Gostava de poesia.
Ninguém dizia versos como
ele, tal como disse Pedro, o irmão mais novo, nas exéquias nos Jerónimos.
Gostava de conhecer vozes
novas, quando descobriu o António Franco Alexandre, considerava-o um poeta
extraordinário, escreveu para o Público sobre ele, que não conhecia, nem
sabia quem era, o que fazia, mas pareceu-lhe um escritor de grande qualidade.
Lamentou muitas vezes não
ter sido poeta.
Mas era mesmo um poeta.
Algumas das suas crónicas
são verdadeiros poemas, o mesmo em relação a algumas páginas dos seus livros.
Mas foi escrevendo poesias
e a sua editora, em Outubro de 2002, publicou um livrinho de cantigas que
António Lobo Antunes dedicou a Vitorino:
«Ao Vitorino, para quem estas letrinhas foram
escritas, quase todas em toalhas de papel de restaurante».
Soube-se agora que a
editora publicará em livro, que já andava a preparar, poemas do António Lobo
Antunes.
O livro chama-se Poemas
e sairá em Abril.
Mas não só o Vitorino fez
das letrinhas canções, outros artistas o fizeram.
Serão a Música pela Manhã de hoje.

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