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domingo, 26 de janeiro de 2025

DISTO, DAQUILO E DAQUELOUTRO


David Lynch morreu. Tinha 78 anos.

Em 2024 fora-lhe diagnosticado um enfisema pulmonar causado talvez por cem mil cigarros, toda uma vida agarrada ao tabaco e ao fumo. Fire walk with me! Em Agosto passado, quando publicou aquele que ficará como o seu derradeiro disco, Cellophane Memories, o realizador norte-americano anunciara numa entrevista à revista Sight & Sound que não conseguia atravessar uma sala, quanto mais sair de sua casa para filmar e dar grandes caminhadas, porque ficava sem oxigénio. Só poderia trabalhar à distância, por controlo remoto. Mas não se retiraria, reiterou; e assim apaziguou os fãs.

Agora com a morte de Lynch passou a ler-se:

«Há um grande buraco no mundo agora que ele não está connosco.»

Mas, se pudesse, o cineasta responderia;

«Atenção ao donut e não ao buraco.»

1.

Um qualquer ministro israelita disse que aos palestinos só serão consentidas duas alternativas: ou emigram ou ser-lhes-ão cortados os meios de subsistência, bem como qualquer assistência médica.

Tudo isto «porque toda a Palestina foi dada por Deus ao povo judeu!»

2.

«Os cães eram mais felizes no tempo em que andavam abandonados e se protegiam da chuva debaixo da silvas, comendo o que encontravam ou caçavam. Eram Livres.»

Isabela Figueiredo no Expresso

3.

Nasceram menos 1.133 bebés no ano passado.

4.

Portugal é o país onde 60% da população não lê um livro.

5.

Segundo o Diário de Notícias, todas as sextas-feiras são Big Bottle Day no JNcQUOI Avenida, em Lisboa. Na última sexta-feira um copo de vinho tinto Barca Velha de 2025 custava 155,00 euros.

6.

Cerca de dois milhões de portugueses vivem no limiar da pobreza, dos quais cerca de 500 mil pensionistas que recebem perto de 500 euros por mês. Portugal tem o segundo pior desempenho da UE

7.

«Entre todos os lubrificantes desta ignorância agressiva o primeiro é o deslumbramento tecnológico, a ideia de que basta saber meia dúzia de operações num telemóvel, fazer procuras rudimentares na rede, e ler e escrever mensagens mais ou menos guturais, para não precisar de comprar jornais, ver qualquer coisa que demore mais de uma meia dúzia de minutos, e isso significa ser “moderno”. O segundo lubrificante é um falso igualitarismo: eu não preciso saber nada sobre o tempo, para me pronunciar sobre as alterações climáticas. A democracia e a ignorância agressiva
A capacidade de distinguir entre a verdade e a mentira (seja lá o que for a verdade, mas ela existe como procura), desaparece numa selva que coloca a conspiração ao nível do saber e por isso faz com muita eficácia escravos públicos dos demagogos e privados dos que fazem os algoritmos ou “plantam” estrategicamente “informações” para alimentar a vossa fome de distração e de fúria, ou seja, entre Trump e Putin.»


José Pacheco Pereira no Público de 11 de Janeiro.

Legenda: pormenor da capa do Público de 17 de Janeiro.

segunda-feira, 16 de setembro de 2024

DISTO, DAQUILO E DAQUELOUTRO

 «Ritz» foi a marca dos últimos cigarros que o pai fumou. 

Já o disse: um dia apanhou um susto, colocou o maço de lado e nunca mais lhe tocou. Um gesto que lhe permitiu viver mais uns anos do que aqueles que não teria vivido, se não cortasse com os cigarros. Cigarros que, como ele dizia, lhe poderiam provocar a morte, mas também o ajudaram a viver. Lembra-se que fumava três maços de cigarros «Unic», tabaco negro, a bela conta de  três maços por dia

Quando deixou de fumar permitiu sempre que fumassem junto dele. 

