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quinta-feira, 24 de setembro de 2026

NOTÍCIAS DO CIRCO

Uma vereadora em Lisboa diz que “dinheiro fácil” do Volta põe em causa trabalho social

O “dinheiro fácil” do sistema de embalagens Volta veio comprometer o trabalho dos técnicos sociais, afirmou  a vereadora com o pelouro das Pessoas em Situação de Sem-Abrigo na Câmara de Lisboa.

«O Volta o que veio também trazer é que, muitas vezes, o trabalho que é feito pelos técnicos no terreno é posto em causa sempre que existem mecanismos de dinheiro fácil, porque não se trata da inexistência de respostas, trata-se naturalmente de um acompanhamento personalizado que tem que haver de acordo com a vulnerabilidade”, defendeu Maria Luísa Aldim (CDS-PP), na reunião da Assembleia Municipal de Lisboa».

Carlos Moedas, o presidente da Câmara de Lisboa, insurge-se porque os apanhadores de garrafas, quando remexem os caixotes, deixam a rua cheia de lixo. Mesmo antes do Volta, Lisboa sempre foi uma cidade suja e nunca se viram grandes preocupações por parte do autarca, mais interessado em unicórnios e outras variedades.

O governo está intransigente e diz que, com o Volta, estão a cumprir-se medidas/exigências da União Europeia.

quinta-feira, 2 de julho de 2026

LUTAS CITADINAS



Recorte do jornal de A Voz do Operário

sexta-feira, 29 de maio de 2026

NOTÍCIAS DO CIRCO

O Ministério Público e a Polícia Judiciária avançaram, esta manhã, com cerca de uma dezena de buscas, designadamente em casas de responsáveis da Carris e de uma empresa privada, no âmbito da investigação criminal do acidente do Elevador da Glória, que ocorreu na tarde de 3 de setembro do ano passado e em que morreram 16 pessoas.

segunda-feira, 11 de maio de 2026

NOTÍCIAS DO CIRCO


Há alguns anos atrás, familiares de Ricardo Salgado “brincavam aos pobrezinhos nos fins-de-semana que passavam na Comporta”.

Agora, Carlos Moedas, inenarrável presidente da Câmara de Lisboa, está a ser contestado por ter subsidiado um piquenique de gente fina. A notícia é retirada do Jornal de Notícias:

«O apoio de 75 mil euros atribuído pela Câmara de Lisboa ao "chic-nic", um piquenique realizado no domingo passado no Parque Eduardo VII para assinalar o Dia da Mãe, continua a gerar forte polémica nas redes sociais, sobretudo devido aos preços praticados no evento, com experiências e cestos de piquenique a chegarem aos 300 euros. Uma semana depois, a autarquia ainda não assumiu posição pública sobre o caso.»

A sério: E não se pode demiti-lo?

domingo, 22 de março de 2026

NOTÍCIAS DO CIRCO

A anterior passagem de Carlos Moedas pela presidência da Câmara Municipal de Lisboa foi um desastre.

Contudo, nas últimas autárquicas, teve os votos suficientes para voltar a ganhar, de novo sem maioria, a Câmara.

De repente, qual passe de mágica, tratou de ter essa maioria, angariando uma vereadora que se tinha desvinculado «daquela coisa».

Neste momento, a presidência de Carlos Moedas está a entrar num caos, mas ele assobia para o lado.

Como chegámos a isto?

Somos obstinadamente atrasados, incultos e incapazes  há muito de nos governar.

sexta-feira, 13 de março de 2026

NOTÍCIAS DO CIRCO


No topo do lado esquerdo da 1ª página do Público de hoje, pode ler-se que Rita Rato foi afastada da direcção do Museu do Aljube. Um dia antes ficámos a saber que Franscisco Frazão não ficava à frente do Teatro do Bairro Alto.

Já se conhecem os nomes para os lugares: Miguel Loureiro assume Teatro do Bairro Alto, Anabela Valente dirigirá Museu do Aljube. Miguel Loureiro, director do São Luiz, acumulará funções no Teatro do Bairro Alto, Anabela Valente, líder da maçonaria feminina, promete continuidade no Aljube.

Carlos Moedas, como o outro, quando lhe falam de cultura, puxa logo da pistola e nesse entendimento teremos que chamar os bois pelos nomes e adiantar que Moedas, para além dos compadrios vários,  com «aquela coisa», para obter maioria na Câmara, começa agora a realizar saneamentos políticos.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

À LUPA

Carlos Moedas já tinha sido um mau presidente da Câmara de Lisboa contudo, nas últimas eleições, voltou a ganhar a Câmara, mas não conseguindo atingir a maioria.

