Abertura
a cargo do escritor Gonçalo M. Tavares:
«Nas grandes tragédias
o grande problema é sempre a solidão.»
1.
Tudo o que se
vai passando com as depressões climáticas acentuam a incompetência do governo
de Luís Montenegro.
Não adianta
muito a substituição de alguns ministros porque todo o problema está em quem
chefia o governo.
Cansados estamos
daquela figura quase sinistra de sorriso cínico.
Que saída?
2.
Alguém,
enfrentando as cheias em Alcácer do Sal, desabafa na reportagem do Diário de
Notícias:
“Nós temos cheias, mas aqueles desgraçados de Leiria
nem telhado têm para dormir”
A Avenida dos
Aviadores, na baixa de Alcácer do Sal, voltou a ficar inundada, o que obrigou
ao corte do trânsito na zona. A chuva continua e há estradas alagadas por este
concelho no distrito de Setúbal.
3.
«Depois da destruição causada pela depressão Kristin,
Portugal volta a enfrentar mau tempo com a chegada da Leonardo. Com os terrenos
já encharcados, a nova sequência de chuva, vento e agitação marítima aumenta a
probabilidade de cheias e inundações, sobretudo nas cidades impermeabilizadas:
“Parte das nossas cidades está construída sobre leitos de cheia, que
naturalmente inundam”», diz ao
Diário de Notícias o especialista João Joanaz de Melo.
4.
Centro e Oeste e
Vale do Tejo representam 20% da economia. Impacto devastador da Kristin e do
clima adverso, que continua sem dar tréguas, vão custar, pelo menos, 2,5 mil
milhões de euros. Economia ia crescer cerca de 2,3%, mas deve baixar para 1,3%
ou menos.
5.
«Em vez de «aqueles que não evitaram a trágica consequência de perder a vida», o Primeiro-Ministro devia ter dito: «aqueles que falharam em evitar a morte». Assim, percebia-se melhor por que é que devemos estar sempre do lado dos falhados e contra discursos cínicos.»
Cristina
Fernandes no Bicho Ruim
6.
«A ministra da Administração Interna é a metáfora mais exposta, fácil e óbvia de um Governo barata tonta, que anda aos círculos neste comboio de tempestades, sem saber o que fazer e para onde vai. É quase compreensível que uma jurista qualificada, de gabinete, opte pela “reflexão” em vez da ação junto da Proteção Civil. E que diga que não saiba o que falhou, ou, ainda, opte pela misericordiosa tese da “aprendizagem coletiva”. Já todos percebemos que Lúcia Amaral é uma carta fora deste baralho. Muito mais perturbador é ver a propaganda ignóbil de Leitão Amaro, na pele de maestro da comunicação governamental, projetando uma realidade alternativa, como dizem noutros lados, quando toda a gente está a ver uma tragédia. Ou a palhaçada ofensiva de Nuno Melo, que leva os soldados para fingir que estão todos no terreno. Muito mau mesmo, também, é constatar que ainda pagamos, com mortes, a trágica decisão, tomada nos Governos de Barroso e Santana Lopes, corrigida, em parte, por António Costa, no Governo de Sócrates, de entregar o SIRESP, com um cheque de 500 milhões de euros, a um consórcio servido por alguns facilitadores desse velho mundo laranja, que vinha do cavaquismo. Essas velhas lógicas clientelares matam. E essa é a “aprendizagem coletiva” sobre como não fazer que ainda está por ser lecionada.»
Eduardo Dâmaso
no Correio da Manhã
7.
"O Conselho
de Administração da Fundação Calouste Gulbenkian exprime a sua solidariedade
com todas as pessoas afectadas pela tempestade que assolou o país. O Conselho
criou um Fundo de Apoio Extraordinário, no valor de cinco milhões de euros, de
apoio a essas pessoas. Este apoio de emergência e pós-emergência será
articulado com a Estrutura de Missão para a Reconstrução da região Centro do
País e com as entidades locais das áreas envolvidas", pode ler-se no
comunicado.
8.
A EDP anunciou
um apoio de “mais de 800 mil euros” às comunidades afectadas pela
tempestade Kristin, com a suspensão temporária da facturação e
apoio a clientes com centrais solares danificadas.
“No total, a EDP
vai assumir um custo de mais de 800 mil euros de forma a poder apoiar os seus
clientes nas regiões afectadas pelo mau tempo”, anunciou a empresa em
comunicado.
Na nota, a
eléctrica dá também conta que “suspendeu o envio de facturação aos seus cerca
de 700 mil clientes com casas ou empresas nas zonas mais afectadas pela
tempestade que atingiu o país”.
“Serão ainda
disponibilizados acordos de pagamento ajustados à situação de cada cliente, sem
juros”, prossegue a nota.
9.
«Depois de ter apontado baterias aos problemas de
comunicação do Governo com as populações, o Presidente da República atirou
também responsabilidades para as operadoras de telecomunicações.
“As
comunicações portaram-se mal, portaram-se mal”, declarou Marcelo Rebelo de
Sousa numa visita pelas regiões afectadas pela
tempestade Kristin, nesta quarta-feira. “A Vodafone aguentou um
bocadinho mais, mas depois ficou tudo sem comunicações”, identificou o Chefe de
Estado, em declarações transmitidas pela SIC Notícias.
As operadoras estão no terreno a tentar recuperar
serviços, havendo ainda populações que não têm acesso, não só porque não há
energia, mas também porque há infra-estruturas de comunicações que ficaram
danificadas. Mas há um factor de culpa das empresas, segundo o Presidente da
República.»
Diogo Cavaleiro no Público de hoje.
Fontes:
Público
Diário de Notícias
Jornal de Notícias
Correio da Manhã
Lusa
Legenda:
pormenor da capa do Correio da Manhã de hoje

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