Há dias na sua crónica do Público de 30 de Agosto, Ana Cristina Leonardo  conta esta história:

 «Dou por mim a recordar uma viagem a Madrid (tudo por conta do madrileno Javier Marías, mesmo se infeliz e prematuramente morto). Num restaurante, um amigo acende um cigarro após a refeição. Discretamente, assinalo-lhe um velho muito velho que almoça numa mesa perto de nós. Percebendo o meu gesto, logo o velhíssimo espanhol comenta: “No se preocupe! Fume usted lo que quiera. Yo ya no puedo fumar pero el humo me estimula...”. Era ainda o tempo do Madrid me mata. E o tempo continua a matar-me (nos), embora com muito menos graça (basta pensar em Pedro Sánchez).»

1.

Na breve proximidade do 5 de Novembro, quando ficaremos a saber que presidente querem os americanos escolher, lembremos o que há alguns anos disse Woody Allen:

«Jamais imaginei que Donald Trump quisesse ser presidente dos Estados Unidos. Jamais imaginei que ele o conseguisse.»

Serão os americanos que têm, no boletim a depositar nas urnas, o desfecho do que irá acontecer.

Entretanto, pelo mundo fora, vamos sabendo  o que determinados líderes estrangeiros querem que aconteça: a eleição de Donald Trump:

Os que seguem, já sabemos o que querem, mas há mais:

Vladimir Putin, presidente da Rússia

Benjamin Netanyahu, chefe do governo de Israel

Viktor Orbán, primeiro ministro da Hungria

Javier Milei, presidente da Argentina

Kim Jong-Lin – líder da Coreia do Norte

No meio do carrossel pode ser que Hugo Soares, líder parlamentar do PSD, se bem que não tenha direito a voto, afine a pontaria e deixe de estar na dúvida para onde vai a sua preferência.

2.

Por cada dois professores que se aposentam só se forma um.  Em cinco anos formaram-se 7755 professores, aposentaram-se 11 mil e saem mais quatro mil só em 2024

3.

Lisboa é a terceira cidade da Europa a abrir mais hotéis.

Até 2026 terá 36 novos hotéis, com 4.425 quartos.

4.

Uma reportagem publicada no Expresso de 23 de Agosto perguntava:

«Porque engorda o preço da bola de Berlim na praia?

Na generalidade a bola de Berlim é vendida a 2,00 euros

5.

 Quase 3 mil trabalhadores ficaram sem emprego nos primeiros meses do ano.

6.

Enfim, ter cães dentro de um apartamento dá uma trabalheira dos demónios. Mas ir passeá-los às sete da manhã e depois mais tarde, viver numa casa atulhada de pêlos de cão e ainda partilhar – quantas vezes – a cama com o cão, é hoje considerado um ideal perfeito de vida. Os cães e gatos silenciosos passaram a filhos de substituição e são tratados como tal. Acho que não sou só eu que acha isto uma loucura colectiva em que os valores estão todos trocados.»

Ana Sá Lopes no Público

 7.

No obituário da morte de Ana Faria , publicado no Público, podia ler-se:

«Numa entrevista ao Jornal de Notícias (JN) em 2004, disse: "Trauteava músicas eruditas com letras minhas em português e isso despertou a atenção dos meus filhos e dos seus amigos. Todos queriam ouvir-me cantar. Depois, dava-lhes a ouvir o original." E daí nasceu Brincando aos Clássicos (1982), um disco cheio de adaptações de temas de compositores clássicos como Beethoven, Mozart, Chopin ou Verdi, transformados em canções para um Luís que "nunca foi a Paris", uma Clara com medo das pombas, uma Catarina tão tagarela que até "dá dores de cabeça" ou um Miguel "de olhos de mel".​

João Carlos Calixto não tem dúvidas de que estes álbuns foram "importantíssimos para a educação do gosto de tantas e tantas crianças de então". Ana Faria democratizou estes compositores, combatendo o elitismo que caracterizara o acesso à educação e à fruição musical durante o Estado Novo.»

