domingo, 25 de janeiro de 2026

MÚSICA PELA MANHÃ

As gentes «daquela coisa, perigosamente, entraram num caminho que pretende fazer o regresso do país aos terríveis e negros tempos que vivemos antes do 25 de Abril.

«Na Assembleia Municipal de Lisboa de 13 de Janeiro de 2026, a deputada municipal do Chega, Margarida Bentes Penedo, demonstrou ter muitas, mesmo muitas, dúvidas sobre a linha artística do Teatro do Bairro Alto (TBA). Demonstrou também simpatizar com apenas um artista em Portugal, (o fadista João Braga), que gostaria de ver integrado na agenda cultural da cidade.»

Pedro Adão e Silva, hoje no Público, escreve que estas gentes, para além de outros atropelos, pretendem «Para defender a cultura diabolicamente nova
A premissa de que há uma "cultura de esquerda" que deve ser substituída por uma "cultura de direita" é perigosa. As políticas culturais devem garantir a variedade da oferta, sem interferência política nos conteúdos da programação; assegurar que há espaço para tudo e criar oportunidades para os artistas e as propostas emergentes. A cultura é um espaço de representação, mas também o lugar onde devemos esperar inovação. Sem essa margem para transgredir, as nossas sociedades ficam condenadas ao imobilismo.»

Uma sondagem da Universidade Católica mostra que, no próximo dia 8 e Fevereiro, António José Seguro obtém 70% de votos contra 30% do presidente «daquela coisa».

O perigo destes números é a existência de eleitores que poderão pensar que o vencedor está encontrado e já não será necessário ir votar.

Lembrar que a abstenção é uma atitude que, poderá não lhe dar a vitória, mas favorece os desígnios do presidente «daquela coisa».

Por isso, a música da manhã de hoje, leva-nos para o poema de  António Gedeão que deu uma canção de Manuel Freire.

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