Virás de manto realmente novo
Entre searas ardentes e
mãos puras?
Poderemos enfim
chamar-te novo,
Ano novo entre as tuas
criaturas?
Deceparás enfim as mãos
tiranas?
Será feita, enfim,
nossa vontade?
Eu queria acreditar,
vozes humanas,
Acreditar em ti, deus
da verdade!
Como eu queria
trazer-te a este mundo
(Mas onde te
escondeste? Desde quando?)
Ó deus livre, sem
espinhos, ó fecundo
Senhor do fogo alegre e
não do pranto!
Ó ano novo, a minha
esperança é cega.
Transforma em luz a
nossa própria treva.
Alberto
de Lacerda em Exílio
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