Também comprou para os filhos, para os amigos dos filhos, Brincando aso Clássicos e tem poucas dúvidas que isso não lhes tenha sido útil.

segunda-feira, 9 de setembro de 2019

NOTÍCIAS DO CIRCO


Esperei por Setembro.
Mas não para enfrentar temperaturas de 27º.
Tenho dificuldades várias face a estas temperaturas.
Dizem que vão aumentar mais.
Vou aproveitando proveitei para colocar alguma ordem nas papeladas.
Encontrei o recorte que encima o texto.
Pertence ao Público de 23 de Agosto.
O calor não me facilita qualquer comentário.
Seria necessário?

domingo, 28 de maio de 2017

QUOTIDIANOS


Foi apanhado em flagrante, frente ao Pingo Doce da Nossa Senhora da Conceição, a vender uma base de cocaína.
A policia, que o vigiava por achar estranha a sua postura, deitou-lhe a mão quando o viu entregar algo e a receber dinheiro em troca. Mas, após busca exaustiva, não conseguiu encontrar-lhe nada.
Certos de que estavam "a ser ludibriados", os investigadores da PSP de Vila Real decidiram "revistar o cão".
Nada no pelo mas, bem dissimulados na trela animal, estavam seis pacotes de heroína e duas bases de cocaína. Mesmo assim o Pinóquio negou. Não sabia de nada e a haver droga só podia ser do cão.
Vai ser presente ao juiz de instrução criminal.

Do Jornal de Notícias

Legenda: não foi possível identificar o autor/origem da fotografia.

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

O HALLOWEEN DOS ANIMAIS


Do folheto de O Continente de 25 a 31 de Outubro.

quarta-feira, 31 de agosto de 2016

OLHAR AS CAPAS


Nylon, Mulheres e Crimes

Tradução: Fernanda Pinto Rodrigues
Capa: Lima de Freitas
Colecção Vampiro nº 249
Livros do Brasil Editores, Lisboa, s/d

Um cão reconhece sempre outro cão. Vêem-se, cheiram-se ou ouvem-se, mas nunca se tomam por outra coisa, a não ser por cães. Podem ser de qualquer, feitio ou cor, mas para um cão, um cão é um cão.

quarta-feira, 13 de abril de 2016

NOTÍCIAS DO CIRCO


Maria João Bastos está destroçada com a morte de Amélie: a sua chihuahua, de 5 anos, morreu na sequência de uma destartarização.
A atriz garante que Amélie era uma cadela saudável, sem problemas, e não se conforma com as circunstâncias em que ela morreu. Depois da destartarização, a chihuahua de Maria João deixou de comer e de beber, e ficou com dificuldades em respirar. Os sintomas foram sempre desvalorizados pela médica veterinária, e Amélie acabou por morrer.
Descontente com a assistência que lhe foi dada depois da intervenção, a atriz pondera processar o Hospital Veterinário Vasco da Gama por desconfiar de negligência médica, e afirma que vai até às últimas consequências para descobrir o que levou à morte da sua “menina”. 
Saiba tudo na Lux desta semana, nas bancas!

Legenda: texto e imagem da Lux-online

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

QUOTIDIANOS


Um homem, de 74 anos, morreu mordido, na cara e no pescoço, pelo seu próprio cão.
Aconteceu, ontem, em Vandoma, Paredes.
O cão, um animal de grande porte, arraçado de pastor alemão, foi levado para o canil municipal.

terça-feira, 4 de agosto de 2015

terça-feira, 14 de abril de 2015

É PERMITIDO AFIXAR ANÚNCIOS


Encontrei este cartaz perto da minha casa, nas Escadinhas dos Baldaques.
Gosto de animais e lamento que muitas pessoas que têm cães não tenham o devido cuidado quando os vêm passear.
A esmagadora maioria faz por esquecer o saquinho que devia guardar os dejectos caninos.
Andar nos passeios de Lisboa tornou-se um verdadeiro pesadelo.
Um pouco mais de civismo não ficava mal e os lisboetas agradeciam!
É pedir assim tanto?
Pelas amostras que vemos, diariamente nas ruas, parece que sim!

terça-feira, 18 de março de 2014

OLHARES


Placard no Jardim Tristão da Silva nas Olaias.

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

QUOTIDIANOS


Uma mulher inglesa esfaqueou, na terça-feira, o seu cão, um bulldog, numa tentativa de salvar a filha de quatro anos
Em vão.
Devido aos ferimentos provocados pelo cão, a criança veio a morrer no hospital.
Há cerca de dois meses os pais da criança foram buscar o animal a um canil.
Chamaram-lhe Mulan e vivia no apartamento.
Naquele dia a criança, por se encontrar doente, não foi à escola.

O responsável da polícia de Leicestershire disse aos jornalistas que decorrem investigações para perceber o histórico do animal, do local de onde veio, como foi feita a inserção na família.

