1.
Após
os Estados Unidos lançarem ataques aéreos e uma operação na Venezuela que
resultou na prisão de Maduro, Corina Machado disse à Fox News que queria
partilhar o prémio com Trump em nome do povo venezuelano:
«O
que ele fez é histórico. É um passo enorme rumo a uma transição democrática.»
Questionado
se aceitaria partilhar o Prémio Nobel da Paz com Corina Machado, Trump, disse:
«Seria uma grande honra».
O
Instituto Nobel da Noruega esclareceu entretanto que María Corina Machado não
pode doar o Nobel da Paz ao presidente dos Estados Unidos, como afirmou ser sua
intenção, nem a qualquer outra pessoa.
«Uma
vez anunciado, o Prémio Nobel da Paz não pode ser revogado, transferido ou
partilhado com terceiros», afirmou o instituto.
«A decisão é final e irrevogável», acrescentou.
2.
Donald
Trump instou este domingo Cuba a "fazer um acordo" ou enfrentar as
consequências, alertando que o fluxo de petróleo e dinheiro venezuelanos será
interrompido.
O
presidente dos Estados Unidos tem voltado a sua atenção para Cuba desde que as
forças americanas prenderam o líder venezuelano Nicolás Maduro.
O
Departamento de Estado dos Estados Unidos recomendou este sábado aos cidadãos
norte-americanos para não viajarem para a Venezuela e aos que já se encontram
no país que "o abandonem imediatamente", devido a uma situação de
segurança considerada "instável".
"Há informações de que grupos de milícias armadas, conhecidos como
coletivos, estão a montar bloqueios nas estradas e a revistar veículos em busca
de provas de cidadania norte-americana ou de apoio aos Estados Unidos",
escreveu o Departamento de Estado.
3.
Com Donald Trump e os seus acólitos, preocupados com o que farão com a Gronelândia e um provável ataque militar norte-americano a Teerão para evitar o clima de terror, violência e morte que assola o país, o que se passa na Venezuela vai caindo num preocupante silêncio.
4.
«Donald Trump, apelou nesta terça-feira aos iranianos para que continuem a Públicoprotestar e afirmou, sem fornecer pormenores, que a ajuda está a caminho, uma indicação de que poderá ter posto de parte a pressão diplomática e optado por uma acção militar contra o regime de Teerão.
Numa altura em que o número de mortes causado pela repressão aos protestos, os maiores registados no país em três anos, poderá ascender aos milhares, Trump utilizou a sua plataforma favorita, a Truth Social, para dizer que cancelou todas as reuniões com o Governo iraniano até que acabe a “matança sem sentido” de manifestantes.»
Público

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