É
vulgar os escritores queixarem-se que as editoras que lhe publicam, atribuem um pequeníssimo
número de exemplares das obras destinados a ofertas.
Para
as muitas ofertas que têm que fazer a amigos e familiares têm que comprar os
livros.
Torna-se
estranho, que sabendo-se das queixas dos escritores, João Gaspar Simões que
nunca terá sido um salazarista, quando publicou o seu livro Crítica em
1942, tempos de ditadura, tenha oferecido um exemplar do livro à redacão do jornal A
Voz, jornal católico, monárquico, ultra-salzarista, «o jornal diário de maior publicação em Portugal», dirigido por
Pedro Correia Marques.
Autor
do editorial, que intitulava «Das Ideias e dos Factos», muitas vezes, quase em
fecho do jornal, ouvia Emídio Navarro, chefe de redacção:
- Então Sr. Correia Marques, hoje não há ideias?
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