O jornalista Samuel Alemão informa-nos, hoje, no Público que Carlos Moedas chegou a acordo, atribuindo-lhe pelouros, na área da saúde, desperdício alimentar, com Ana Simões Marques, ex-vereadora do Chega, que, em Janeiro, invocando “incompatibilidades políticas intransponíveis” com o chefe camarário «daquela coisa», disse não querer ser vereadora “meramente decorativa” e tornou-se vereadora independente.

Com um despudorado oportunismo, Carlos Moedas declarou à cidade que, com Ana Simões Marques, atingiu a ansiada maioria estável na Câmara.

Perente a notícia comentário de um leitor do Público: 

« E pronto, foi isto que Lisboa ganhou quando a vereadora da CDU não foi eleita por um voto. Perdeu-se a Ana Jara, alguém com uma reconhecida capacidade de trabalho e conhecimento dos problemas da cidade e capaz de confrontar Moedas, para eleger um capacho do presidente.»

O escritor Mário de Carvalho tem toda a razão: o povo não é sábio, ao contrário do que políticos de última gaveta, bastante medíocres, por aí dizem.

domingo, 28 de dezembro de 2025

DISTO, DAQUILO E DAQUELOUTRO



 Carlos Moedas garantiu que, após as últimas eleições autárquicas, tinha todas as condições de, neste novo mandato, produzir um excelente trabalho, um trabalho diferente.

Como não tinha a maioria, pediu ajuda à rapaziada «daquela coisa».

Tempo de Natal.

O lixo da cidade não foi recolhido.

Amontuou-se por todos os passeios, por todos os cantos das ruas de Lisboa.

No pequeno passeio que dei pelo bairro, em busca dos panos vermelhos estampados de Meninos Jesus, encontrei montanhas de lixo encontradas na Rua Carvalho Araújo.

Foi muito mau o trabalho de Carlos Moedas nos últimos quatro anos de mandato, pela amostra junta, promete ser muito pior nos anos que se vão seguir.

Terá que se agradecer aos votantes no Carlos Moedas.

É o destino dos povos: não saberem aprender com experiências vividas!

1.

Comboio regional atropelou e matou 100 ovelhas em Montemor-o-Velho
Um comboio regional de ligação entre Coimbra-B e as Caldas da Rainha atropelou um rebanho de ovelhas e matou cerca de 100 animais neste domingo de manhã. O incidente ocorreu no ramal de Alfarelos, em Montemor-o-Velho, disse fonte dos bombeiros.

Não é conhecido o montante dos prejuízos.

2.

Equipa presidida por Cristina Tomé no Metro de Lisboa passa a ter vencimentos alinhados com os do primeiro-ministro e da CP, e não com o Metro do Porto, após reclassificação feita pelo Governo.

3.

O número de pessoas sem-abrigo em Portugal já ultrapassa os 14 mil, o que significa um crescimento de 10% num ano e a maioria são homens, de nacionalidade portuguesa, entre os 45 e 64 anos.

4.

«Vivemos num tempo curioso: nunca tivemos tanto e, ainda assim, raramente celebramos o que temos. Pelo contrário, habituámo-nos a um discurso permanente de queixa, a uma espécie de vórtice negativo onde tudo é insuficiente, tudo falha, tudo decepciona. Diminuímos conquistas, relativizamos direitos, desvalorizamos o que foi ganho com esforço colectivo. A insatisfação tornou-se um hábito, quase uma identidade e, ao contrário de outros estados de alma, não parece ter cura, porque se alimenta de si própria.

Queixar-se passou a ser um gesto automático, socialmente aceite, até incentivado. É mais fácil denunciar do que reconhecer, mais cómodo destruir do que cuidar, mais sofisticado parecer desencantado do que assumir alegria. Mas este estado permanente de mal-estar tem custos: corrói relações, normaliza ambientes de trabalho indignos, legitima pressões que ultrapassam a decência e cria uma toxicidade quotidiana que se infiltra em tudo.

Talvez esteja na altura de mudarmos o foco. Não por ingenuidade, não por negação da realidade, mas por lucidez. Celebrar o que temos não é desistir de exigir mais; é reconhecer o caminho feito para poder avançar com mais força. Celebrar a vida, o trabalho digno, os afectos, o espaço comum, é um acto de responsabilidade cívica.»

Patrícia Reis no Diário de Notícias

5.

