1.
Ninguém
sabe que tempo vai durar a guerra Israel-Estados Unidos-Teerão.
Enquanto
o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, continua a sugerir que o
conflito com o Irão vai terminar "brevemente", Teerão ameaçou
"centros económicos e bancos" na região e afirmou que está pronto
para uma guerra longa, alertando que isto "destruiria" a economia
mundial. No estreito de Ormuz, foram registados ataques contra embarcações.
As
mensagens dos Estados Unidos em relação à duração e até aos objectivos da
guerra no Irão mantêm-se contraditórias, com Donald Trump a dizer que a guerra
está quase a terminar ou que durará ainda pelo menos uma semana, enquanto em
Israel há preocupações com a possibilidade de a guerra ser mais curta (e uma
corrente, minoritária, com ser mais longa), e do Irão surge uma atitude de
desafio, recusando um cessar-fogo e prometendo continuar a lutar.
Trump
diz que já ganhou ao Irão, mas que os EUA ainda não se vão retirar
Donald Trump declarou a vitória no Irão, ressalvando que os EUA apenas vão permanecer no terreno para concluir o trabalho. “Nunca se gosta de dizer muito cedo que se venceu. Nós vencemos”, exaltou Trump num comício eleitoral em Hebron, Kentucky, citado pela Reuters.
2.
Pelo
menos três cargueiros, com bandeiras da Tailândia, do Japão e das Ilhas
Marshall, foram atacados no estreito de Ormuz. O tailandês Mayuree Naree foi
atingido por "dois projéteis de origem desconhecida", segundo
operador da embarcação, citado pela agência Reuters. A Guarda Revolucionária,
por sua vez, numa nota divulgada pela agência Tasnim, informou que o navio foi
"alvejado por combatentes iranianos". Vinte membros da tripulação
foram resgatados e levados para Omã, enquanto três continuavam desaparecidos.
3.
Um
erro do Exército norte-americano, devido a coordenadas desactualizadas do alvo,
originou o bombardeamento de uma escola feminina em Minab, no Irão, a 28 de
Fevereiro, noticiou o New York Times, com base em conclusões
preliminares de uma investigação militar interna a que o jornal norte-americano
teve acesso.
Segundo
autoridades iranianas, o ataque fez mais de 175 mortos, a maioria crianças. O
Presidente norte-americano, Donald Trump, chegou a atribuir a autoria do ataque
ao Irão, antes de recuar parcialmente e afirmar que "aceitaria" o
resultado da investigação.
Questionado nesta quarta-feira sobre o artigo publicado pelo New York Times, Trump negou ter conhecimento das informações divulgadas.
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