoço com os camaradas no Redquay; a conversa ligeira e vaga, a tagarelice acerca de amigos comuns – tudo isso apenas significava que, intimamente, se esquivava a fazer o que devia. Os amigos tinham-no convidado a ficar para o chá e ele aceitara. Mas, por fim, chegara o momento em que compreendera não poder a adiar as coisas por mais tempo.
O Enigma das Cartas
Anónimas
Agatha Christie
Tradução: Maria do Carmo Pizarro
Capa: Lima de Freitas
Colecção Vampiro nº 320
Livros do Brasil, Lisboa s/d
Tenho recordado
muitas vezes a manhã em que recebemos a primeira carta anónima.
Chegou quando
tomávamos o pequeno-almoço e abria-a com o modo ociosos de alguém para quem o
tempo passa devagar e deve fazer render ao máximo cada acontecimento. Reparei
que era uma carta local com o endereço escrito à máquina. Abri-a primeiro que
as outras duas, ambas com o carimbo postal de Londres, por uma delas ser, sem
sombra de dúvida, uma conta, e, na outra, ter reconhecido a letra de uma das
minhas maçadoras primas.
Agora parece estranho recordar que Joana e eu ficámos mais divertidos com a carta do que com outra coisa qualquer. Nessa altura, não tínhamos a mínima suspeita do que estava para vir – uma senda de sangue e violência, de suspeita e medo.
Mistério em Hotel de
Luxo
Agatha Christie
Tradução: Maria do Carmo Pizarro
Capa: Lima de Freitas
Colecção Vampiro nº 316
Livros do Brasil, Lisboa s/d
No coração de West
End há muitas zonas calmas, ignoradas de
quase toda a gente e que apenas os motoristas de táxi conseguem atravessar com
perícia para desembocarem triunfalmente em Park Lane, Berkeley Square ou South Audley Street.
Depois de se virar à
esquerda, numa rua despretensiosa que vem do Park, e de se voltar à esquerda e á direita mais uma ou duas vezes,
entra-se numa rua sossegada em cujo lado direito fica o Betram’s Hotel. Este acha-se aí há muito tempo. Durante a
guerra, as casas à sua direita e também as que se erguiam um pouco mais abaixo,
à esquerda foram deitadas abaixo, mas o Bertram’s permaneceu ileso. Naturalmente não pôde deixar de sofrer, como dizem
os agentes da casa, arranhões, contusões e esfoladelas, mas, mediante o
dispêndio de uma razoável quantia de dinheiro, fora restaurado segundo os
moldes primitivos. Em 1955 apresentava precisamente o mesmo aspecto que em 1939
– digno, sem sinais de ostentação e sobriamente dispendioso.
Poirot e as Jóias do Príncipe
Agatha Christie
Tradução: Fernanda
Pinto Rodrigues
Capa: Lima de Freitas
Colecção Vampiro nº
264
Livros do Brasil,
Lisboa s/d
-Não – respondeu Alice – Não quero nenhuma. – Corou, embaraçada. –
Talvez lhe pareça estranho não guardar ao menos um grande rubi ou uma
esmeralda, como recordação. Mas, compreende, ele e eu… Ali era maometano, mas
deixava-me ler-lhe passagens da Bíblia, de vez em quando, e eu li-lhe aquela
passagem acerca de uma mulher cujo preço era maior do que o dos rubis. Por isso
não quero ficar com nenhuma pedra preciosa. Prefiro assim.
«Uma mulher extraordinária!», pensou Mr. Robinson, enquanto regressava
ao seu Rolls. «Sim, uma mulher
extraordinária!»
Morte
Entre Ruínas
Agatha
Christie
Tradução:
Fernanda Pinto Rodrigues
Capa:
Lima de Freitas
Colecção
Vampiro nº 284
Livros
do Brasil. Lisboa s/d
Compreendes
que ela tem de ser Morta, não compreendes?
A
pergunta flutuou no parado ar nocturno, pairou um momento e depois afastou-se,
perdeu-se na escuridão para os lados do Mar Morto.
Agatha
Christie
Tradução:
Fernanda Pinto Rodrigues
Capa:
Lima de Freitas
Colecção
Vampiro nº 295
Livros
do Brasil, Lisboa s/d
Mr.
Satterthwaite pareceu mais animado. Mas, de repente, teve uma ideia que o
assustou:
-
Meu Deus, só agora tenho bem consciência do que se passou! Aquele patife e o
seu cocktail envenenado! Qualquer pessoa o podia ter
bebido… Podia ter sido eu!
-
Há uma possibilidade ainda mais terrível, que o senhor não considerou…
-
Qual?
-
Podia ter sido EU! – exclamou Hercule Poirot