Segundo o Banco de Portugal a entrada de trabalhadores imigrantes em Portugal caiu 40% na segunda metade de 2024,  depois dos máximos atingidos em 2023, as inscrições na Segurança Social passaram de cerca de 20 mil por mês para 12 mil e entre janeiro e outubro deste ano os imigrantes em Portugal pagaram 3,1 mil milhões à Segurança Social, o quíntuplo do que receberam em apoios.

6.

«No espaço de um ano, apenas no dia do apagão geral da Península Ibérica, a 28 de Abril, e na véspera de Natal de há um ano, a 24 de Dezembro de 2024, Portugal experienciou quebras da actividade económica mais relevantes do que a sentida a 11 de Dezembro de 2025, dia da greve geral que uniu centrais intersindicais contra a reforma do pacote laboral e que o Governo considerou ter tido uma adesão “inexpressiva” nos sectores privado e social.

Público, 19 de Dezembro de 2025.

domingo, 23 de novembro de 2025

À LUPA


Com Moedas a cidade não funcionou.

Agora com os resultados recentemente obtidos, supõe-se que irá actuar nas áreas onde a cidade foi completamente esquecida, certo que alguns problemas que já vêm do tempo de António Costa, Fernando Medina, como a limpeza, os transportes públicos, o excesso de turismo e de alojamentos locais, a habitação, mas que com Moedas pioraram.

Mas já dá para ver que tudo, ou quase, ficará como dantes quartel-general-em-Abrantes.

As primeiras medidas caminharam para a aprovação de um novo regimento que limita os tempos de intervenção dos dos vereadores e dos deputados municipais, medidas aprovadas com o voto favorável do Chega e contra a posição dos restantes partidos de oposição, PS, Livre, BE, PCP. 

A discussão centrou-se na alteração das regras que regem o funcionamento das reuniões do executivo municipal, com o objetivo declarado pela maioria PSD/CDS-PP/IL/MPT/PPM.

quarta-feira, 22 de outubro de 2025

NOTÍCIAS DO CIRCO

Carlos Moedas é um político deprimente.

Saber que o teremos a dirigir Lisboa por mais 4 anos, é um enorme pesadelo, um circo de horrores.

 A oposição pede responsabilidades políticas à gestão de Carlos Moedas na câmara de Lisboa, depois de o relatório preliminar sobre o acidente com o elevador da Glória, ter concluído que o cabo não estava certificado para transporte de passageiros, e ter arrasado a manutenção por uma empresa externa.

«A gravidade da situação não pode merecer, da parte do presidente da câmara, apenas a referência de que isto não é um problema político, mas sim um problema técnico».

Valentina Marcelina, editorial do Diário de Notícias:

«É uma recomendação óbvia e tardia. Este relatório preliminar não fixa culpas penais. Essa é tarefa do Ministério Público, que aguardaremos e não esqueceremos - foram 15 vidas o resultado desta cadeia de irresponsabilidades.

Ao apontar para responsabilidades institucionais, o GPIAAF evidencia o retrato de uma falência de sistema. Uma empresa pública que não controla o que compra, um Estado que não supervisiona o que transporta e uma cidade que confiou num símbolo sem garantir a sua segurança. A tragédia não foi inevitável. Estavam lá os sinais. Foi anunciada.»

terça-feira, 21 de outubro de 2025

DISTO, DAQUILO E DAQUELOUTRO

Perante o relatório preliminar sobre o trágico acidente do elevador da Glória, o presidente da Câmara de Lisboa entendeu realçar: «a infeliz tragédia do elevador da Glória foi derivada de causas técnicas e não políticas».

Na noite em que em que obteve novo mandato para a presidência da Câmara, Moedas confidenciou que sempre confiara na lucidez dos lisboetas e verificou que isso aconteceu e mais uma vez acreditaram em nós e agora sim, há condições para fazer mais na cidade de Lisboa.

Carlos Moedas é um político medíocre,medroso,incompetente.

Em quatro anos, tirando as cenas circenses que compõe e inventa, não se preocupou, minimamente  com o gravíssimo problema da habitação, o caos da mobilidade, a degradação e o desleixo de vários espaços comuns de lazer, à sujidade de passeios e ruas, a limpeza urbana, além da falta de iluminação.

Que face a este descalabro citadino, alguns lisboetas ainda lhe tenham dado novo mandato, é necessariamente um caso de estudo.

1.

