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terça-feira, 27 de outubro de 2026

PEQUENOS CADERNOS

Limpa-se o pó aos livros, limpa-se o pó aos discos, limpa-se o pó aos jornais.

O Outono é o tempo dessas limpezas.

Os jornais estão na arca, junto aos Pequenos Cadernos.

Nos jornais que por lá se encontram está um suplemento do Público: Fugas.

Está datado de 27 de Fevereiro de 2021.

Guardei o suplemento por mera curiosidade.

Alguns dos livros fazem parte da Biblioteca da Casa, a maior parte não estão por cá.

Entretanto fui desafiada para ir reproduzindo por aqui todos - eles disseram todos! – os livros que o Público apresentou.

Assim vai ser, e assim começo.

terça-feira, 1 de setembro de 2026

VELHOS RECORTES


Mais um exemplo do que a censura cortou ao semanário Notícias da Amadora.

Antes de ter fechado portas, o semanário publicou umas separatas em que pudemos constatar o que a censura cortou aos escritos que se pretendiam publicar e que já por aqui apresentámos, em Velhos Recortes, alguns exemplos.

terça-feira, 18 de agosto de 2026

VELHOS RECORTES


O semanário Notícias da Amadora foi uma das grandes vítimas da sanha que os capitães-censores-inculto-analfabetos impuseram aos livros, jornais e revistas que, durante 48 anos, nos impuseram.

Antes de ter fechado portas, o semanário publicou umas separatas em que pudemos constatar o que a censura cortou aos escritos que se pretendiam publicar e que já por aqui apresentámos, em Velhos Recortes, alguns exemplos.

Aqui fica mais um, e voltamos a lembrar palavras de Mário Castrim:

«Porque neste País houve uma censura. Às imagens, ao pensamento. E a propósito: estes censores que mutilaram, castraram, destruíram, odiaram, onde estão eles agora? Em que lugar do Estado? Com que votos? Que espécie de democracia estarão a levantar? Que direitos humanos estão a defender?»

quinta-feira, 23 de julho de 2026

VELHOS RECORTES

Um muito velho recorte de uma crónica de José Quitério no Expresso  de 28 de Maio de 2011.

Pelo Hotel Albatroz, frente ao mar, e por gins-tónicos, brevemente, voltaremos.

quarta-feira, 22 de julho de 2026

VELHOS RECORTES


Recorte do
Notícias Magazine s/d

domingo, 14 de junho de 2026

OLHARES

Mário Castrim: o mais brilhante crítico de televisão deste país.

Ainda morava na Rua dos Lusíadas, quase frente à estação da Carris, trabalhava noite dentro, deixava a crítica no puxador da porta, ao lado da saquinha do pão, e era ali que o motorista do Diário de Lisboa a ia buscar, às 7 da manhã.

As suas críticas eram também verdadeiros poemas, ou histórias de encantar.

É o caso deste olhar sobre um documentário sobre antílopes.




sexta-feira, 12 de junho de 2026

VELHOS RECORTES


 O tempo das grandes festas, nas cidades e vilas.

O mês dos perfumes mágicos. Intensos. Sardinhas assadas, manjericos, sardinheiras, Jacarandás, “meu limão, meu limoeiro, meu pé, meu pé de jacarandá”. Cheira a fruta madura quando é Verão. O solstício que se aproxima. Os dias mais longos, as noites sem tamanho.

Lisboa 1992.

Faz-me festas em Lisboa. O que eles riram.

Nunca como nesse ano a sensação de que foram as mais inesquecíveis. Talvez não tenham sido as melhores sardinhas, a melhor sangria,mas tudo foi diferente, marcado nos dias e nas noites, nos acasos. O Ateneu Comercial, a orquestra Latina de Roberto Pia.

A menina dança?

quinta-feira, 21 de maio de 2026

VELHOS RECORTES

Recorte do Diário de Lisboa-Juvenil que mostra que Nuno Júdice ganhou o prémio de poesia, 2ª Semana do Concurso Fósforo Ferrero.

O poema Introspecção com que Nuno Júdice venceu o Prémio de Poesia Fósforo Ferrero.

O anúncio da Fósforo Ferrero que patrocinava os Prémios do Diário de Lisboa-Juvenil.

terça-feira, 24 de março de 2026

VELHOS RECORTES

O semanário Notícias da Amadora deixou-nos Dossiers em que reproduziu os artigos cortados, total e parcialmente, pela Censura.

Publicamos hoje um artigo de Orlando César:

 

terça-feira, 17 de março de 2026

VELHOS RECORTES


D. António Ribeiro 15º Cardeal Patriarca de Lisboa.

Recorte do Diário de Lisboa, 22 de Outubro de 1981.

quinta-feira, 5 de março de 2026

VELHOS RECORTES

Curiosamente, a minha descoberta do escritor António Lobo Antunes nasce com uma entrevista di jornalista Carlos Miranda e publicada em A Bola de 12 de Abril de 1980, em que o autor quando o jornal não era o pasquim que hoje é, e em que Lobo Antunes declara a sua loucura benfiquista ao ponto de se sentar nas bancadas de gorro e bandeira.

Li o livro, fiquei um entusiasta-mor de Lobo Antunes e comprei, mal punham pé em escaparate de livraria, os que se seguiram.

Mas à medida que foram sendo publicados ia também crescendo um certo esmorecimento.

