O debate de ontem nas televisões ajudou a concluir que o presidente «daquela coisa» não é flor que se cheire e que não basta António José Seguro vencer a 2ª volta das presidenciais, é muito importante que ninguém fique em casa e demonstre nas urnas que «aquela coisa» não pode continuar a ofender, a criar cenas de ódio, a desestabilizar um país, já em si tão frágil.
É importante reconhecer, apesar de tudo, a importância do momento que vivemos, representa a necessidade de lutar para que as a esperança em tempos melhores não morra de vez.
Tal como se pode ler na Antologia do Esquecimento:
«Ventura
acha que está no caminho certo porque estão todos contra ele. Na verdade, não
estão todos contra ele. Mais de 1 milhão de palermas votaram nele. Ele próprio,
nas eleições anteriores em que foi candidato, todas e mais algumas, tem vindo a
gabar-se de arrasar com este e com aquele porque os portugueses estão do seu
lado. Ora, há nesta lógica propagandística uma contradição que não é de
admirar. Ventura diz e desdiz a cada hora que passa. O que me parece
interessante, desde já, sublinhar é a importância de estarmos todos contra as
pragas de ratos, independentemente do caminho que elas sigam. O discurso dos
estão todos contra mim é ainda interessante por vir de um bully que
passa a vida a estar contra tudo e todos, nomeadamente o PSD e PS, que ele faz
equivaler em cartazes sobre corrupção, ou os ciganos, assim generalizados como
se no interior da comunidade não houvesse tanta gente diferente. Ventura está
constantemente a pôr-se no centro do mundo, as televisões ajudam. Também por
isto é tão importante ir votar contra ele, para que finalmente ele perceba que
os que estão com ele não são assim tantos como ele apregoa. O que está em causa
nas próximas eleições não é a direita versus a esquerda, é indecência versus a
decência, não é o socialismo versus as democracias liberais, é o respeito pela
Constituição da República versus o desrespeito por uma Constituição que se
pretende mudar para favorecer elites contra os direitos de todos, o que está em
causa não é 52 anos de corrupção versus três Salazares para acabar com a mama,
é a possibilidade de o país continuar a progredir versus um cheque em branco
aos pardais das mamadas.»

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