terça-feira, 13 de janeiro de 2026

VENEZUELA: OS DIAS SEGUINTES


 1.

Após os Estados Unidos lançarem ataques aéreos e uma operação na Venezuela que resultou na prisão de Maduro, Corina Machado disse à Fox News que queria partilhar o prémio com Trump em nome do povo venezuelano:

«O que ele fez é histórico. É um passo enorme rumo a uma transição democrática.»

Questionado se aceitaria partilhar o Prémio Nobel da Paz com Corina Machado, Trump, disse: «Seria uma grande honra».

O Instituto Nobel da Noruega esclareceu entretanto que María Corina Machado não pode doar o Nobel da Paz ao presidente dos Estados Unidos, como afirmou ser sua intenção, nem a qualquer outra pessoa.

«Uma vez anunciado, o Prémio Nobel da Paz não pode ser revogado, transferido ou partilhado com terceiros», afirmou o instituto.

«A decisão é final e irrevogável», acrescentou.

2.

Donald Trump instou este domingo Cuba a "fazer um acordo" ou enfrentar as consequências, alertando que o fluxo de petróleo e dinheiro venezuelanos será interrompido.

O presidente dos Estados Unidos tem voltado a sua atenção para Cuba desde que as forças americanas prenderam o líder venezuelano Nicolás Maduro.

O Departamento de Estado dos Estados Unidos recomendou este sábado aos cidadãos norte-americanos para não viajarem para a Venezuela e aos que já se encontram no país que "o abandonem imediatamente", devido a uma situação de segurança considerada "instável".

"Há informações de que grupos de milícias armadas, conhecidos como coletivos, estão a montar bloqueios nas estradas e a revistar veículos em busca de provas de cidadania norte-americana ou de apoio aos Estados Unidos"
, escreveu o Departamento de Estado.

3.

Com Donald Trump e os seus acólitos, preocupados com o que farão com a Gronelândia e um provável ataque militar norte-americano a Teerão para evitar o clima de terror, violência e morte que assola o país, o que se passa na Venezuela vai caindo num preocupante silêncio.

4.

«Donald Trump, apelou nesta terça-feira aos iranianos para que continuem a Públicoprotestar e afirmou, sem fornecer pormenores, que a ajuda está a caminho, uma indicação de que poderá ter posto de parte a pressão diplomática e optado por uma acção militar contra o regime de Teerão.

Numa altura em que o número de mortes causado pela repressão aos protestos, os maiores registados no país em três anos, poderá ascender aos milhares, Trump utilizou a sua plataforma favorita, a Truth Social, para dizer que cancelou todas as reuniões com o Governo iraniano até que acabe a “matança sem sentido” de manifestantes.»

Público

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