domingo, 25 de janeiro de 2026

OS ITINERÁRIOS DO EDUARDO


O Eduardo foi um homem de jornais. 

Sempre. 

Em 1975 esteve na Guiné-Bissau a escrever, a ensinar, experiência que deixou, Outubro de 1975,  em artigos publicados na Vida Mundial. Ele que já antes dissera que tinha muito para aprender neste negócio dos jornais:

«Por entre sorrisos de acolhimento e de chalaça alinhavo a prosa jornalística, obviamente sintética. Entrego-me receptivo,  à espera das notícias. Rápidas e maduras escorregam-me das mão se, às tantas, com medo que se quebrem,  os meus joelhos unem-se e as amparo. Grávido pareço. Presunção? Talvez não. De água benta nem sei. Apenas águas das cheias em telex. Ah!, prosa, prosa! Danada me  saíste por essas linhas fora. Não sei que te fazer para sacudir de ti tanto lirismo que em ganga se move entre os linguados. O solo lusitano tinge as mãos e o sol inexistente do solstício violenta-me de turismo. Levanto me simpático. Rabisco umas ternuras. O Ribatejo inteiro é um oceano! Que tirada, ó poeta! E as notícias? Mobilizo recursos que nem sei onde metê-los. Encaixa poeta, encaixa! Tens muito que aprender neste negócio.»

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