Os
saloios engravatados colocaram o vinho em preços proibitivos.
Os
chefs vampiros – eles comem tudo enão deixam nada - inventaram restaurantes, criaram coisas a que
chamam alta comida.
Agora
nesses restaurantes não se bebe vinho, apenas água, alguma cervegita.
Segundo
há dias revelava o Público, os restaurantes da alta engravatada trabalham, quando trabalham, apenas para
pagar contas, empréstimos ao banco.
Pedro Garcias em crónica no Público:
«O que está a acontecer com a restauração vai repetir-se mais cedo ou mais
tarde com a hotelaria nacional. O boom de novos hotéis e os altos preços
praticados, em particular em regiões com maior procura turística, não vai
acabar bem. Quando ir jantar fora ou dormir num hotel se torna num luxo
inalcançável para a população local, a tempestade futura está garantida.
Para muitos restauradores, como se vê, o futuro já chegou, e a culpa talvez não
seja da economia. Talvez seja mais do deslumbramento que o turismo trouxe ao
país e da tal cultura Michelin. Uma cultura mais ou menos sublimada na ideia de
que um restaurante só poderá aspirar ao estrelato pneumático se apostar no
requinte da comida, do espaço e do serviço. Na busca desesperada por uma
estrela, muitos chefes e empresários fazem investimentos loucos e levam o
serviço a um nível quase ridículo, muitas vezes com mais funcionários na
cozinha e na sala do que clientes. Como é óbvio, os preços dos menus têm que
ser muito altos.»

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