segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

HAVIA DE LHES BATER À PORTA


Os saloios engravatados colocaram o vinho em preços proibitivos.

Os chefs vampiros – eles comem tudo enão deixam nada -  inventaram restaurantes, criaram coisas a que chamam alta comida.

Agora nesses restaurantes não se bebe vinho, apenas água, alguma cervegita.

Segundo há dias revelava o Público, os restaurantes da alta engravatada  trabalham, quando trabalham, apenas para pagar contas, empréstimos ao banco.

Pedro Garcias em crónica no Público:

«O que está a acontecer com a restauração vai repetir-se mais cedo ou mais tarde com a hotelaria nacional. O boom de novos hotéis e os altos preços praticados, em particular em regiões com maior procura turística, não vai acabar bem. Quando ir jantar fora ou dormir num hotel se torna num luxo inalcançável para a população local, a tempestade futura está garantida.
Para muitos restauradores, como se vê, o futuro já chegou, e a culpa talvez não seja da economia. Talvez seja mais do deslumbramento que o turismo trouxe ao país e da tal cultura Michelin. Uma cultura mais ou menos sublimada na ideia de que um restaurante só poderá aspirar ao estrelato pneumático se apostar no requinte da comida, do espaço e do serviço. Na busca desesperada por uma estrela, muitos chefes e empresários fazem investimentos loucos e levam o serviço a um nível quase ridículo, muitas vezes com mais funcionários na cozinha e na sala do que clientes. Como é óbvio, os preços dos menus têm que ser muito altos.»

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