As meditações de Ana Cristina Leonardo no Café do Monte, mais as suas crónicas no Público.
Final
da crónica de ontem:
«Confesso que esta nova realidade me confunde.
Acrescento não acreditar que seja a única baralhada. Aliás, com excepção da
presidente da Comissão Europeia e de Nuno Rogeiro (este sempre na posse de umas
informações ultra-secretas que não pode partilhar…) e poucos mais — uns com
conhecimentos de estratégia militar, outros versados na psicologia dos russos —
creio haver pouca gente com certezas.
Uma esperança me acalenta, porém, e eu não sou
optimista.
Se for verdade que a História, à segunda,
transfigura-se em farsa e abandona as vestes da tragédia, nada nos garante que
isto não seja tudo a brincar. No fim, Ursula von der Leyen irá tomar conta dos
seus póneis na sua quinta na Alemanha e António Costa voltará para a sua casa
em Benfica, onde escreverá as suas memórias dedicadas a Mário Soares. Putin
retirar-se-á para a sua datcha, Trump para a Gronelândia e Zelensky voltará ao
humor televisivo.
Tudo estará bem porque acaba bem. A não ser que venha
aí uma nova pandemia ou algum meteorito colida com a Terra.»
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