Estrada
Manuel Mendes
Capa: Manuel
Ribeiro de Pavia
Colecção
Contos e Novelas
Sociedade de
Expansão Cultural, Lisboa, Outubro 1952
Manuel Mendes
Capa: Manuel
Ribeiro de Pavia
Colecção
Contos e Novelas
Sociedade de
Expansão Cultural, Lisboa, Outubro 1952
Minas de San Francisco
Fernando Namora
Capa: Manuel Ribeiro
de Pavia
Editorial Inquérito.
Lisboa, Dezembro de 1952
Com os ventos de Espanha, corria agora a notícia de um achado de oiro
negro, escondido nas rochas, saltando dos rasgões das enxadas, que enriquecia
os miseráveis de um dia para o outro. Eram pedras negras que rendiam oiro, lá
longe, onde apareciam estrangeiros que compravam terrenos áridos e os furavam
como toupeiras, empreitando camponeses, pagando jornas de loucura.
Todos os princípios
são difíceis, e os assuntos delicados ainda mais.
Quando os assuntos têm que ser tratados com pinças, há que inventar um abrir de prosa.
Lembrei-me de algo que Vitorino Magalhães Godinho disse em Outubro de 1974, citado por José- Augusto França nas suas Memórias:
«Num tão longo regime totalitário, quer se queira quer não, todos estiveram comprometidos. Salvo raras excepções em casos de sacrifício merecedores de respeito e de rendida homenagem, a grande maioria teve de acomodar-se. Viver…»
Volto a lembrar o que,
aqui, já deixei escrito:
Mas isso era o Mário-Henrique Leiria, um louco genial, e não podemos exigir que todos fossem, ou sejam, como ele.
O meu pai foi
funcionário do S.N.I. para a parte gráfica das suas publicações.
Sempre que saia uma qualquer
das publicações do S.N.I., livros, revistas, catálogos, etc., levava um
exemplar para casa. Isto durante anos a fio. Tudo se foi acumulando e começou a
faltar espaço para acondicionar outros livros.
Ao tempo, rumores-cor-de-rosa, dão a jornalista francesa como uma paixão assolapada pelo Botas de Santa Comba, e vice-versa, ao ponto de se ter divorciado.
Pelos anos 80, comprei o livro editado por Fernando Pereira, mas sem as fotografias do pide Casaco, o que faz alguma diferença.