Não
relia os livros. Não gostava de falar sobre eles. Não sabia como escolhia os
títulos das suas obras. Não se achava vaidoso. Não gostava de crónicas. Não lia
notícias. Não quis ser nada mais do que escritor, apesar de ter sido também
psiquiatra. Não se interessava pelas elites. Não foi consensual. Não chegou a
receber o Nobel da Literatura. Não fugiu aos próprios traumas. Foi pelo “não”
que tantas e tantas vezes António Lobo Antunes se definiu em entrevistas ao
longo da vida, porque nunca estava satisfeito com nada.
Sónia Sapage no editorial do Público de hoje.

1 comentário:
Um ESCRITOR no absoluto!
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