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sexta-feira, 24 de novembro de 2023

COMPREENSÃO

Os anos da minha juventude, a minha vida de prazer –

que claramente vejo agora o seu sentido.

 

Que inúteis remorsos, que estéreis…

 

Mas não via o sentido nessa altura.

 

Em meio à minha dissoluta vida jovem

ia tomando forma a minha poesia,

ia-se desenhando o contorno da minha arte.

 

Por isso nunca houve firmes arrependimentos.

E as decisões de me dominar, de mudar

duravam duas semanas se tanto.

 

Konstantinos Kaváfis, tradução de Manuel Resende,

poema copiado do livro Lisboa Cliché de Daniel Blaufuks

sábado, 30 de maio de 2015

AS JANELAS


Nestas salas escuras, onde vou passando
dias pesados, para cá e para lá ando
à descoberta das janelas ─ Uma janela
quando abrir será uma consolação.
Mas as janelas não se descobrem, ou não hei-de conseguir
descobri-las. E é melhor talvez não as descobrir.
Talvez a luz seja uma nova subjugação.
Quem sabe que novas coisas nos mostrará ela.


Konstantínos Kaváfis