Os estilhaços da guerra desencadeada por Benjamim Netanyahu e com o beneplácito de Donald Trump, vão caindo no nosso dia-a-dia aumentando os riscos de um viver ainda mais difícil.
Como
é que estes dois loucos não sabiam que é impossível vencer uma guerra contra
fanáticos religiosos dispostos a tudo, incluindo pôr um povo a morrer em nome de
Deus?
1.
«Conversações produtivas.” Assim se define a porta entreaberta por Trump quanto a um possível fim da guerra, ao suspender a vontade imperial de bombardear, arrasar, pulverizar, o Irão, com armas convencionais ou mesmo nucleares, como insinua a sua narrativa torpe e alucinada. O problema desta porta entreaberta é que ela vem de uma palavra presidencial que não vale nada. Trump, já sabemos, diz hoje uma coisa e, hoje ainda, o seu contrário. A sua conceção do mundo convocaria, na melhor das hipóteses, Dirty Harry, o justiceiro que celebrizou Clint Eastwood, mas não está sequer próxima do rastejante e traiçoeiro Tuco, protagonizado pelo genial Eli Wallach. Trump é apenas um asqueroso vilão, psicopata narcísico e corrupto. A sua fortuna triplicou num ano, está a rebentar os contrapesos da democracia americana, usa a seu bel-prazer a máquina judicial contra quem o contraria, como está a fazer com Joe Kent
As “conversações produtivas” com o Irão são um
eufemismo, de quem procura uma saída, já muito penosa, para o maior desastre
norte-americano a seguir ao Vietname e ao Iraque. A sua própria base de apoio
tem vindo a intensificar os sinais de que os EUA têm de sair do Irão depressa e
em força. Perderam o controlo da guerra e o próprio aliado, Israel, faz o que quer.
Como se Trump fosse uma marioneta nas suas mãos, depois de já se ter percebido
que também o é para Putin. É este o Presidente que a América tem e de que será
difícil desembaraçar-se.»
Eduardo Dâmaso no Correio da Manhã
2.
Trump em cada
dia que passa diz já ter vencido o Irão mas… acabou por envia ao Irão um plano
com 15 pontos destinado a pôr fim à guerra no Médio Oriente, plano foi entregue
através do Paquistão.
Segundo David
Pereira no Diário de Notícias as condições abrangem todos os objetivos de
guerra dos Estados Unidos e de Israel, mas a estação televisiva israelita
indica que Jerusalém está preocupada com o facto de Trump e a sua equipa
quererem pressionar rapidamente para um "acordo-quadro, um acordo de
princípio" com o Irão, em vez de insistir nestas exigências como condição
para interromper a guerra.
3.
O Presidente
norte-americano anunciou na segunda-feira um prolongamento de cinco dias no
prazo de 48 horas que estabelecera dois dias antes para começar a atacar
instalações energéticas iranianas, caso Teerão não desbloqueasse o Estreito de
Ormuz.
4.
A embaixada iraniana no Paquistão considerou a oferta de negociações dos Estados Unidos como “uma farsa", negando qualquer diálogo com Washington.
"O Irão considera o pedido de negociações dos Estados Unidos como uma nova tentativa de dissimulação para se reagrupar e, encontrar brechas” com vista a “intensificar novamente os ataques", declarou na rede social X a representação iraniana em Islamabad.
O
primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, afirmou pelo seu lado na
segunda-feira que o Presidente norte-americano acredita na possibilidade de
“alcançar os objetivos da guerra” através de um acordo com o Irão, mas advertiu
que Israel vai defender os seus “interesses vitais em qualquer circunstância”.
5.
Entretanto O
Pentágono anunciou que Donald Trump está a planear enviar três mil soldados
paraquedistas para o Médio Oriente, para apoiar os combates no Irão. A Casa
Branca afirmou que as operações militares norte-americanas na região vão continuar.
Atualizamos aqui, ao minuto, todas as informações sobre o conflito no Médio
Oriente.
6.
As negociações
entre os Estados Unidos e o Irão existem mesmo?
O ministro dos
Negócios Estrangeiros do Irão, Abbas Araghchi, afirmou que não estão
actualmente a decorrer negociações entre Teerão e Washington, acrescentando que
a troca de mensagens através de diferentes mediadores “não significa
negociações”.
Segundo
Araghchi, as principais autoridades iranianas estão a analisar as propostas de
paz apresentadas, mas Teerão não tem intenção de negociar com os EUA, algo que
nesta fase seria reconhecer uma derrota. O Irão prefere "continuar a
resistir", para "terminar a guerra nos próprios termos" e
criar condições "para que nunca mais se repita", disse o ministro à
televisão estatal iraniana, citado pela agência Lusa.
Os norte-americanos falharam em alcançar os seus principais objectivos, entre eles uma vitória militar rápida e a mudança de regime no Irão, aponta o ministro iraniano, afirmando também que os EUA falharam na protecção dos seus aliados no Médio Oriente, apesar das bases militares instaladas na região, notou, insistindo que o estreito de Ormuz está "fechado apenas aos inimigos".

Sem comentários:
Enviar um comentário