Donald Trump, disse, hoje, na Casa Branca que irá proibir os órgãos de comunicação social CNN, MS NOW e Politico de entrar na Casa Branca, queixando-se da cobertura que fazem das suas actividades numa publicação nas redes sociais, acrescentando que anunciaria os nomes de outros órgãos de comunicação social em breve.
sexta-feira, 18 de setembro de 2026
sábado, 12 de setembro de 2026
VELHOS RECORTES
Pormenor de uma 1ª página da Gazeta Musical e de Todas as Artes
Ano X 2ª série,
Agosto de 1961, nº 125
Proprietário e
Editor: Eduardo Nunes
Directora: Maria
Vitória Quintas
Secretário da
Redacção: João José Cochofel
Redacção e
Administração: Academia de Amadores de Música –Rua Nova da Trindade, 18, 2º
Telef. 25022
terça-feira, 1 de setembro de 2026
SOLTAS
«Doía-lhe ver todos os
anos o Nobel ir para escritores que considerava menores que ele»
Revista Sábado, 11
de Março de 2026.
1.
Os diários generalistas estão a vender menos em banca. O mercado perdeu 6611 exemplares por dia, uma quebra de 12,1% entre Janeiro e Junho.
2.
Lisboa é a oitava
cidade com maior densidade de turistas, com cerca de 1793 turistas por
cada 100 residentes; a Baixa de Lisboa perdeu 23% dos residentes em dez anos.
Numa década, Portugal perdeu quase 88 mil alunos.
3.
Num retrato feito
pelo Banco de Portugal, 2024, conclui-se que os trabalhadores por conta de
outrem, com nacionalidade estrangeira recebem menos, mas são mais qualificados
do que os portugueses: 67% dos imigrantes têm ensino secundário ou superior
completo, face aos 60% de portugueses na mesma situação. O fosso salarial é de
133 euros para os menores de 35 anos e de 164 euros para os mais velhos.
4.
Público, 25 de Agosto.
VELHOS RECORTES
Mais um exemplo do que a censura cortou ao semanário Notícias da Amadora.
Antes de ter
fechado portas, o semanário publicou umas separatas em que pudemos constatar o
que a censura cortou aos escritos que se pretendiam publicar e que já por aqui
apresentámos, em Velhos Recortes, alguns exemplos.
terça-feira, 18 de agosto de 2026
VELHOS RECORTES
O semanário Notícias da Amadora foi uma das grandes vítimas da sanha que os capitães-censores-inculto-analfabetos impuseram aos livros, jornais e revistas que, durante 48 anos, nos impuseram.
Antes de ter
fechado portas, o semanário publicou umas separatas em que pudemos constatar o
que a censura cortou aos escritos que se pretendiam publicar e que já por aqui
apresentámos, em Velhos Recortes, alguns exemplos.
Aqui fica
mais um, e voltamos a lembrar palavras de Mário Castrim:
«Porque neste País houve uma censura. Às
imagens, ao pensamento. E a propósito: estes censores que mutilaram, castraram,
destruíram, odiaram, onde estão eles agora? Em que lugar do Estado? Com que
votos? Que espécie de democracia estarão a levantar? Que direitos humanos estão
a defender?»
segunda-feira, 17 de agosto de 2026
POSTAIS SEM SELO
Jornais e revistas impressos em papel foram, durante cerca de dois séculos, o centro da vida sensível de milhões de leitores. O jornal-papel, que na história mediática que atravessamos se tornou quase invisível, era a janela para a vida cívica, política e cultural.
António
Guerreiro
sábado, 15 de agosto de 2026
CRONICANDO POR AÍ
O Homem que
lia o jornal é o título de uma crónica de António Guerreiro, publicada ontem no
Público:
«Num destes dias de Agosto, vi um homem de meia-idade a ler um jornal no metro.
A cena despertou em mim, de repente, a recordação nostálgica de um medium que
começou a declinar no princípio deste século e, em poucos anos, quase se tornou
um objecto vintage. Num segundo momento, ergui-me do “choque”, achando que
tinha caído na amplificação demagógica de um gesto banal, ao sentir que tinha
apreendido com um misto de espanto e nostalgia aquele leitor de um jornal
impresso que persistia na lenta maneira de viver as emoções suscitadas pela
actualidade, pelos rumores do dia.
