Essa palavra dada com mãos puras
essa oferta de pombas já sem asas
essa que é fonte só de águas futuras
ou esse mar de apenas marés vasas
e esse olhar sem olhos nem distância
essa abraçar com braços que não vejo
e o riso que emurchece a minha infância
a chama que emudece no lampejo
a voz da escuridão que me cria
tremendo de morrer no abandono
a que se entrega a noite à luz do dia
como ao calor mortal da mão do dono
Alexandre
Pinheiro Torres em A Terra do Meu Pai
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