«Os
pontos de contacto entre dirigentes, candidatos, autarcas e membros do Chega e
o grupo neonazi 1143 não são uma ficção ou simples coincidências. Estão
amplamente documentados na investigação de Miguel Carvalho que o PÚBLICO
publica este domingo e que mostra a facilidade com que militantes do Chega
apoiam a ideologia neonazi e as causas do grupo liderado por Mário Machado.
Relações perigosas entre Chega e 1143
Durante a campanha eleitoral para as presidenciais e perante a detenção de 37 membros do 1143 por associação criminosa e incitamento ao ódio e à
violência, André Ventura disse desconhecer ligações de pessoas do seu partido ao grupo de Mário Machado,
mas nunca chegou a condenar a natureza daquela organização. Limitou-se a dizer
que “o Chega tornou-se um partido muito grande, com muitos militantes de todos
os quadrantes e, como em todos, há situações que não são as melhores”
Estas novas acusações, a que o Chega não quis responder, são também elas
graves, pois indiciam a eventual instrumentalização partidária de um movimento
extremista e mesmo financiamento ilegal numa das maiores estruturas do partido.
Não é um pormenor que o líder do maior partido da oposição possa ignorar.»
Do editorial do Público de hoje assinado por Helena Pereira.
Legenda:
título da 1ª página do Público de hoje.
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