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

ANIMAIS DE ESTIMAÇÃO


Jamais hei-de perceber, custa-me muito a admitir, como se pode ter cães fechados num apartamento.

Na esmagadora maioria são cães grandes, um receio latente só de os olhar.

Um verdadeiro crime.

Depois passeiam-nos pelas ruas, soltam-nos nos relvados dos jardins, onde crianças correm, brincam, adultos dormem a sesta, velhos batem ases e manilhas, jovens namoram.

Sentado no mureto do parque infantil, olho o cair da tarde e, de repente, o condutor de uma carrinha branca, de um qualquer hotel de cães, ou coisa algo parecida, solta os animais no relvado do Parque dos Jardins da Parede.

O jovem condutor da carrinha devia acompanhá-los, vigiá-los – já que lançar cães num jardim, sem trela, sem nada, terá que ter proibição ou limitações.

Mas não.

Está encostado à carrinha a falar ao telemóvel.

Os cães andam em correria desenfreada pelo parque.

Mijam e cagam na relva, nos canteiros de flores.

Nas ruas das cidades acontece o mesmo.

Verdadeiro carrossel para fugir à merda dos cãezinhos.

Porque a esmagadora maioria dos donos não anda com um saquinho de plástico para apanhar a dita merda.

As coimas estão apenas no papel.

Este saco, não sei se já teve merda de cão, mas agora está vazio, a navegar no lago dos Jardins da Parede, em frente ao Grande Caffe.

E gatos?

Bom, gatos é uma outra história, contas de um outro rosário.

Por esse porquê, voltarei em outra oportunidade.

sexta-feira, 17 de maio de 2013

TERRÍVEIS IRRESPONSABILIDADES


Uma menina de três anos ficou gravemente ferida na cara após ter sido atacada por um cão no concelho de Santiago do Cacém, tendo sido transportada de helicóptero para o Hospital de Dona Estefânia.
A criança, que estava em casa dos avós, foi mordida por um cão de raça pastor alemão em Foros da Casa Nova, na freguesia de São Domingos.
Há meses um cão matou uma criança.
Milhares de pessoas, numa petição, insurgiram-se contra o abate do cão.
Não mais ouvi falar do assunto e desconheço o desfecho.
O que sei é que uma coisa é gostar-se de animais, outra é a irresponsabilidade dos donos dos animais.
Como se já não nos bastasse o desespero do dia-a-dia, ainda temos que levar com notícias como esta!

sábado, 25 de agosto de 2012

QUOTIDIANOS


 Uma mulher de 46 anos foi atacada na sexta-feira à noite, em casa, em Matosinhos, pelo cão do filho e morreu.

A mulher foi mordida na garganta por um cão de raça potencialmente perigosa, uma mistura de leão da rodésia e pitbull.

Só estava ela e a minha avó, que se encontra em casa. Quando eu cheguei, ela já estava morta", conta a filha da vítima. Sei que ela estava a sair do quarto da minha avó e vinha a comer um pão. O cão fez-se ao pão, a minha mãe fez-lhe frente e ele atacou-a.
O cão tinha o vício de rosnar, mas obedecia muito bem a mim e ao meu irmão. Também não fazia mal à minha avó, mas não obedecia à minha mãe, disse a irmã do dono do cão.
Este é assim o segundo ataque mortal de cães perigosos em apenas duas semanas, depois de na semana passada um dogue-argentino ter atacado uma criança de 20 meses, também na zona do Porto.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

É PERMITIDO AFIXAR ANÚNCIOS



Tenho a ideia de que este anúncio, encontrado num folheto publicitário de um qualquer restaurante de Cascais, tem mais de 10 anos.

Não sei se o hotel ainda existe, ou mudou de nome, ou de local, o que quer que seja.

Dentro do folheto encontrei um texto de Thomas Bernhard, colocado ali para um qualquer fim, mas não deslumbro qual.

Certamente, o texto, é transcrito de um blogue, mas os esforços feitos nesse sentido,não deram,  nem para encontrar a origem do texto de Thomas Bernhard,  nem o blogue de onde foi retirado.

Para mais fácil leitura, por favor, clique em cima dos textos.

domingo, 20 de março de 2011