Isabel tem salário de 900 euros e renda de 750: “Vejo-me neste papel de ser pobre”

Mãe e filha estão em risco de pobreza, com um rendimento inferior a 632 euros per capita (por adulto, no caso). Fintam a fome graças à ajuda de uma associação. Uma história entre 1,8 milhões.

- lido no Público.

2.

O risco de pobreza das mulheres continua  a aumentar face ao homens. São 17,6% contra 15,4%, o que se explica pelo facto de os seus salários serem em geral muito baixos, assim como todas as prestações que deles dependem. «A relação entre mulheres e pobreza assenta nos baixos salários e pensões, na desigualdade remuneratória, na discriminação, na precariedade laboral, na desvalorização do trabalho doméstico e de cuidados não remunerados e no maior desemprego das mulheres».

3.

Uma das maiores empresas mundiais, a Nestlé, anunciou o despedimento de 16 mil trabalhadores ao longo dos próximos dois anos.

4.

Um comboio Intercidades da CP que ligava Lisboa a Faro perdeu uma carruagem a meio da viagem, quando o engate que ligava duas carruagens se partiu, aparentemente por deficiente manutenção do equipamento. 

5.

Mais de 15% dos portugueses não conseguem aceder a cuidados dentários por razões financeiras. Se as contas forem feitas apenas para a população em risco de pobreza, a proporção dispara para os 32,5%.

6.

Só os loucos cantam na rua. Faz falta gritar. Grito.

António Borges Coelho em Crónicas e Discursos

domingo, 5 de outubro de 2025

NOTÍCIAS DO CIRCO

«Uma investigação do programa ‘Prova dos Factos’, da RTP, mostra, com toda a clareza, um velho vício do Estado e dos atores políticos, neste caso da Câmara Municipal de Lisboa e de Carlos Moedas. Depois de terem garantido “todo o apoio” às vítimas da tragédia do Elevador da Glória e aos seus familiares, passado um mês, o esquecimento, a incúria, a invisibilidade daqueles vai-se impondo. Moedas encheu as televisões a dizer que tinha falado com todas as famílias mas, em dois casos documentados pela RTP, não só não falou como foi apanhado numa grave incorreção. Afinal, falou com quem lhe pediu para ser recebido, coisa muito diferente do alarido mediático inicial. O episódio é grave e mostra um cinismo antigo na forma como alguns atores políticos tratam estes casos. Passada a pressão mediática e política, instala-se o torpor, o laxismo, o jogo de palavras, como o da dita correção. Instala-se o abandono das pessoas, as dificuldades burocráticas, a gestão fria da lei, dos regulamentos, das interpretações jurídicas, relegando tudo para comissões, como a que neste caso acompanha a questão das indemnizações devidas, que ainda nem tomou posse. O baixo nível de exigência cívica que domina entre nós é uma das maiores armas dos políticos incumpridores. Criou um padrão amoral, de alguma indiferença ao sofrimento, que não pode triunfar. Assim saibamos todos cumprir o nosso papel. Neste caso, os media têm-no cumprido inteiramente.»

Eduardo Dâmaso no Correio da Manhã

domingo, 7 de setembro de 2025

CARLOS MOEDAS: PIOR É IMPOSSÌVEL!

Carlos Moedas, nas últimas eleições autárquicas, obteve a presidência da Câmara Municipal de Lisboa, sem saber ler nem escrever.

Acima de tudo porque Fernando Medina, outro político medíocre, se deixou relaxar, ao ponto de admitir que a vitória estava no papo e que vestir a camisola, seria suficiente para vencer o jogo.

Enganou-se redondamente!

Numas outras eleições, João Soares cometeu o mesmo erro.

Carlos Moedas e os seus apaniguados do PSD, na tragédia do Elevador da Glória, têm responsabilidades políticas. As outras responsabilidades, os inquéritos e averiguações, a seu tempo, darão as possíveis conclusões.

A entrevista que, há poucos minutos, Carlos Moedas deu na SIC, é um perfeito desastre. 

Não contente com a falta de conteúdo, técnico e político, lamentavelmente, rematou a entrevista com ofensas graves e falsas sobre Alexandra Leitão, sua adversária na luta pela chefia da Câmara de Lisboa, trazendo para a praça pública uma palavra que a maioria dos portugueses desconhecia, chamando SICÁRIOS a adversários políticos.

