segunda-feira, 12 de outubro de 2026

O QUE A CENSURA CORTOU

Maria do Céu Ricardo escreveu a peça Salazar, Deus, Pátria, Maria, tendo por personagem única D. Maria, e por cenário a cozinha de S.Bento em dias de Estafo Novo.

Fernando DaCosta, no final do livro, faz uma apreciação sobre a governanta de Salazar:

«Era uma mulher – convivi com ela – esperta, irónica, atenta, dura, auto-controlada, íntegra, fidelíssima. A encenação que montou à volta de Salazar (moribundo) foi cenicamente espantosa, politicamente audaz, socialmente desafiadora, espantosa, politicamente  audaz, socialmente desafiadora, psicologicamente demencial. Com vontade de ferro, impôs ao regime, à Pide, à comunicação Social, ao mundo, a espantosa ficção de um chefe de governo a dirigir semicomatosos, a governação do País.

Ela, foi, por cero, a máscara mais perturbadora de Salazar.»

Voltamos a O Que a Censura Cortou e ficamos perante Memórias, livro do embaixador Pedro Theotónio Pereira, em que ressalta a influência, o poder que a governanta de Salazar exerceu.

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