Os livros continuavam a ser bem escritos mas tornaram-se pouco entusiasmantes. 
Passei a demorar muito tempo para que terminasse um livro. Desde  Exortação aos Crocodilos que já não os acabo – e o que detesto não conseguir acabar um livro!... – e Boa Tarde às Coisas Aqui Em Baixo, uma oferta natalícia, nem o iniciei.

O novo livro chama-se Comissão das Lágrimas – Lobo Antunes continua encontrar títulos felizes para os seus livros – e anda à volta do período da vida política angolana, Março 1977, que envolveu Nito Alves e Agostinho Neto.

Diz quem já leu o livro, que Lobo Antunes continua a não fazer muita pesquisa histórica apenas se orientando por vozes, vozes que lhe chegam, e com essas vozes conta a história.

Não irei comprar o livro e, como este Natal é um Natal negro, não dou prendas – apenas a netaria está a salvo – e já declarei que também não as quero receber pelo que nem sequer corro o risco de me ser oferecido.

Não é que me orgulhe – nem pouco, nem muito - pela companhia, mas Clara Ferreira Alves deixa cair, na revista Actual do Expresso, palavras que compreendo muito bem:

Alguns livros são ilegíveis, puro contorcionismo e acrobacia palavrosa, discursos e vozes sem rumo nem identificação, narrativa sem estrutura, personagens apenas nomeadas que nunca chegam a formar-se, muito menos a identificar-se fora da cabeça do escritor. Ele sabe do que está a falar, os leitores. O escritor deixa os livros.

Estas palavras fazem-me lembrar o meu pai, quando dizia que, mal do escritore que tem de ir a casa de cada leitor explicar o que escreveu, o que, no fundo, pretendeu dizer.

Dentro desta amargura gostaria de ressalvar que aprecia muito as crónicas do António Lobo Antunes que as leio, com agrado e gosto, em jornais e revistas e depois, mal sejam reunidas em livro, apresso-me a comprá-lo.

As crónicas de António Lobo Antunes falam do quotidiano das gentes. Numa linguagem simples (por vezes não tão simples quanto isso…), clara, bonita e terna.

É pelas suas crónicas que ainda saúdo António Lobo Antunes.

Legenda: pormenores – naquele tempo A Bola era um jornal de tamanho quase gigantesco, e não deu para a minha nabice crónica o reproduzir.

domingo, 22 de fevereiro de 2026

VELHOS RECORTES

Diário de Notícias, 2 de Março de 2011.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

VELHOS RECORTES


 Público, 2 de Julho de 2021

quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

VELHOS RECORTES


 Recorte do República de 29 de Junho de 1973.

terça-feira, 27 de janeiro de 2026

VELHOS RECORTES

Uma crónica encontrada no República de 6 de Julho de 1973.

Ainda não tinha acontecido um tal 25 de Abril, que originaria, entre outras coisas, o Serviço Nacional de Saúde.

sábado, 24 de janeiro de 2026

VELHOS RECORTES


Naquele edifício existiu a Livraria Opinião.

Na sua edição de 1 de Setembro de 2020, em artigo de Luís Miguel Queirós, o Público trazia-nos a notícia, que já era há algum tempo um rumor, de que a Editora Cotovia, projecto editorial de André Jorge, iria fechar portas.

«Numa conversa com o Público em 2017, quando regressou à Cotovia para relançar a editora, após a morte de André Jorge, Fernanda Mira Barros já avisava: “Tenho o privilégio de poder abdicar de um salário, e estou a dar-me dois ou três anos para pôr isto bem, mas sei que é muito difícil viver no sector dos livros tal como ele é hoje, e não sou o André, não vou vender o património que herdei dos meus pais para sustentar a editora.”

Com cerca de 1500 títulos publicados, a Cotovia foi lançada em 1988 por André Jorge e pelo seu irmão, o poeta João Miguel Fernandes Jorge, que se desentenderiam pouco depois, ficando o primeiro a conduzir o barco sozinho.»

A editora publicou a revista literária As Escadas Não Têm Degraus, projectos de duvidosos retorno financeiro como o lançamento, em 1990, de um volume autónomo com os índices da poesia de Jorge de Sena.

André Jorge só publicava os livros de que gostava como se recusava a publicar livros de que não gostava, também não estava disposto a pactuar com situações que considerava injustas apara assegurar a distribuição dos livros. Ficou conhecida a decisão que a dada altura tomou de deixar de vender os seus livros nas lojas Bertrand. “Custa-me tanto pôr uma gravata como aturar um idiota que do alto da sua função tenta esmagar – “Este vem aqui porque precisa de vender, então vou impor as regras.»

Quando uma editora acaba, os amantes de livros morrem um bocado, principalmente quando esses tubarões que abocanharam pequenas editoras e não foi por amor aos livros , nem sequer sabem do negócio, mas meramente pelo metal sonante!

 

terça-feira, 6 de janeiro de 2026

VELHOS RECORTES


 Ontem, quando fiz a capa de Perspectivas da América Latina, encontrei este telegrama da Reuter que o meu pai por lá colocou.

sábado, 13 de dezembro de 2025

VELHOS RECORTES

Público, 31 de Julho de 2024

segunda-feira, 8 de dezembro de 2025

VELHOS RECORTES


 Carta de Clarice Lispector para João Cabral de Melo Neto, reprodução do JL s/d.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2025

VELHOS RECORTES


Mais uma passagem pelos Cadernos da Censura, publicados pelo Notícias da Amadora.