No topo deste texto apresentamos a definição que pode ser lida no Dicionário de Morais e incluímos uma frase do escritor Henry David Thoreau, que podia ser lida no Público de 21 de Agosto, e que se pode aplicar a todos os Moedas destes tristes e cinzentos  tempos.

quarta-feira, 23 de abril de 2025

MÚSICA PELA MANHÃ

A especulação imobiliária que invadiu o país nas últimas décadas, vai obrigar que a Academia dos Amadores de Música tenha que procurar um outro espaço. Centenas de alunos irão ser prejudicados. Algumas manifestações têm ocorrido mas nada está fácil.

A Câmara Municipal de Lisboa, dirigida pelo Sr. Moedas, tem outras preocupações. Essa história das Lojas com História é uma quimera, algo para adormecer camelos.

Como diria o Zé Gomes Ferreira:

«Os parvos pertencem todos à mesma Pátria com nomes diferentes.»

De novo José Gomes Ferreira:

14 de Maio de 1969

 

Fui esta noite à Academia dos Amadores de Música ouvir o coro do Graça que está em boa forma…

Na assistência muitas caras conhecidas. Caras antigas. Mas o fio encantado que nos unia a todos noutros tempos quebrou-se.

José Gomes Ferreira no 7º volume dos Dias Comuns.

A Música desta manhã é Acordai, poema de José Gomes Ferreira, música de Fernando Lopes Graça:

Acordai

acordai

homens que dormis

a embalar a dor

dos silêncios vis

vinde no clamor

das almas viris

arrancar a flor

que dorme na raíz

Acordai

acordai

raios e tufões

que dormis no ar

e nas multidões

vinde incendiar

de astros e canções

as pedras do mar

o mundo e os corações

Acordai

acendei

de almas e de sóis

este mar sem cais

nem luz de faróis

e acordai depois

das lutas finais

os nossos heróis

que dormem nos covais

Acordai!


Legenda: A 12 de Novembro de 1966, o Diário de Lisboa-Juvenil retomava, com a presença de Eduardo Prado Coelho, os seus Encontros.
No dia 26 de Novembro foi a vez do jornalista Manuel de Azevedo.
Fernando Lopes Graça e Dulce Cabrita, foram os convidados para o Encontro realizado no dia 21 de Janeiro de 1967.

quinta-feira, 27 de março de 2025

CONTRA AS CIDADES CARECAS


Não tenho a opinião de que Fernando Medina tenha sido um bom presidente da Câmara de Lisboa. Perdeu a Câmara de Lisboa para Carlos Moedas não pelo seu trabalho à frente da edilidade, mas pelo disparate da Presidente da Junta de Arroios servir-se do carro da junta, com chofer, para «mendigar», no Mercado de Alvalade, frutas, mais o que quer seja. Esteve à frente da junta em dois mandatos, mas por todos os disparates e vaidades de Margarida Martins, o PS perdeu a junta para o PSD.

Nunca fui ao Frágil, mas contavam que, como porteira do Frágil, era uma chata, esteve na Associação da «Abraço» e foi acusada de abuso de poder e de desviar quadros da Associação.

Só por oportunismo, o que quer que seja, o Partido Socialista ter escolhido esta personagem para presidente da junta de Arroios, deu no que deu.

Carlos Moedas, quase em fim de mandato, ainda não sabe como ser Presidente da Câmara e ainda não anunciou recandidatura.

Lisboa não ganhou NADA com a substituição de Medina por Moedas.

Carlos Moedas está agora envolvido no abate de jacarandás na Avª 5 de Outubro para que seja construído um parque de estacionamento.

O Público tem vindo a publicar artigos, e um editorial, sobre mais um crime citadino.

Ontem, Pedro Franco escrevia um artigo de opinião: «O espaço público é nosso – sobre jacarandás e democracia»:

«E mais importante: porque é que a vereadora do Urbanismo e o Presidente da Câmara dizem estar de “mãos atadas” em relação à remoção destas árvores se a campanha contra o anterior executivo foi baseada numa vontade de reverter decisões do anterior mandato? Joana Almeida diz que não vão abater árvores de forma gratuita. Pois não vão fazê-lo a troco de muito dinheiro da Fidelidade, para um projecto que – note-se – vai criar muito mais escritórios do que casas, no meio de uma crise habitacional gigante. E já agora qual a necessidade de mais estacionamento se já há bastante (e haverá ainda mais) estacionamento na zona de Entrecampos, sem ser debaixo da Avenida 5 de Outubro? No meio disto tudo, a CML já montou os dispositivos de rua para começar a remover as árvores o quanto antes, o que é gravíssimo, tendo em que conta que as sessões públicas só terminam ao fim do dia 2 de Abril.»

Haverá mais de 4000 jacarandás pela cidade de Lisboa.

