Um quase princípio dos anos 70.
A
carreira de eléctricos nº 24 Praça do Chile-Carnide e vice-versa.
O
eléctrico com gente a deitar por fora.
É
quando uma senhora com um casaco de pele, 40/50 anos, se desequilibra e
estatela-se no «banco dos palermas», em cima de um homem de fato-macaco e
lancheira.
-
Credo! Monstros! Ninguém dá o lugar a uma senhora!
O
homem de ganga e lancheira diz-lhe:
- Olhe madame, eu saí
de casa às seis da manhã e estive a trabalhar em pé todo o dia e a senhora se
calhar vem do chá…
Fica um enorme e agudo silêncio na carreira do eléctrico nº 24 Praça do Chile-Carnide e vice-versa.
1.
O Presidente da República além do conforto às populações, pediu maior celeridade às companhias de seguros. Foram despachadas apenas 12 mil das cerca de 100 mil participações feitas à seguradoras.
Entretanto a situação de calamidade decretada pelo Governo a 29 de Janeiro nas zonas mais afetadas pela depressão Kristin, e duas vezes prolongada após novas tempestades, termina este domingo, bem como a isenção das portagens, apesar das reivindicações de vários municípios.
2.
Quando chatearam
a cabeça ao realizador daquele filme sobre um facto histórico, não sei quê os
historiadores isto e aquilo, o homem passou-se mesmo e berrou:
«Quando um historiador me chateia os cornos, eu
pergunto sempre: “olha lá, tu por acaso estiveste lá? Não? Então cala a puta da boca!»
3.
«Não, se desligar a TV a chuva não pára de cair, e não, não é por escrever isto
que se quer reduzir a importância da comunicação social em momentos de crise ou
da gravidade da situação que vivemos. Mas, acreditem, há mesmo alturas em que
vale a pena tirar os olhos do ecrã e olhar lá para fora. Quem sabe se não vamos
conseguir descobrir um pouco de azul.»
David Pontes de um editorial do Público.
4.
Alguém disse:
«Só existem milhares de influenciadores porque existem milhões de idiotas»
5.
Lido por aí:
«Está na hora
dos responsáveis editoriais da informação televisiva fazerem uma autoanálise,
porque o empolamento desproporcional de uma só força partidária, além de ser
prejudicial ao pluralismo e à democracia, não representa o espectro de
eleitores do nosso país. Eleição após eleição, o Chega perde, mas os média
preferem dizer que cresce, numa profecia de autor realizável. »
6.
O Jornal de
Notícias revela que "Há quem ligue
para o 112 a pedir pizas ou por falta de saldo no telemóvel".
7.
«Chuva, vento,
cheias, telhados pelo ar, lama entre os quartos e a cozinha, trânsito de barcos
nas ruas, gente desesperada e sem nada. Não há Governo. É preciso culpar alguém
para apaziguar a fúria dos deuses, queimar bruxas, crucificar estrangeiros. As
televisões estão prontas, as câmaras ligadas e em directo. O poder à
extrema-direita parece que lhe cai do céu.»
Rui Manuel Amaral no Bicho Ruim
8.
No meio das tempestades que assolaram o país, um empresário numa televisão, dizia ao presidente «daquela coisa» que nas dezenas de trabalhadores que a sua empresa possui, apenas um é português e que todas as empresas no país, sejam do que forem, precisam, como pão para a boca, dos trabalhadores imigrantes.

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