Nunca tivemos um Governo tão mau.
Cinco dias depois da passagem da tempestade Kristin, Luís Montenegro, anunciou um conjunto de medidas destinadas às populações e empresas das zonas afectadas, num pacote que ascenderá a 2,5 mil milhões de euros, respondendo de forma indirecta às críticas perante a lentidão da actuação do Estado, mas sem reconhecer falhas na resposta à crise.
Aumentam
para oito as vítimas mortais da passagem da depressão Kristin.
1.
O
Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, classificou este domingo, em
Roma, como "impressionante" o conjunto de medidas aprovado pelo
Governo para apoiar as famílias e empresas fustigadas pela depressão Kristin.
Em
declarações aos jornalistas o Chefe de Estado sublinhou a diversidade e a
rapidez das intervenções planeadas pelo Executivo de Luís Montenegro.
2.
Joaquim
Leitão, que teve cargos de direcção e comando no sector da protecção e socorro,
considera que, perante a dimensão das consequências da tempestad Kristin,
as Forças Armadas deveriam ter sido mobilizadas mais cedo e requisitadas em
bloco.
3.
O parque industrial da Marinha Grande foi severamente afectado pelo mau tempo. Muitos pavilhões ficaram sem tecto e sem paredes, o que obrigou à suspensão da actividade. Sem conseguir produzir e com a maquinaria exposta à chuva e ao vento, empresários enfrentam prejuízos de milhões de euros, mas as contas ainda estão a ser feitas.
4.
"Foi feito tudo
aquilo que era possível fazer para prevenir e colocar todas as forças em
prontidão", diz Montenegro
Questionado
pelos jornalistas sobre as críticas de que a reacção do Governo aos efeitos da
depressão Kristin foi tardia, Luís Montenegro disse que "foi feito tudo
aquilo que era possível fazer para prevenir e colocar todas as forças em prontidão
no terreno. Do ponto de vista daquilo que era possível fazer-se, foi
feito".
5.
Situação
de calamidade até 8 de fevereiro.
O Governo anunciou ainda que vai apoiar a reconstrução de habitação própria e permanente em intervenções até 10 mil euros "sem necessidade de documentação" para os casos em que não haja cobertura de seguro. As obras de reconstrução dispensarão licenciamento e controlo prévio. O mesmo montante estará disponível para situações relacionadas com agricultura e floresta exatamente no mesmo montante.
6.
Cinco dias depois da Kristin, ainda só há uma rede de telemóvel a funcionar em pleno na Vila Nova de Anços, que se prepara para ser abastecida por água, pelos Bombeiros Voluntários de Soure.
Emília Belém tem 59 anos e uma empresa familiar, com o marido e um dos três filhos, cujo armazém sofreu danos muito significativos, que justificam o fim do negócio. "Ficámos sem nada, temos um prejuízo de mais de 500 mil euros" contou à agência Lusa, adiantando que tinha já material para entregar que "ficou todo desfeito". "Fomos das empresas mais afetadas do concelho", referiu Emília Belém que disse estar "sem forças" para reerguer a empresa Vilagrês.
7.
Fernando Ramos é o proprietário da padaria que neste domingo não conseguiu entregar pão em pelo menos cinco instituições do concelho e que abastece diariamente. A luz só chegou de manhã, mas não havia água. Uma interrupção, porque no próprio dia do temporal, tiveram tudo, menos comunicações e ainda só tem uma rede móvel estável.
8.
Falta
de energia agrava perdas das empresas: “Há centenas de empregos em risco”
Ainda se está longe de se poder fazer uma avaliação aproximada dos prejuízos
provocados pela tempestade Kristin na região Centro onde, na manhã deste domingo, ainda
existiam cerca de 180 mil clientes (empresas e particulares) sem energia
eléctrica. Mas a apreensão é muito grande entre os empresários, não só pelos
danos provocados pela tempestade da passada quarta-feira, mas também pelos
atrasos na reposição de energia — e outras dificuldades de reparação de danos.
Fontes:
Público
Diário de Notícias
Jornal de Notícias
Correio da Manhã
Lusa

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