quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

O OUTRO LADO DAS CAPAS


Um dia único.

Manuel S. Fonseca avança que foi o dia mais feliz de todo o século XX.

Um livro desopilante, com coisas, algumas incríveis, outras que já quase não nos lembramos:

«Nem mais um soldado para as colónias! Nem mais uma freira para o céu!»

«Portugal fora da NATO, NATO fora de Portugal»

Slogan da UDP

«Imperialismo só há um, o americano e mais nenhum.»

«O voto é a arma do povo: não votes se não ficas desarmado.»

«Em Belém, qualquer porco fica bem!»

Pichagem em Benavente,

«Companheiro Vasco nós seremos a muralha de aço»

«Os ricos que paguem a crise.»

«As putas ao poder, os filhos já lá estão.»

11 horas da manhã desse tal dia.

«O povo enche as ruas e aclama os soldados. Uma mulher , Celeste Martins Caeiro, empregada num self-service que ia oferecer cravos às suas clientes pelo primeiro aniversário, mas não chegou a abrir nesse dia, voltava para casa com um molho de cravos. Um soldado pede-lhe um cigarro, que ela não tinha. Dá-lhe um cravo, «se quiser tome, que um cravo oferece-se a qualquer pessoa.»

No Natal desse ano o jornalista Manuel de Azevedo decretava, na última página do Diário de Lisboa, que o Natal era de Esperança.

Depois, depois houve alguém que se enganou e como cantou o Chico Buarque estragaram-nos a festa.

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