Ao longo dos
tempos a Casa onde viveu António Sérgio sempre viveu momentos difíceis, desde
ser vendida, ao abandono a que diversas entidades a submeteram.
Há dias lia-se no Público que a Casa António Sérgio, em Lisboa, tem futuro incerto.
«Numa cave de uma moradia na Lapa, na
freguesia lisboeta da Estrela, guardam-se à volta de 7500 livros que pertenciam
ao pensador e ensaísta António Sérgio (1883-1969). “Aqui há de tudo: desde
química até filosofia”, nota a técnica documentalista Sónia Queiroga. “Muitos
têm dedicatória ou anotações e vários eram oferecidos.” Uma sala ao lado
reveste-se de diversas publicações sobre cooperativismo e economia social ou de
obras da autoria do próprio António Sérgio. Neste depósito, há ainda espólios
de outros autores.
Com um acervo único, a Casa António Sérgio, em Lisboa, tem um futuro incerto
Neste momento, a Casa António Sérgio tem o seu destino em aberto. Nos últimos
anos, este tem sido um espaço gerido pela CASES, cuja dissolução foi
recentemente aprovada, após a saída do Estado como seu membro. Funcionários e
direcção alertam para um património “único” que se pode perder. Em relação ao
seu proprietário, a Câmara de Lisboa, que o tem cedido desde 1982, refere que
possíveis mudanças ou desenvolvimentos serão analisados em “momento oportuno”.».
A imagem em cima, mostra um recorte do Diário de Lisboa de 5 de Janeiro de 1980 em que se noticiava que um incêndio,dado o abandono que rodeava o edifício, ocorreu na casa onde viveu António Sérgio.
1.
«A amizade é uma coisa
muito complexa… É-se amigo de alguém, na minha opinião, quando se cria uma
exigência em relação a essa pessoa extremamente utópica. Isto é: quando se
pretende que essa pessoa seja o próprio em melhor. Eu sou amigo de alguém,
exigindo dele coisas que não sei que não sei capaz de fazer.»
José Cardoso Pires
2.
Os cortes orçamentais estão a levar as organizações de apoio aos
refugiados ao "ponto de rutura" em áreas cruciais, onde cerca de 8,3
milhões de pessoas arriscam ficar sem ajuda este ano, alertou esta terça-feira
a ONU.
"A proteção não
pode ser reduzida indefinidamente sem provocar o colapso dos sistemas", disse o Alto Comissariado das Nações
Unidas para os Refugiados (ACNUR). Abaixo de um determinado limiar, os serviços
não se limitam a atingir menos pessoas, alertou.
"Podem deixar de funcionar por completo, deixando os mais
vulneráveis sem a proteção de que necessitam", sublinhou Dominique
Hyde, diretora de relações externas do ACNUR, por ocasião da publicação de um
relatório da organização, sedeada em Genebra, na Suíça.
3.
Desde que os EUA iniciaram a onda de ataques ao Irão, a 28 de fevereiro deste ano, não foram só o preço dos combustíveis e a conta do supermercado que passaram a pesar mais no orçamento das famílias. O Banco Central Europeu aumentou por duas vezes as taxas de juro, a última das quais a 10 de setembro, em 0,25 pontos percentuais. Quem tem crédito à habitação com taxa variável - quase um milhão de famílias, segundo dados oficiais do Banco Portugal -, viu as prestações escalarem, para lá, em alguns casos, dos 100 euros.
4.
«Mussolini era mau, mas fazia chegar os comboios a horas), passaram a servir de
inspiração e legitimação sem qualquer pudor, nem rigor.»
José Pacheco Pereira no Público
5.
São mais de 32,5 milhões por ano para
pagar as 381 novas reformas acima de cinco mil euros da Função Pública até
setembro. Médicos, administradores hospitalares e juízes lideram a lista de
reformados e aposentados pela Caixa Geral de Aposentações (CGA) este ano, onde
estão nomes como Carmona Rodrigues, Maria de Lurdes Rodrigues, Barradas Leitão
ou José João Abrantes.
O número de novas reformas acima de cinco mil euros brutos na Função
Pública caiu ligeiramente face a 2025, mas os gastos subiram. As reformas de
381 novos pensionistas dariam para pagar aos 3212 recém-reformados com menos de
mil euros.

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