Claro
que a cena me impressionou porque o lugar onde se desenrolava (o metro) a fazia
sobressair com um efeito de contraste: à volta do homem que folheava as páginas
do jornal e que me fazia ver que há expressões gestuais que se perdem com a
mudança de época, toda a gente ia de olhos inclinados para os ecrãs — uma
inclinação, aliás, diferente da do homem que lia o jornal: enquanto este
mantinha uma posição que lhe permitia, por vezes, lançar um olhar à distância,
por cima das páginas do jornal, os passageiros abismados no ecrã do seu smartphone obrigavam a cabeça a uma
inclinação mais acentuada, em direcção ao chão da carruagem, repetindo um gesto
vertical que não tem fim: o scrolling.
A cena trouxe-me à memória as “pequenas totalidades” de que se ocupou um genial
analista (sociólogo? Filósofo? Inventor de uma disciplina sem nome?) das
“manifestações de superfície” da sua época que as ruas da grande metrópole
berlinense lhe tinham proporcionado: Siefried Kracauer(1889-1966). Em O Ornamento da Massa (ou
será que o título original, Das Ornament der Masse, deve antes ser traduzido
por A Massa como Ornamento?), de 1930, Kracauer, um intelectual arquetípico da
civilização do jornal, escreveu: “Quando pego no meu jornal, pela manhã,
sinto-me em companhia de milhões de pessoas que, como eu, lêem nesse mesmo
instante as mesmas notícias”. Este forte sentimento de ser parte de uma
comunidade invisível, de partilhar com desconhecidos uma mesma experiência do
mundo, é um dos fundamentos do espaço público, tal como ele foi criado pela
modernidade. O jornal — e o jornalismo —, tal como ele se “modernizou” e
desenvolveu no século XVIII, foi um órgão de formação de uma opinião pública
racional, de um espaço público.
Jornais e revistas impressos em papel foram, durante cerca de dois séculos, o
centro da vida sensível de milhões de leitores. O jornal-papel, que na história
mediática que atravessamos se tornou quase invisível, era a janela para a vida
cívica, política e cultural.
Esse ciclo chegou ao fim com a entrada em cena, fulgurante, dos artefactos
mediáticos digitais, que transformaram completamente o funcionamento do espaço
público, fundado em ideais que nos parecem hoje anulados, apesar de nos ter
sido prometido que seriam ampliados e fortalecidos: o pluralismo e a
transparência. A lição de McLuhan, segundo a qual “o medium é a mensagem”,
encontra aqui a sua mais eloquente significação: a cultura do jornal nascida no
século XIX desapareceu quando o suporte mudou. A extinção quase completa do
jornal impresso, a substituição do gesto de “abrir o jornal” pelo gesto de
“imersão no smartphone” (não se diz “abrir o smartphone”, na verdade ele
raramente está fechado), implica uma outra relação com o tempo e com o espaço.
E o ambiente digital deixa traços sociais e psíquicos diferentes dos que
caracterizam a cultura impressa. Entrámos numa nova época dos afectos e a
rápida digestão do jornal no ecrã mergulha-nos numa total reconfiguração
daquilo a que Yves Citton chamou médiarchie, “mediarquia”.
É interessante verificar que a sensibilidade mediática que me levou a olhar
para o homem que lia o jornal no metro como se fosse uma raridade não é a mesma
dos chamados “nativos digitais”. Esta sensibilidade de quem atravessou uma
história dos media que na escala do tempo histórico é curtíssima, mas na escala
das transformações visíveis é longuíssima, incita-me à análise das
manifestações de superfície da época, fiel à lição de Kracauer, segundo a qual
essas manifestações ajudam-nos muito mais a determinar o lugar que a época
assume no processo histórico do que todos os juízos e interpretações que ela
constrói de si própria. Uma época, ensinou-nos Kracauer, pode ser interpretada
através dos seus sonhos colectivos, que se desenrolam de olhos abertos. E, no
metro, vi bem que o modo como aquele homem abria os olhos para ler o seu
jornal-papel era muito diferente do modo como os outros passageiros olhavam
para os seus ecrãs. A esses dois olhares correspondem dois sonhos e duas
civilizações diferentes. É muito interessante ter vivido numa época de
transição.»
