Mostrar mensagens com a etiqueta Raul Proença. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Raul Proença. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 19 de agosto de 2026

OLHAR AS CAPAS

Guia de Portugal

Raúl Proença

1º Volume

Generalidades, Lisboa e Arredores

Apresentação e Notas de Sant’Anna Dionísio

Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa, Fevereiro de 1983

Lisboa é servida por 108,5 Km de linhas eléctricas, que ligam os principais pontos da cidade, e são explorados pela Comp.ª Carris de Ferro de Lisboa. Os carros são asseados e confortáveis, alguns deles fechados e com assentos cómodos assentos de junco, mas em número hoje insuficiente para as necessidades da população.

quarta-feira, 4 de março de 2026

OLHAR AS CAPAS

 

A Águia

N.º 52, 53, 54 – Abril, Maio e Junho de 1916

Director: Teixeira de Pascoaes

Teófilo Braga, Gomes Leal, Raul Proença, Jaime Cortesão, Marcelino Mesquita, João de Barros, Leonardo Coimbra, Augusto de Castro,  Augusto Gil, Augusto Casimiro, entre outros

Renascença Gráfica, Porto



sexta-feira, 19 de julho de 2024

O OUTRO LADO DAS CAPAS


Houve um tempo em o Ministério da Cultura, com o apoio da Direcção-Geral da Comunicação Social, se dedicou a reunir e a publicar obras dos nosso intelectuais e políticos. O caso desta Antologia, em 2 volumes, da obra de Raul Proença é um exemplo que, durante o declínio do regime republicano foi mestre de toda uma geração de intelectuais, mais do que António Sérgio.

Raul Proença nasceu nas Caldas da Rainha no dia 19 de Maio de 1884 e morreu no Porto no dia 29 de Maio de 1941.

Foi uma figura maior do pensamento político no primeiro quartel do século XX. Trabalhou como bibliotecário da Biblioteca Nacional de Lisboa desde 1911, onde colaborou com Jaime Cortesão e, escreveu grande parte dos textos do Guia de Portugal, mas acima de tudo, faz parte do grupo fundador da Seara Nova de que foi director.

José Gomes Ferreira, no seu livro A Memória das Palavras, lembra a alegria da saída do 1º número da Seara Nova:

«Nunca fui seareiro, como sabem. Mas nesse dia qualquer de 1921 vadiei toda a tarde pelas ruas de Lisboa, a cantar sozinho, de mãos na algibeira…

E à noite, mesmo debaixo do famoso quadro de Columbano, na nova tertúlia no Leão de Ouro, para onde emigráramos de pois da guerra civil do martinho – olhávamos uns para os outros e desatámos a rir, felizes de haver vida e haver futuro.»

No pedacinho que colocámos da Carta ao Futuro, Raul Proença  colocara esta epígrafe:

Óscar Lopes sobre Raul Proença:

«No seu apostolado político de quem deseja o «triunfo do socialismo», e que ele levou a cabo «com uma tenacidade dura e agressiva se sem cerimónias, e arrojo suficientes para desapiedar sendo preciso», reconhece-se a herança da Gerção de 70».

OLHAR AS CAPAS


Antologias

1º Volume

Raul Proença

Prefácio, selecção e notas; António Reis

Ministério da Cultura, Lisboa, Abril de 1985

Quero provar os teus frutos acres, receber nas tuas faces a lufada do teu vento, aspirar a as brisas marinhas dos grandes espaços livres.

Quando novamente meter à água a minha galera festonada

De giestas , é para as praias do teu Reino, douradas do sol da manhã, que eu quero encaminhar a minha proa!

Mas ai de ti e ai de mim! Porque em verdade te digo que caíste no desagrado dos homens e eles te proscreveram dos seus altares. Já os remadores ousados depuseram na praia os remos, ninguém mais avança em descoberta, e todos os batéis que hoje sulcam os rios apenas sobem a corrente.

(Do texto «Ao Futuro», publicado na Seara Nova de 5 de Novembro de 1921).