Um dia
único.
Manuel
S. Fonseca avança que foi o dia mais feliz de todo o século XX.
Um livro desopilante, com coisas, algumas incríveis, outras que já quase não nos
lembramos:
«Nem mais um soldado para as colónias! Nem mais uma
freira para o céu!»
«Portugal fora da NATO, NATO fora de Portugal»
Slogan
da UDP
«Imperialismo só há um, o americano e mais nenhum.»
«O voto é a arma do povo: não votes se não ficas
desarmado.»
«Em Belém, qualquer porco fica bem!»
Pichagem
em Benavente,
«Companheiro Vasco nós seremos a muralha de aço»
«Os ricos que paguem a crise.»
«As putas ao poder, os filhos já lá estão.»
11
horas da manhã desse tal dia.
«O povo enche as ruas e aclama os soldados. Uma mulher
, Celeste Martins Caeiro, empregada num self-service que ia oferecer cravos às
suas clientes pelo primeiro aniversário, mas não chegou a abrir nesse dia,
voltava para casa com um molho de cravos. Um soldado pede-lhe um cigarro, que
ela não tinha. Dá-lhe um cravo, «se quiser tome, que um cravo oferece-se a
qualquer pessoa.»
No
Natal desse ano o jornalista Manuel de
Azevedo decretava, na última página do Diário
de Lisboa, que o Natal era de Esperança.
Depois,
depois houve alguém que se enganou e como cantou o Chico Buarque estragaram-nos
a festa.
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