Chama-se Luís o gato do terceiro
e é companheiro de um
mestre filósofo.
Em madrugadas altas há
por vezes sobressalto,
quando o bichano acorda
mal disposto.
O professor, sábio
também
em jogos de paciência,
acalma
o animal e já o
mima. Trata-se,
vendo bem, de outra
ciência,
tão difícil de
conseguir como
um estudo de
Pessoa. Chama-se Agostinho
da Silva, o do
terceiro, e tem um gato
com quem, à vontade,
discreteia.
Luís, discípulo,
ronrona baixinho.
Tudo vai bem, assim, no
sete desta rua.
Eduardo Guerra Carneiro em Contra a Corrente.
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