terça-feira, 27 de outubro de 2026

OLHAR AS CAPAS


O Velho Que Lia Romances de Amor

seguido de

Mundo do Sem Fim

Luís Sepúlveda

Tradução: Pedro Tamen

Círculo de Leitores, Lisboa, Abril de 1997

Com as primeiras sombras da tarde desatou-se o dilúvio, e poucos minutos depois era impossível para ver para além de um braço estendido. O velho deitou-se na rede à espera que chegasse o sono, agitado pelo violento e monocórdico murmúrio da água omnipresente.

Antonio José Bolívar dormia pouco. Quando muito cinco horas de noite e duas à sesta. Bastava-lhe isso. O resto do tempo, dedicava-o aos romances, a divagar acerca dos mistérios do amor e a imaginar os lugares onde aconteciam as histórias.

 

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