1.
A imagem mantém-se em alguns pontos da capital venezuelana — como no Este, um reduto da oposição —, mas a razão é outra. Foram criados checkpoints, pontos de controlo, em várias zonas da cidade. De acordo com alguns relatos que chegam da Venezuela, as autoridades — algumas fardadas, outras à civil — param quem passa para revistar carros. Pedem acesso aos telemóveis para rever contactos, mensagens e publicações nas redes sociais.
De democracia pouco ou nada se fala.
Muitas pessoas evitam sair de casa por causa disto. Outras avisam amigos e conhecidos para deixarem os telemóveis em casa.
Apesar de não serem oficialmente uma autoridade no país, os colectivos operam, tal como a polícia, em coordenação com o ministro do Interior, Diodado Cabello, um membro do regime de Maduro — que, tal como o ministro da Defesa, Vladimir Padrino, já garantiu que iriam proteger a todo o custo Delcy Rodríguez, depois de ela ter assumido a presidência interina da Venezuela.
2.
«A Gronelândia não está
à venda.
O que está em causa, portanto, não é segurança: é poder. A Gronelândia surge na
imaginação estratégica de Trump como símbolo e como atalho: símbolo de uma
América que volta a impor a sua vontade pela lei do mais forte; atalho para
contornar alianças, regras e equilíbrios que considera constrangedores. A
retórica lembra perigosamente a doutrina de esferas de influência do século
XIX, aplicada agora a um mundo que deveria ter aprendido, a muito alto custo,
aonde esse caminho nos leva.
A Gronelândia é europeia. Não está à venda. Não é negociável. E não é um
detalhe periférico no mapa. Hoje, é o ponto onde se cruza o futuro do Árctico,
a credibilidade da NATO e a capacidade da Europa de se fazer respeitar. Se este
teste falhar, os próximos não tardarão.»
Tiago Luz Pedro, editorial Público
3.
Cabe
aos 57.000 habitantes da ilha decidir o seu futuro. Uma sondagem realizada em Janeiro
de 2025 revelou que 85% não queriam que a sua terra natal se tornasse parte dos
EUA, com apenas 6% a favor.
Começaram
as negociações entre os Estados Unidos e a Gronelândia com vista à aquisição da
ilha pelos norte-americanos.
4.
Em entrevista publicada pelo The New York Times, Donald Trump, afirmou que "só o tempo dirá" por quanto tempo os Estados Unidos vão manter a supervisão sobre a Venezuela.
Ao ser questionado se seriam três meses, seis meses, um ano ou mais, Trump
respondeu: "Eu diria que muito mais tempo."
5.
O presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Jorge Rodríguez, anunciou
nesta quinta-feira a libertação de “um número significativo” de prisioneiros,
tanto venezuelanos como estrangeiros, nas próximas horas.
A libertação de prisioneiros, uma reivindicação da oposição no país, é um
“gesto de paz”, sem distinção de ideologia ou religião, disse Rodríguez numa
conferência de imprensa em Caracas, acrescentando que foi uma decisão
unilateral e não concertada com qualquer outra parte.

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