Faleceu Vítor Dias.
É
com profundo pesar que o Secretariado do Comité Central do PCP informa que
faleceu Vítor Dias, com 80 anos, recordando a sua intervenção destacada na
actividade do Partido, onde desempenhou importantes tarefas e
responsabilidades.
Vítor
Dias, empregado de escritório, aderiu ao PCP em 1973 sendo funcionário do
Partido desde 1976.
Tendo
integrado diversas associações culturais e desportivas do concelho de Vila
Franca de Xira, foi dirigente da Associação de Estudantes da Faculdade de
Direito de Lisboa em 1966/1967 e membro da direcção da Cooperativa Livreira e
Cultural “DEVIR”. A partir de 1969 integrou diversas estruturas da CDE de
Lisboa, pelo qual foi candidato na batalha política aquando da farsa eleitoral
fascista de 1973 e dirigente do MDP/CDE até 1976. Militante antifascista,
integrou a luta pela democracia e a liberdade tendo sido preso a 6 de Abril de
1974 e libertado com a Revolução de Abril.
Membro do Comité Central desde o IX Congresso, Vítor Dias integrou a Comissão Política do Comité Central do PCP de Maio de 1990 até 2008. Assumindo diversas tarefas, foi responsável pelo trabalho de Informação e Propaganda Central, autor de inúmeros textos na imprensa do Partido e activo participante nas diversas batalhas eleitorais a que o Partido foi chamado. Foi ainda membro da Assembleia Municipal de Vila Franca de Xira no primeiro mandato autárquico de 1976/1979. Nos últimos anos manteve uma atenção à situação do País e do Mundo intervindo com a sua opinião a partir do blogue Tempo das Cerejas de que era autor.
1.
Portugal é o
segundo país mais envelhecido da União Europeia, apenas ultrapassado pela Itália.
2.
A procura
turística por Portugal continua em alta e os próximos tempos esperam-se
animadores para o setor hoteleiro. Há mais de 70 hotéis que vão abrir portas
durante este ano, acrescentando mais de 3800 quartos ao mercado. A maioria é em
Lisboa, no Algarve e no Porto.
3.
«A comparação é cruel, justa e conduz inevitavelmente à conclusão de que os protagonistas políticos são hoje, de um modo geral, bastante medíocres e fazem deslizar para a mediocridade o discurso e toda a circunstância política».
4.
Todos nos
enganamos.
Uns mais do que
outros.
Todos
acreditamos.
Uns mais do que
outros.
Zita Seabra
Militante do PCP
desde os 15 anos, passou à clandestinidade com 17 anos. Participou nas lutas
estudantis até ao 25 de Abril, sendo responsável pela criação da União dos Estudantes
Comunistas.
Dirigente
comunista e Deputada à Assembleia da República de 1975 a 1988 pelo PCP e pela
APU, foi expulsa do PCP em 1988.
Foi deputada
eleita pelo Grupo Parlamentar do PSD na Assembleia da República e
vice-presidente do Grupo Parlamentar do PSD na X Legislatura. Foi, ainda,
vice-presidente do PSD em 2009.
Coordenou o
Secretariado Nacional para o Audiovisual em 1993, ano em que assumiu a
presidência do Instituto Português de Cinema. De 1994 a 1995, foi presidente do
Instituto Português da Arte Cinematográfica e Audiovisual.
Coordenou o
Secretariado Nacional para o Audiovisual em 1993, ano em que assumiu a presidência
do Instituto Português de Cinema. De 1994 a 1995, foi presidente do
Instituto Português da Arte Cinematográfica e Audiovisual. Aderiu ao Partido
Social Democrata e, nessa condição, Eleita pelo PSD no círculo de Coimbra em
2005, foi deputada na X legislatura e vice-presidente do Grupo Parlamentar do
PSD na Assembleia da República até outubro de 2007. Nessa legislatura,
destacou-se pelas posições que tomou contra a legalização do aborto, de que
havia sido uma das mais acérrimas defensoras nos tempos de militância
comunista. No XXX Congresso do PSD, em 2007, passou a ser uma dos seis
vice-presidentes da Comissão Política Nacional deste partido, cargo que
desempenhou até maio de 2008.
Cadernos de Lanzarote
2º volume de José Saramago:
Entrada do dia 8
de Janeiro de 1994:
« Chegaram-me ecos do desastre que terá sido a participação de Zita Seabra no programa de Manuela Moura Guedes. Entristece-me verificar como afinal valia tão pouco, intelectual e eticamente falando, alguém a quem os acasos e as necessidades políticas colocaram em funções e confiaram missões de responsabilidade dentro e fora do Partido. Que Zita Seabra se tenha desempenhado delas, nesse tempo, com coragem e dignidade, não pode servir para disfarçar nem desculpar o seu comportamento actual. Zita Seabra é hoje o exemplo perfeito e acabado do videirinho, palavra suja que significa, segundo os dicionários e a opinião da gente honrada, «aquele que para chegar aos fins não olha aos meios nem hesita em humilhar-se e cometer baixezas». Ouço, leio, e chego a uma conclusão: esta mulher vai acabar mal.»
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