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quinta-feira, 23 de abril de 2026

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Causas da Decadência dos Povos Peninsulares

Antero de Quental

Colecção Tempo Social nº 15

Capa: Mário Andrade

Padrões Culturais Editora, Lisboa, Novembro de 2011

Finalmente, do espírito guerreiro da nação conquistadora, herdámos um invencível horror ao trabalho e um íntimo desprezo pela indústria. Os netos dos conquistadores de dois mundos podem, sem desonra, consumir no ócio o tempo e a fortuna, ou mendigar pelas secretarias um emprego: o que não podem, sem indignidade, é trabalhar! Uma fábrica, uma oficina, uma exploração agrícola ou mineira, são coisas impróprias da nossa fidalguia.

segunda-feira, 10 de março de 2025

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Páginas Dispersas

Antero de Quental

Edição organizada por Ruy Belo

Capa: O. Pinto

Colecção de Literatura e Crítica nº 7

Editorial Presença, Lisboa 1966

Recebi a tua melancólica carta. Eu, no meio desta sociedade, da qual por assim dizer me exilei voluntariamente, é quase como se não existisse.

 De uma carta, 1885, de Antero a Eduardo de Almeida Andrade.

domingo, 7 de abril de 2024

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Antera do Quental

Hernâni Cidade

Colecção A Obra e o Homem nº10

Editora Arcádia. Lisboa s/d

Quanto de essencial se sabe da sua vida, tem em sua obra projecção que o implica, se não explicita. Sua  vida espiritual mais profunda simultaneamente se expandia em pensamento, sentimento e acção, e a pena era o sismógrafo que captava tosa essa subterrânea ou exterior vibração, quer para o surto lírico, quer para o comentário crítico ou doutrinação cultural e social.

sábado, 21 de outubro de 2023

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Odes Elementares

Antero de Quental

Organização, Prefácio e Notas: António Sérgi

Edição de Couto Martins, Lisboa 1952

Justitia Mater

Nas florestas solenes há o culto
Da eterna, íntima força primitiva:
Na serra, o grito audaz da alma cativa,
Do coração, em seu combate inulto:

No espaço constelado passa o vulto
Do inominado Alguém, que os sóis aviva:
No mar ouve-se a voz grave e aflitiva
D'um deus que luta, poderoso e inculto.

Mas nas negras cidades, onde solta
Se ergue, de sangue medida, a revolta,
Como incêndio que um vento bravo atiça,

Há mais alta missão, mais alta glória:
O combater, à grande luz da história,
Os combates eternos da Justiça!

terça-feira, 26 de setembro de 2023

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Antero de Quental

Victor de Sá

Capa: A. Campos Matos

Edição do Autor, Braga, 1963

Antero de Quental. A austeridade, a força moral que irradia do seu viver. A auréola de santo com que Eça o consagrou. O rebelde. O apostrofador dos poderosos da terra. O pregador da «revolução». O derrubador de ídolos. O apóstolo de uma sociedade. O republicano. O socialista. O militante. O doutrinador. O filósofo. O místico. O dramatismo de uma existência. A transcendência metafísica dos seus sonetos. O desespero de um suicídio… 

terça-feira, 31 de março de 2020

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Sonetos

Antero de Quental
Edição organizada, prefaciada e anotada por António Sérgio
Colecção Clássicos Sá da Costa
Livraria Sá da Costa Editora, Lisboa, 1963

                         A Germano Meireles

Só males são reais, só dor existe:
Prazeres só os gera a fantasia;
Em nada[, um] imaginar, o bem consiste,
Anda o mal em cada hora e instante e dia.

Se buscamos o que é, o que devia
Por natureza ser não nos assiste;
Se fiamos num bem, que a mente cria,
Que outro remédio há [aí] senão ser triste?

Oh! Quem tanto pudera que passasse
A vida em sonhos só. E nada vira...
Mas, no que se não vê, labor perdido!

Quem fora tão ditoso que olvidasse...
Mas nem seu mal com ele então dormira,
Que sempre o mal pior é ter nascido!