quarta-feira, 29 de julho de 2026
O OUTRO LADO DAS ESTANTES
O Que a Censura Cortou
José Pedro
Castanheira
Prefácio:
Francisco Pinto Balsemão
Capa: Rui
Guerra
Expresso,
Lisboa Abril de 2009
“Politicamente só existe o que o público
sabe que existe»
António de Oliveira Salazar, 1933
“Sem censura, o salazarismo não duraria
um mês”
domingo, 28 de junho de 2026
SOLTAS
De
blogue em blogue, encontro no Bicho Ruim a fotografia e a respectiva legenda:
«A capa de hoje d' O
Diabo foi feita de propósito para os arquivos Ephemera. O José Pacheco
Pereira deve andar aos pulos de contente.»
1.
Faturação dos
hospitais privados cresce para valor recorde em 2025: 2 790 milhões de euros.
2.
Lido em Página Um
«Luís Delgado tentou
travar um novo processo na Justiça por dívidas da Trust in News ao Fisco, mas
apenas conseguiu adiar o inevitável. Os três gerentes da dona da Visão vão, de
novo, sentar-se no banco dos réus e arriscam ser condenados a pena de prisão
efectiva. Em causa, uma dívida de 1,2 milhões de euros em prestações de IVA não
entregues às Finanças entre 2021 e 2023.»
3.
Actualmente a esperança de vida à nascença em Portugal é de 81,8 anos, um aumento de 1,28 anos na última década,
4.
A Meo
solicitou ao Governo o estatuto de empresa em reestruturação, um passo que
facilita a rescisão de contratos com os trabalhadores, já que permite ir além
das quotas legalmente previstas nas saídas por mútuo acordo com atribuição de
subsídio de desemprego. O estatuto foi concedido até ao fim deste mês e a
empresa conta fechar 1200 saídas por via de acordo até ao fim do ano.
5.
Julian Barnes olha para o fim da vida com a serenidade de quem se cumpriu – “Pisei todas as massas de terra firme, exceto as congeladas. Por isso, prefiro voltar a vaguear pelas vilas e cidades europeias, observar o mar a partir da segurança de uma esplanada e as montanhas nevadas de uma distância em que não sinta frio” – e, por isso, recusa a derrota: “o obituário “Morreu depois de uma prolongada e corajosa luta contra o cancro” deveria ser substituído por “Morreu depois de uma prolongada e corajosa luta que o cancro manteve com ele”.
quinta-feira, 21 de maio de 2026
DIÁRIO DE LISBOA-JUVENIL (1957-1970)
Com a então chamada «primavera marcelista», o Diário de Lisboa-Juvenil fechou taipais.
O ditador
entendia que já lhe bastava um Castrim, quanto mais muitos castrinzinhos.
O Mário
Castrim chegou a dizer antes castrinzinhos que castradozinhos!
O Juvenil
publicou-se de 1967 a 1970.
Talvez um dia
se faça a história daquela cantera de poetas, que o pasquim fascista Diário
da Manhã chamava o Konsommolskaya das Terças-Feiras, romancistas,
actores de teatro/cinema, jornalistas, apresentadores de televisão, deputados,
ministros, um primeiro-ministro e entidades abstractas, como eu, que não deram
em nada.
