Terá sido no
decorrer do campeonato do Mundo de 1990, realizado em Itália, na final a
Alemanha ganhou por 1 a 0 à Argentina, que o final da ópera Tarandot de Giacomo Puccini, cantado por Luciano
Pavarotti se tornou popular.
«A Princesa
Turandot, filha do Imperador Altum da China, odeia todos os homens, e jura que
jamais se entregará a nenhum deles; isto devido a um fato ocorrido na família
imperial que a traumatizou para sempre: o estupro e assassinato da princesa
Lo-u-Ling, quando os tártaros invadiram e conquistaram a China. Seu pai, porém,
exige que ela se case, por razões dinásticas, e para respeitar as tradições
chinesas. A princesa concorda; porém, com uma condição: ela proporá três
enigmas a todos os candidatos, que arriscarão a própria cabeça se não acertarem
todos os três, e somente se casará com aquele que decifrar todas as três
duríssimas charadas. A crueldade e frieza da princesa não fazem mais do que
atiçar a paixão do Príncipe Desconhecido, filho do deposto rei dos tártaros,
que decide arriscar a própria vida para conseguir a mão da orgulhosa princesa.
Ele consegue, após a derrota de todos os outros candidatos, até porque é o
único que compartilha da natureza sádica e egoísta da princesa, sendo capaz de
entendê-la.»
Ninguém durma! Ninguém durma!
Nem mesmo tu, ó Princesa,
No teu quarto frio,
Olhas para as estrelas
Que tremem de amor
E de esperança!
Mas o meu segredo está guardado em mim,
O meu nome ninguém saberá!
Não, não, na tua boca eu o direi,
Quando a luz brilhar!
E o meu beijo derreterá
O silêncio que te faz minha!
(Coro: O nome dele ninguém saberá! E nós
teremos, ai de nós, que morrer!)
Desaparece, ó noite!
Esvaneçam, estrelas!
Esvaneçam, estrelas!
Ao alvorecer vencerei!
Vencerei! Vencerei!

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