Ana Luísa Soares não tem dúvidas: «Com o tempo, os jacarandás tornaram-se elementos estruturantes da cidade de Lisboa, passando a fazer parte da sua identidade, inclusivamente começam a ser um símbolo da cidade. Muitos lisboetas consideram que Lisboa sem jacarandás não seria a mesma.».

Legenda. fotografia do Publico

quarta-feira, 29 de janeiro de 2025

NOTÍCIAS DO CIRCO

De acordo com os dados oficiais da PSP, em 2024 foram participados pouco mais de 28 mil crimes, o terceiro número mais baixo desde 2014, só superado pelos dois anos da pandemia, 2020 e 2021.

Os números não agradaram a Carlos Moedas que, quase em fim de mandato, ainda não interiorizou que é presidente da Câmara de Lisboa e mantém a capital num estado de sujidade a tocar as raias do completo estado de degradação, porventura nem sequer visto numa  qualquer terreola perdida nos confins africanos.

Claro que a segurança é importantíssima, mas está mais dentro das funções e preocupações governamentais, do que camarárias. 

Abre os olhos, Moedas!

sexta-feira, 6 de outubro de 2023

NOTÍCIAS DO CIRCO


Com o país mergulhado numa crise infernal:  falta paz, pão, habitação, saúde, educação, como cantava o Sérgio, o presidente da Câmara de Lisboa, Carlos Moedas, não encontrou nada melhor, para enchouriçar o seu discurso de ontem, do que  determinar e mandar publicar que Lisboa irá fazer uma enorme e festiva comemoração sobre o 25 de Novembro.

E mistérios dos mistérios, os direitistas, nestes quase 50 anos, nunca organizaram qualquer manifestação comemorativa do 25 de Novembro, não por seguirem o exacto  grito lançado por  Maria Velho da Costa,  «ESTE DIA NÃO!, mas simplesmente porque  lhes faltam dedinhos para a fraca guitarra que possuem.

No Público de 26 de Novembro de 2000,  Adelino Gomes perguntava:

Quem desencadeou o 25 de Novembro? Quem deu ordem aos páras para ocuparem quatro bases aéreas? Otelo traíu os seus homens ou evitou a Guerra Civil? O PCP de que lado(s) esteve? Até onde chegavam as ligações aos MDLP? Quantos grupos funcionaram dentro do Grupo dos Nove? Qual foi a mais decisiva: a Região Militar do Norte (MN) ou a Região Militar de Lisboa (RML)?; o Posto Avançado da Amadora, comandado pelo então tenente-coronel Ramalho Eanes, ou o Posto de Comando Principal, montado em Belém, e onde ficaram o Presidente Costa Gomes e o comandante da RML e Conselheuro da Revolução, vasco Lourenço? Quantos 25 de Novembro houve naquele dia?

O 25 de Novembro existiu?

sábado, 3 de abril de 2021

VOU-ME EMBORA P'RA LISBOA


Aquela canção popular, que sempre gostei de ouvir na voz do Adriano Correia de Oliveira, e nos diz: quando cheguei ao Barreiro, no barco que atravessa o Tejo, chora por mim qu'eu choro por ti, já deixei o Alentejo.

Nas entrevistas promocionais de Carlos Moedas, alentejano de Beja, a candidato do PSD para a presidência da Câmara de Lisboa, conta-nos:

«Cheguei a Lisboa vindo de Beja. E naqueles 30 minutos no barco olhei para quela cidade que desconhecia e imediatamente percebi que seria a cidade da minha vida.»

Assim mesmo.

Manuel da Fonseca, também alentejano, um brilhante contador de histórias, dizia-nos nas tardes do Bar Expresso, que aquele comboio, que vindo das terras do sul, chegava ao Barreiro, trazia gentes maravilhosas, e era uma das coisas mais bonitas a que se podia assistir.

E se Carlos Moedas, naquele olhar primeiro para Lisboa, estiver só a fazer literatura?

E se ele veio de carro?

Lembremos ainda que, nas tais entrevistas, Moedas disse que ser presidente da Câmara de Lisboa, era o seu grande sonho de vida.

Convém aqui abrir um parêntesis para apenas dizer que o presidente Marcelo também tem um sonho de vida. Que a direita, comandada pelo PSD, regresse ao poder, mas com um presidente credível a comandar as tropas desavindas e os seus olhos, de noites de vichyssoises, desviam-se para Carlos Moedas, ex-comissário europeu e que, vindo do Alentejo, um dia atravessou o Tejo.