Numa viagem,
não exaustiva, permite-se citar:
Fernando
Guerreiro
José Mariano
Gago
Luís Filipe
Castro Mendes
Maria Elisa
Jaime Rocha
Fernandes
Jorge
Joaquim
Manuel Magalhães,
Franco
Alexandre
Helder Moura
Pinheiro
Maria do Céu
Guerra
Durão Barroso
Casimiro de
Brito
Nelson de
Matos
José Pacheco
Pereira
Cáceres
Monteiro
Nicolau Saião
A.M. Pires
Cabral
José Freire
Antunes
Hélia Correia
João
Bonifácio Serra
José
Agostinho Baptista
Diana
Andringa
Jorge Silva
Melo
Eduardo Prado
Coelho
Eduarda
Dionísio
Alice Vieira
José Jorge
Letria
Luís Miranda
Rocha
João Mendes
Nuno Júdice
Maria Leonor
Xavier
Tito Lívio
Helder Pinho
Hugo Beja
Torquato da
Luz
Paulo da
Cunha Leão
Rui Nunes
José de
Matos-Cruz
José António
Saraiva
Legenda: imagem da Hemeroteca
quarta-feira, 20 de maio de 2026
sábado, 21 de março de 2026
À LUPA
Entre 2015 e 2025, segundo a APCT, a circulação do PÚBLICO em papel caiu de 40.890 para 8817; a do Expresso baixou de 75.860 para 31.872. No online, o Público subiu de 11.588 para 54.869 e o Expresso aumentou de 15.522 para 51.184.
terça-feira, 10 de fevereiro de 2026
OLHAR AS CAPAS
Visão
Vários
jornalistas em luta pelo direito a informar
Nº 1718
5/2 a 11/2/2026
Capa: André
Carrilho
«O primeiro-ministro não se tem dado bem com as
comunicações em tempos de tragédia e acaba por dizer as coisas erradas na hora
errada. No mês passado, quando várias pessoas morrerem à espera de ambulância,
chamou-lhe “percepção de caos”. Agora, depois de dar as condolências às “famílias
daqueles que não evitaram a trágica consequência de perder a vida” – como aquelas
pessoas que se enganam e dão os parabéns num funeral -, acabou por dizer que “foi
feito aquilo que era possível fazer para prevenir e colocar todas as forças em
prontidão atempadamente para enfrentar uma adversidade que não era antecipável
por ninguém”. Mas foi antecipada, sim, a protecção civil até enviou SMS aos
cidadãos. Talvez Leitão Amaro. Ministro da presidência, possa esclarecer
melhor, ele que esteve de mangas arregaçadas num gabinete de crise a deixar-se
filmar para as redes sociais.»
COISAS EXTINTAS OU EM VIAS DE...
É
uma constante dos dias, ouvirmos que os
jornais vão acabar.
Os
tempos estão muito difíceis: quase ninguém compra, lê jornais. Está tudo na
net.
No
sábado, o tempo estava tempestuoso, e nos poucos quiosques que conseguir atingir,
o Público já não havia.
- Eles mandam cada vez
menos jornais…
Foi
o que ouvi no último quiosque a que cheguei.
sexta-feira, 30 de janeiro de 2026
LIVROS AUTOGRAFADOS
É
vulgar os escritores queixarem-se que as editoras que lhe publicam, atribuem um pequeníssimo
número de exemplares das obras destinados a ofertas.
Para
as muitas ofertas que têm que fazer a amigos e familiares têm que comprar os
livros.
Torna-se
estranho, que sabendo-se das queixas dos escritores, João Gaspar Simões que
nunca terá sido um salazarista, quando publicou o seu livro Crítica em
1942, tempos de ditadura, tenha oferecido um exemplar do livro à redacão do jornal A
Voz, jornal católico, monárquico, ultra-salzarista, «o jornal diário de maior publicação em Portugal», dirigido por
Pedro Correia Marques.
Autor
do editorial, que intitulava «Das Ideias e dos Factos», muitas vezes, quase em
fecho do jornal, ouvia Emídio Navarro, chefe de redacção:
- Então Sr. Correia Marques, hoje não há ideias?
domingo, 25 de janeiro de 2026
OS ITINERÁRIOS DO EDUARDO
O Eduardo foi poeta e um homem de jornais.
Sempre.
