Uma mão – de quem?,
a pele azul, as unhas
vermelhas,
segura uma paleta.
Quero ser uma cara, diz
a paleta.
E a mão converte-se em
espelho
e no espelho aparecem
teus olhos
e teus olhos tornam-se
árvores, nuvens, colinas.
Um carreiro serpeia entre
a fila dupla
das insinuações e
alusões.
Por esse carreiro chego
à tua boca,
fonte de verdades
recém-nascidas.
Octavio
Paz
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