domingo, 15 de fevereiro de 2026

SOLTAS


Um quase princípio dos anos 70.

A carreira de eléctricos nº 24 Praça do Chile-Carnide e vice-versa.

O eléctrico com gente a deitar por fora.

É quando uma senhora com um casaco de pele, 40/50 anos, se desequilibra e estatela-se no «banco dos palermas», em cima de um homem de fato-macaco e lancheira.

- Credo! Monstros! Ninguém dá o lugar a uma senhora!

O homem de ganga e lancheira diz-lhe:

- Olhe madame, eu saí de casa às seis da manhã e estive a trabalhar em pé todo o dia e a senhora se calhar vem do chá…

Fica um enorme e agudo silêncio na carreira do eléctrico nº 24 Praça do Chile-Carnide e vice-versa.

1.

O Presidente da República além do conforto às populações, pediu maior celeridade às companhias de seguros. Foram despachadas apenas 12 mil das cerca de 100 mil participações feitas à seguradoras.

Entretanto a situação de calamidade decretada pelo Governo a 29 de Janeiro nas zonas mais afetadas pela depressão Kristin, e duas vezes prolongada após novas tempestades, termina este domingo, bem como a isenção das portagens, apesar das reivindicações de vários municípios.

2.

Quando chatearam a cabeça ao realizador daquele filme sobre um facto histórico, não sei quê os historiadores isto e aquilo, o homem passou-se mesmo e berrou:

«Quando um historiador me chateia os cornos, eu pergunto sempre: “olha lá, tu por acaso estiveste lá? Não? Então cala  a puta da boca!»

3.

«Não, se desligar a TV a chuva não pára de cair, e não, não é por escrever isto que se quer reduzir a importância da comunicação social em momentos de crise ou da gravidade da situação que vivemos. Mas, acreditem, há mesmo alturas em que vale a pena tirar os olhos do ecrã e olhar lá para fora. Quem sabe se não vamos conseguir descobrir um pouco de azul.»

David Pontes de um editorial do Público.

4.

Alguém disse:

«Só existem milhares de influenciadores porque existem milhões de idiotas»

5.

Lido por aí:

«Está na hora dos responsáveis editoriais da informação televisiva fazerem uma autoanálise, porque o empolamento desproporcional de uma só força partidária, além de ser prejudicial ao pluralismo e à democracia, não representa o espectro de eleitores do nosso país. Eleição após eleição, o Chega perde, mas os média preferem dizer que cresce, numa profecia de autor realizável. »

6.

O Jornal de Notícias revela que  "Há quem ligue para o 112 a pedir pizas ou por falta de saldo no telemóvel". 

7.

«Chuva, vento, cheias, telhados pelo ar, lama entre os quartos e a cozinha, trânsito de barcos nas ruas, gente desesperada e sem nada. Não há Governo. É preciso culpar alguém para apaziguar a fúria dos deuses, queimar bruxas, crucificar estrangeiros. As televisões estão prontas, as câmaras ligadas e em directo. O poder à extrema-direita parece que lhe cai do céu.»

Rui Manuel Amaral no Bicho Ruim

8.

 49% dos trabalhadores da agricultura, produção animal, floresta e pesca são imigrantes e 34% dos trabalhadores de alojamento e restauração são imigrantes.

No meio das tempestades que assolaram o país, um empresário numa televisão, dizia ao presidente  «daquela coisa» que nas dezenas de trabalhadores que a sua empresa possui, apenas um é português e que todas as empresas no país, sejam do que forem, precisam, como pão para  a boca, dos trabalhadores imigrantes.

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