Maria
do Céu Ricardo escreveu a peça Salazar, Deus,
Pátria, Maria, tendo por personagem única D. Maria, e por cenário a cozinha
de S.Bento em dias de Estafo Novo.
Fernando
DaCosta, no final do livro, faz uma apreciação sobre a governanta de Salazar:
«Era
uma mulher – convivi com ela – esperta, irónica, atenta, dura, auto-controlada,
íntegra, fidelíssima. A encenação que montou à volta de Salazar (moribundo) foi
cenicamente espantosa, politicamente audaz, socialmente desafiadora, espantosa,
politicamente audaz, socialmente
desafiadora, psicologicamente demencial. Com vontade de ferro, impôs ao regime,
à Pide, à comunicação Social, ao mundo, a espantosa ficção de um chefe de
governo a dirigir semicomatosos, a governação do País.
Ela,
foi, por cero, a máscara mais perturbadora de Salazar.»
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