dá-me amor
dá-me a folha de árvore
que guardaste na
algibeira
pelo menos
dá-me o descanso de
dormir
no meu próprio corpo
enquanto o pássaro
- qualquer pássaro –
deixa inesperadamente
de cantar
e repousa
enquanto o diálogo
o nosso diálogo
se interrompe para que
passem
as nuvens
nesse momento precisamente nessa ocasião
dá-me o teu silêncio
e perguntas
não me faças não me faças nenhuma
creio que agora é
inútil.
Mário-Henrique
Leiria em Poesia
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