Quem ordena estes sonhos
coordena, conduz
os tractores cuidadosos
do ocaso; êmbolos
com frio; quando lavram
o seu frágil fio de
fogo
nas árvores, na
memória.
E mais lentas ainda
as turbinas: turbilhão
que perturba
vagarosamente
a ordem interior das
coisas
que se deixam sonhar.
Com
a polpa dos dedos
colhe-se a demora
para ver melhor.
Nenhuma
colagem sublimar;
nem linhas de lume,
chispas, flechas.
Adormece talvez
quem ordena; se as
lâmpadas
vagueiam e explodem
entre ramagens
excessivas;
estes sonhos.
Carlos
de Oliveira em Trabalho Poético 2º volume
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