O Eduardo foi um homem de jornais.
Sempre.
Em 1975 esteve na Guiné-Bissau a escrever, a ensinar, experiência que deixou, Outubro de 1975, em artigos publicados na Vida Mundial. Ele que já antes dissera que tinha muito para aprender neste negócio dos jornais:
«Por entre sorrisos de
acolhimento e de chalaça alinhavo a prosa jornalística, obviamente
sintética. Entrego-me receptivo, à espera
das notícias. Rápidas e maduras escorregam-me das mão se, às tantas, com medo que
se quebrem, os meus joelhos unem-se e as
amparo. Grávido pareço. Presunção? Talvez não. De água benta nem sei. Apenas águas
das cheias em telex. Ah!, prosa, prosa! Danada me saíste por essas linhas fora. Não sei que te fazer
para sacudir de ti tanto lirismo que em ganga se move entre os linguados. O solo
lusitano tinge as mãos e o sol inexistente do solstício violenta-me de turismo.
Levanto me simpático. Rabisco umas ternuras. O Ribatejo inteiro é um oceano! Que
tirada, ó poeta! E as notícias? Mobilizo recursos que nem sei onde metê-los. Encaixa
poeta, encaixa! Tens muito que aprender neste negócio.»

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