«Parte da A1 junto ao nó de Coimbra Sul abateu na sequência da ruptura de um dique do Rio Mondego. Miguel Pinto Luz já disse que «o compromisso do Governo é de absoluto comprometimento», puxando a responsabilidade do arranjo para o Estado e não para a Brisa, empresa responsável pela auto-estrada.
Sucessivos projectos para concluir a obra hidroagrícola do Baixo Mondego, apresentados no Parlamento, foram sendo chumbados pelos votos do PS, PSD/CDS, IL, PAN e Livre, com abstenções do CH. Dique voltou ontem a romper.
Há várias décadas que se trava uma batalha pela conclusão da obra hidroagrícola do Baixo Mondego. A intervenção está num limbo – sucessivos Governos PS e PSD/CDS-PP alternam entre si, ora apoiando a intervenção na oposição, ora bloqueando-a assim que assumem a pasta.
Os
avanços (sem aplicação na prática) e os recuos do PSD/CDS
O mais recente caso é o do executivo liderado por Luís Montenegro, que horas depois de uma nova rotura no dique do Mondego (que provocou também o colapso de uma secção da A1), anunciou a necessidade de rever e readaptar a muito esperada «obra hidrográfica do Mondego».
As
afirmações de Montenegro são um verdadeiro volteface. Há apenas três meses, no
âmbito da discussão do Orçamento do Estado para 2026, PSD, CDS-PP, Iniciativa
Liberal e PAN juntaram-se para chumbar uma proposta do PCP para a conclusão da
obra hidroagrícola, contando ainda com a abstenção do PS, Chega e Livre.»
Copiado de Abril Abril
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