Em 1975 esteve na Guiné-Bissau a escrever, a ensinar, experiência que deixou, Outubro de 1975, em artigos publicados na Vida Mundial. Ele que já antes dissera que tinha muito para aprender neste negócio dos jornais:
«Por entre sorrisos de
acolhimento e de chalaça alinhavo a prosa jornalística, obviamente
sintética. Entrego-me receptivo, à espera
das notícias. Rápidas e maduras escorregam-me das mão se, às tantas, com medo que
se quebrem, os meus joelhos unem-se e as
amparo. Grávido pareço. Presunção? Talvez não. De água benta nem sei. Apenas águas
das cheias em telex. Ah!, prosa, prosa! Danada me saíste por essas linhas fora. Não sei que te fazer
para sacudir de ti tanto lirismo que em ganga se move entre os linguados. O solo
lusitano tinge as mãos e o sol inexistente do solstício violenta-me de turismo.
Levanto me simpático. Rabisco umas ternuras. O Ribatejo inteiro é um oceano! Que
tirada, ó poeta! E as notícias? Mobilizo recursos que nem sei onde metê-los. Encaixa
poeta, encaixa! Tens muito que aprender neste negócio.»
segunda-feira, 12 de janeiro de 2026
CONVERSANDO
O mundo dos comentários nos jornais é um ambiente nada higiénico, mesmo pantanoso.
Creio
que se eles fossem eliminados logo surgiria a gritaria histérica de estarem a
coartar a liberdade do leitor.
Onde
a democracia?, perguntariam.
Reconheço
a utilidade dos comentários, do trocar impressões, ideias, rectificar
afirmações expressas nos artigos que se leram.
Mas
raramente atingem estas plataformas de bom senso e dá a ideia de que gente
boçal, ignorante, ressabiada se junta por ali para a ofensa, a vingança, sei lá
mais o quê.
Terá
que haver uma certa vigilância, como, eventualmente acontece nas Cartas ao
Director.
Algo
nada fácil, diga-se.
E então, como fazer?!
sábado, 10 de janeiro de 2026
OLHAR AS CAPAS
A Censura e as Leis de Imprensa
Alberto Arons de
Carvalho
Capa: Acácio
Santos
Colecção: Que
País nº 3
Editora Seara
Nova, Lisboa, Outubro de 1973
Alguma imprensa sindical e um pequeno número de
jornais regionais são excepção a este panorama. Muito mais dependentes dos
leitores do que dos anunciantes, esses órgãos (Notícias da Amadora, Comércio do Funchal, Jornal do Fundão, Jornal do
Centro, Opinião, etc.) têm procurado e conseguido uma qualidade pouco comum
na imprensa portuguesa. O facto de serem jornais de opinião conferiu-lhes, por
outro lao, um público que será tanto mais fiel quanto mais se acentuar a
progressiva estandardização da imprensa diária. Dependentes, em última análise,
da conjuntura política do momento, sendo extremamente crítica a sua posição em
relação ao regime, esses órgãos constituirão, por outro lado, um importante elemento
de crítica em relação à própria imprensa diária.
COISAS EXTINTAS OU EM VIAS DE...
Nunca fui um regular atento leitor da Visão.
Frequentei-a
enquanto por lá, António Lobo Antunes publicava algumas das suas Crónicas.
Deixei
a revista de vez, quando um oportunista chamado Luís Delgado a adquiriu a
Francisco Pinto Balsemão. Calculei o que iria acontecer.
Comprei
a Edição Especial saída para as bancas na passada 5ª feira.
Não
gosto de ver morrer jornais, revistas.
A
Visão está a ser feita em casa dos 12 jornalistas que não a querem ver
morrer.
A
redacção actual da Visão quer continuar a fazer a revista. Estão
a fazê-la em teletrabalho desde 1 de Agosto de 2025, mediante requerimento
apresentado em tribunal, após liquidação da empresa detentora do título, e tem
vários salários em atraso.
Precisam
de dinheiro para comprar o título e manter a sua publicação
«Temos um plano de negócios, prudente e realista, com um horizonte a 10 anos, que demonstra que a Visão é financeiramente sustentável com as receitas que gera».
Sempre
que sair, serei um comprador da revista Visão para que jornais e
revistas não se extingam.
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