Mostrar mensagens com a etiqueta Patrícia Highsmith. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Patrícia Highsmith. Mostrar todas as mensagens

domingo, 26 de novembro de 2017

OLHAR AS CAPAS


O Jogo da Vida

Patricia Highsmith
Tradução: Mascarenhas Barreto
Capa: Lima de Freitas
Colecção Vampiro nº 160
Livros do brasil, Lisboa s/d

Theodore já estivera em Guanajuato por três ou quatro vezes, mas de todas elas não se demorara mais do que vinte e quatro horas. Era uma das cidades mexicanas que mais apreciava pois lembrava-lhe um quadro.
Ficava afastada da estrada principal e tinha apenas uma boa estrada de acesso. Era rodeada por planícies e montanhas em que não se notava o mínimo sinal de uma habitação. Ao longe, na linha do horizonte, as montanhas pareciam azuis. A paisagem parecia dizer: «Sou milhões de anos maior e mais velha do que tu. Contempla-me e deixa de preocupar-te com as tuas ninharias». Ao admirá-la, Theodore sentia o mesmo alívio melancólico que experimentava ao olhar as estrelas do céu numa noite límpida. Todo o seu ser começou a descontrair-se.

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

OLHAR AS CAPAS


O Desconhecido do Norte Expresso

Patrícia Highsmith
Tradução: Elisa Lopes Ribeiro
Capa: Cândido Costa Pinto
Colecção Vampiro nº 70
Livros do Brasil, Lisboa s/d

- Leste isto tudo?
- Tudo, não. Quantos copos bebeste esta manhã?
- Um.
- Cheiras a dois.
- De acordo. Bebi dois.
- Escuta, querido, tens que deixar de beber de manhã. É o pior que há. Passei a minha vida a ver alcoólicos…
- Alcoólicos é uma palavra desagradável – atalhou ele, passando pelo quarto. – Sinto-me melhor, desde que bebo um pouco mais. Tu própria disseste que me achas mais alegre e com mais apetite. O whisky é uma bebida sã. Não sou só eu a ter esta opinião.