Ele não é ninguém, mas não aceita que um qualquer
humano, que ande aos pontapés numa bola, sela o símbolo do país que o viu
nascer e de que gosta muito.
Não! E não, é não mesmo!
Que lhe diriam os escritores – temos um Nobel da
Literatura! – os poetas, os homens do teatro e do cinema, os pintores, os
cantores, os músicos que o ajudaram a pensar e ser gente?
Claro que se lembra que num qualquer Natal, o
primeiro-ministro Luís Montenegro teve a infelicidade de numa mensagem de
Natal, ter dito que teremos de ter a
«mentalidade de Cristiano Ronaldo» para mudarmos o país.
Também se lembra que o escritor Claudio Hochman no seu livro Ilhas, deixou o lamento:
«Quando morreu Herberto Helder, houve quem pensasse que dariam o seu nome ao aeroporto da Madeira, a ilha onde o poeta nasceu. Mas não. Deram-lhe o nome de Cristiano Ronaldo. Mais uma vez, a poesia do futebol ganhou à poesia pura e dura.»
De uma vez por todas acabem com esta palhaçada!

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