A Taça de Portugal
sempre foi uma enorme festa.
Seria mais se
a Federação, ao longo dos anos, não inventasse uns esquemas que têm o finalmente
de colocar as grandes equipas na final.
O correcto
espírito da Taça estaria no facto de logo na primeira eliminatória estarem
presentes TODAS as equipas de Portugal.
Não é bem
assim.
Mas este ano
as coisas saíram furadas aos experts da Federação.
Pela primeira vez, uma equipa de um escalão secundário venceu a Taça.
Como se lê no
blogue «zero-zero» pela pena de Guilherme Terras Marques:
«Talvez seja precisamente essa mistura
entre o sonho e a ausência de medo que tenha tornado esta equipa tão perigosa. No
final, Luís Tralhão dizia que a maior força do Torriense foi «a capacidade de
perceber que podia ganhar o jogo». Talvez essa frase explique tudo. Quando uma
equipa acredita assim durante tanto tempo, talvez deixe mesmo de existir espaço
para chamar acaso a uma conquista histórica.»
Legenda: fotografia de Luís Moreira no «zero-zero».

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