Cuba vive momentos muito difíceis.
Quando Fidel de Castro e seus companheiros meteram pés
e mãos à empreitada, Cuba deixava de ser o quintal, o casino, a casa de putas dos Estados Unidos e um punhado de homens
devolvia a dignidade a todo um povo.
O jornalista António Rodrigues escreveu, no Público, sobre os tempos difíceis que o
Trump-das-guerras irá impor a Cuba:
«Perante a possibilidade de os Estados Unidos invadirem Cuba para derrubar o Governo de Miguel Díaz-Canel, depois de terem estrangulado o acesso de petróleo à ilha, deixando o país parado e às escuras, o cantor e compositor Silvio Rodríguez, nome maior da trova cubana, pediu uma espingarda para, aos 79 anos, também ele defender o seu país do ogre do Norte.
Por agora, recebeu do executivo cubano uma arma simbólica, de imitação, acompanhada de um papel que, em caso de agressão armada dos EUA a Cuba, poderá trocar em qualquer unidade militar por uma de verdade. Uma invasão que ele “vê como possível”, em entrevista ao diário espanhol El País.
Com “a grandíssima história de intervenções dos EUA, sabotagens, invasões”, não seria de admirar que Donald Trump e Marco Rubio anseiem por derrubar uma revolução que tanta água lhes tem dado pela barba desde que fez cair o deboche cubano-mafioso-norte-americano da ditadura de Fulgencio Batista. Rubio nasceu em Cuba de uma família que fugiu para a Florida ainda no tempo de Batista, mas que finge ter saído só quando Fidel Castro chegou ao poder.Na terça-feira, a congressista norte-americana Nydia Velázquez, de origem porto-riquenha, uma política veterana que há 33 anos representa Nova Iorque na Câmara dos Representantes, apresentou uma resolução para impedir que os EUA invadam Cuba. “Enquanto ameaça ‘tomar’ Cuba, o seu bloqueio petrolífero está a piorar uma crise humanitária e a castigar o povo cubano”, escreveu no X.
“Li que em Miami houve uma manifestação de cubanos pedindo para derrubarem o Governo pela força, ou seja, praticamente pedindo uma invasão. Nem vou dizer o que penso daqueles que bombardeiem o seu país e o invadam”, disse Silvio Rodriguez. Desiludido também com os líderes da América Latina que se juntam a Washington no esforço para fazer cair Cuba: “É amargo que se tenha lutado tanto por uma unidade latino-americana e que, de repente, haja países que se vendam.”»
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