«Se o Governo quer agradar a Trump, pode fazê-lo de muitas maneiras. Por exemplo, cria um Prémio Nobel da Paz das capoeiras, com um galo de Barcelos de ouro, cheio de coraçõezinhos, e vai lá entregá-lo, com pompa e circunstância, ao imperador do mundo, dizendo-lhe que ele é “rei” das capoeiras. Ele ficará excitado com o tratamento de “rei” e… agradecerá a Espanha.»
Na sua crónica semanal no Público, José Pacheco Pereira indigna-se com a vergonha que o nosso governo lhe dá.
Portugal vai fazer parte “como observador” do Conselho da Paz de Trump? Que vergonha! E vai ao beija-mão de Trump em Washington?
Parece que não vai ao primeiro, mas vai aos outros. Será que Portugal vai pagar
a senha de entrada que Trump exigiu de 800 milhões de euros? Já nada me admira.
O nosso “observador” não viu anteontem Trump adormecer, trocar os nomes todos,
e fazer vários comentários sobre o aspecto do Presidente do Paraguai, que
considerou “bonito”? Depois especificou que não gosta de homens mas de mulheres, para não ser mal interpretado… E foi assim.
Na Europa, os países que ainda têm uma réstia de dignidade como a Espanha, a
França e a Suécia, pelo menos, disseram que não, a Hungria disse obviamente que
sim, e Itália, Roménia, Bulgária, Grécia, Eslováquia e Chipre aceitaram estar
como observadores. Olhem para os países que são membros-fundadores e percebe-se
logo de que lado Portugal está: Albânia, Argentina, Arménia, Azerbaijão,
Bahrein, Bielorrússia, Bulgária, Camboja, Egipto, El Salvador, Hungria,
Indonésia, Israel, Jordânia, Cazaquistão, Kuwait, Kosovo, Marrocos, Mongólia,
Paquistão, Paraguai, Catar, Arábia Saudita, Turquia, Emirados Árabes Unidos,
Uzbequistão, Vietname…»

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