sábado, 29 de março de 2025

DISTO, DAQUILO E DAQUELOUTRO


 Luís Montenegro não é um homem confiança.

Desde que tomou posse, ficou a pensar que, a todo o custo, teria que provocar a queda do governo para que acontecessem eleições.

Umas trapalhadas que é um novelo a que ninguém consegue dar a volta foram o pretexto.

Ninguém queria eleições, excepto Montenegro.

Acontecerão a 18 de Maio.

Aparentemente muito pouco, ou nada, irá mudar.

O meu avô dizia-me que quando houver alguém que fale das coisas melhor do que tu, escolhe o silêncio.

É por isso que convoco o editorial do Público de hoje da autoria de Helena Pereira, deu-lhe o título: Luís Montenegro e o Rei Sol.

«Se pudesse, Luís Montenegro provavelmente só aceitaria um debate televisivo com o líder do maior partido da oposição, Pedro Nuno Santos. Montenegro quer que a campanha eleitoral para as eleições de 18 de Maio se centre exclusivamente em si e no seu Governo, e está a fazer tudo para que assim seja. Quer que na cabeça dos eleitores ecoe apenas a pergunta sobre se querem ou não um governo liderado por si. E o Governo que abruptamente interrompeu funções.


É por isso que pretende reduzir ao máximo a participação em debates televisivos. É por isso que distribuiu 11 ministros como cabeças de lista pelo mesmo número de distritos, numa aposta inédita em cinco décadas de democracia.»

1.

Montenegro faz casa de luxo a preço de saldo. Moradia tem 8 casas de banho e lavandaria

Crise da habitação, pois então!...

2.

Mais de 40 mil pessoas trabalham nas 380 empresas portuguesas do sector das indústrias de defesa, que facturam em conjunto cerca de cinco mil milhões de euros. 

3.

«Quando os restantes desiludem, sobra Marcelo Rebelo de Sousa. De acordo com o barómetro da Pitagórica para o JN, TSF e TVI/CNN, o presidente da República volta a ser o político português mais popular, ultrapassando Luís Montenegro, castigado pelas polémicas com a empresa familiar e uma crise que levou à queda do Governo: são cada vez mais os que dão boa nota ao presidente (55%), e cada vez menos os que lhe dão negativa (41%). Uma imagem positiva que se fica a dever a um grupo em particular: as mulheres. São elas que fazem a diferença. Se dependesse apenas dos homens, Marcelo seria mais um entre uma longa lista de políticos desprezados.»

 

Do Jornal de Notícias

4.

Entre os partidos que foram recebidos no Palácio de Belém, o líder do CDS-PP, Nuno Melo, levantou objeções à data de 11 de Maio, por considerar que colidia com a peregrinação a Fátima de milhares de católicos empenhados em participar na celebração do 13 de Maio.

5.

Para Portugal aumentar 1,5% do PIB a despesa militar teria de gastar qualquer coisa como mais quatro mil milhões de euros anuais, para além dos atuais 3 mil milhões. Vamos perder esse dinheiro, que tanta falta faz para outros serviços do Estado?

ATÉ MORTOS VÃO A NOSSO LADO

Nestes dias deixaram-nos:

Luís Oliveira, um dos mais emblemáticos editores portugueses, fundador da Antígona Editores Refractários, morreu de paragem cardíaca na segunda-feira, em Lisboa. Tinha 84 anos e o anúncio da sua morte foi esta terça-feira revelado pela editora em comunicado. "Dono de uma força imensa e de uma energia contagiante, fazia do mundo um 'espaço de encontros que visam o prazer e a construção de um lugar ameno, deleitoso e voluptuoso'. Dançou até ao fim", escreve a equipa da Antígona na sua despedida.

O programador cultural Francisco Guedes, que esteve na origem dos festivaisliterários Correntes d’Escritas, na Póvoa de Varzim, o Lev — Literatura emViagem, em Matosinhos, e o FLiD — Festival Literário do Douro, em Sabrosa, morreu esta segunda-feira, no Porto, aos 75 anos.


José Brandão, um dos mais relevantes designers portugueses e professor emérito da Faculdade de Arquitectura da Universidade de Lisboa, morreu na quarta-feira, aos 80 anos, revelou em cominicado a instituição onde leccionava desde 2017.Fundador do B2 Atelier de Design, em 1982, com a sua mulher, Salette Brandão,foi também um dos fundadores da Associação Portuguesa de Designers.

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